quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Análise de risco emergencial é realizada em 20 pontos em São Sebastião e Ilhabela após fortes chuvas atingirem a região

 Atendimento em São Sebastião
Atendimento em Ilhabela


Atendendo os procedimentos do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), o Instituto Geológico (IG) e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) realizaram, nos dias 15 e 16 de fevereiro, vistoria técnica em várias áreas dos municípios que foram afetadas pela forte chuva ocorrida em 14 de fevereiro de 2018.

Em São Sebastião foram vistoriados 07 pontos nos bairros Itatinga, Topolândia e Enseada com a interdição de cerca de trinta moradias. Em Ilhabela foram vistoriados 13 pontos, nos bairros do Morro do Cantagalo, Itaquanduba (Morro dos Mineiros), Água Branca e Cambaquara com a interdição de oito moradias.

Os principais processos perigosos observados foram escorregamentos planares de solo e material de aterro, rastejo de solo, enxurradas, queda e rolamento de blocos e erosão acelerada.

CLIQUE AQUI e veja o balanço parcial de atendimentos da Operação Chuvas de Verão 2017-2018.

CLIQUE AQUI e saiba como foi o atendimento em Monteiro Lobato.

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Instituto Geológico mapeou o perigo de contaminação da água subterrânea na região de Indaiatuba a Capivari (SP)

Perigo de contaminação da água subterrânea relacionado à atividade agrícola na área rural

O Instituto Geológico (IG) realizou um mapeamento do perigo de contaminação dos aquíferos na porção sul da UGRHI 5 (Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) na região entre Indaiatuba e Campinas (SP), leste do estado de São Paulo, caracterizada por um expressivo desenvolvimento econômico e acentuado processo de expansão urbana. A metodologia abordada considera que o perigo de contaminação da água subterrânea resulta da interação entre a vulnerabilidade natural dos aquíferos e a carga potencial contaminante imposta por atividades antrópicas, e se apoia no uso de técnicas de análise espacial. Os resultados, publicados no volume 38(1) da Revista do IG estão disponíveis em: (http://ppegeo.igc.usp.br/index.php/rig/article/view/11688), indicam que as áreas mais críticas estão nos distritos industriais de Indaiatuba e de Salto e em áreas dispersas ao longo do rio Capivari e das rodovias.

Para esse mapeamento, foram utilizados os mapas de classificação de fontes pontuais e difusas elaborados pela mesma equipe em trabalho anterior, Disponível em: (http://ppegeo.igc.usp.br/index.php/rig/article/view/8949/8214).

As pesquisas inserem-se no âmbito do projeto Arctub-1, financiado pelo FEHIDRO. Para acessar o relatório final e seus anexos CLIQUE AQUI.

O mapeamento auxiliará no planejamento do uso e ocupação do solo da região, indicando prioridades para o controle das atividades antrópicas e para a proteção das captações de água subterrânea.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Instituto Geológico participa de cerimônia de comemoração do 42º aniversário da Coordenaria Estadual de Defesa Civil (CEDEC)

Eduardo, Célia, Coronel PM Helena, Luciana e Cláudio

Luciana Martin Rodrigues Ferreira, diretora do Instituto Geológico (IG), juntamente com pesquisadores e técnicos da instituição estiveram presentes em evento comemorativo do 42º aniversário de criação da Coordenaria Estadual de Defesa Civil (CEDEC). O evento foi realizado no dia 08 de fevereiro de 2018 no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo.

Durante a solenidade ocorreu a outorga da “Medalha da Defesa Civil”, entregue pela a Secretária Chefe da Casa Militar e Coordenadora Estadual de Defesa Civil, Coronel PM Helena dos Santos Reis. O Secretário do Meio Ambiente, Maurício Brusadin foi um dos 45 agraciados que, além da medalha, receberam o certificado reconhecido oficialmente pela Defesa Civil por seus méritos e relevantes serviços prestados, que contribuíram de forma expressiva com as ações gestão de riscos e de desastres, tornando-se desta forma merecedoras de reconhecimento público.

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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Estudantes contribuem para o uso sustentável do meio ambiente, a partir de iniciação científica na área de Geociências

Programa PIBIC-IG ultrapassa a marca de 50 bolsistas

Instituído em agosto de 2011, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Instituto Geológico (PIBIC-IG) objetiva estimular o desenvolvimento do pensamento científico e iniciação à pesquisa de estudantes de graduação dos ensinos superior e médio, por meio da realização de estudos em temas e áreas de atuação do Instituto Geológico, voltados a subsidiar a ocupação do território e o uso sustentável dos recursos naturais.

O PIBIC-IG está vinculado ao Programa de Bolsas de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.

Desenvolvendo os trabalhos junto a projetos e atividades técnicas institucionais, os bolsistas do Programa têm a oportunidade de compreender o papel das ciências em apoio às necessidades humanas e de exercitar os princípios da construção e execução de estudos e pesquisas na área de Geociências.

No período entre 2011 e 2016 o Programa já concedeu 46 bolsas de iniciação científica, sendo 30 bolsas para alunos do ensino superior e 16 bolsas para estudantes do ensino médio. Discutidos em Seminários Anuais, os trabalhos e pesquisas foram publicados em Boletins do Instituto Geológico.
Caderno de Resumos reúne contribuições dos bolsistas do CNPq junto ao Instituto Geológico em 2017

A 7º edição do Seminário de Iniciação Científica (SICIG), realizada no dia 31 de maio de 2017, celebrou as comemorações dos dias do Geógrafo (29) e do Geólogo (30) e antecipou as comemorações da Semana do Meio Ambiente, cujo dia é celebrado em 05 de junho. Com uma visão multidisciplinar, o 7º SICIG contemplou uma temática moderna, de interesse de profissionais, técnicos, professores, graduandos e do público, em geral.

No total, foram apresentados 09 trabalhos que fomentaram debates sobre diversos temas na área de Geociências e Meio Ambiente. Os temas abordados nas apresentações incluíram i) monitoramento de áreas de risco; ii) caracterização de riscos geodinâmicos; iii) uso de Sistemas de Informações Geográficas (SIG) na caracterização de eventos geodinâmicos; iv) levantamento histórico de dados de inundação; v) análise de dados pluviométricos; vi) variação da linha de costa e balanço sedimentar praial; vii) geologia sedimentar e terrenos cársticos.

Reunidas na forma de resumos simples ou expandidos, produzidos pelos próprios bolsistas, as pesquisas de iniciação científica apresentadas no 7º SICIG estão sendo disponibilizadas em um Caderno de Resumos que está disponível para consulta no site do IG e pode ser acessado AQUI.

O Comitê do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Instituto Geológico (PIBIC-IG), responsável pela coordenação e acompanhamento das atividades, espera que os interessados possam aproveitar a leitura.

Nova safra


Atualmente o PIBIC-IG conta com 9 bolsistas de iniciação científica – cinco de ensino superior e quatro de ensino médio. As pesquisas e estudos em andamento contemplam usos de geotecnologias em estudos geocientíficos e ambientais, análise e avaliação de áreas de risco e prevenção de desastres naturais associadas aos fenômenos de deslizamentos e inundações, avaliação e mapeamento de solos, rochas e relevos a partir de abordagens geológicas e geomorfológicas; e estudos hidrogeológicos associados à composição química das águas subterrâneas.
Trabalho de avaliação de índices de precipitações críticas associadas a inundações.
(Fonte de dados: Estação meteorológica E3-035 do IAG-USP)
Bolsista em trabalho de campo. (Foto de Ligia M. A. Leite Ribeiro)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Instituto Geológico realiza vistoria em Monteiro Lobato após fortes chuvas atingirem a região

 Planejamento do sobrevoo
Reunião com a prefeita Daniela e secretários

Atendendo solicitação da Prefeitura Municipal de Monteiro Lobato o Instituto Geológico (IG) realizou, conjuntamente com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), vistoria técnica no âmbito da operação do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) em várias áreas do município que foram afetadas pela forte chuva ocorrida entre 25 e 26 de janeiro (103 mm) e que contribuiu para um acumulado de 133 milímetros em três dias.

Além dos locais identificados como áreas sujeitas a escorregamentos foram visitados pontos da várzea do Rio Buquira que foi atingida por inundação e na qual foram atingidas diversas moradias e destruídas pontes que davam acesso aos bairros

Segundo o protocolo de operação do Plano o município ingressou no nível de ALERTA e foi indicada a interdição preventiva de quatro moradias, assim como o monitoramento constante das áreas de risco.

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Operação Chuvas de Verão 2017-2018: Instituto Geológico apresenta balanço parcial de atendimentos do Plano Preventivo de Defesa Civil Estadual

 São Luiz do Paraitinga
Ribeira

O Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) entra em operação anualmente, no período de (01/12 a 31/03) por isso também é conhecido como “Operação Chuvas de Verão”. É coordenado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) e conta com o apoio técnico do Instituto Geológico (IG), abrangendo um total de 175 municípios.

O PPDC envolve ações de monitoramento dos índices pluviométricos (chuvas), previsão meteorológica, vistorias de campo e atendimentos emergenciais. O Plano está dividido em 4 níveis operacionais: OBSERVAÇÃO, ATENÇÃO, ALERTA E ALERTA MÁXIMO e para cada nível existe uma ação específica para enfrentamento da situação. O PPDC tem um caráter preventivo, com objetivo principal de evitar a ocorrência de mortes, por meio da remoção preventiva e/ou temporária da população que ocupa as áreas de risco, antes que os escorregamentos atinjam suas moradias.

Desde que foi criado em 1989 o PPDC constitui-se em um importante instrumento capaz de subsidiar as ações preventivas dos poderes públicos municipais e estadual, principalmente quando estes buscam soluções de problemas causados pela ocupação de áreas de risco. Também podem ocorrer atendimentos emergenciais a outras localidades que não possuem Planos Preventivos, tendo em vista a prevenção de acidentes, a partir do acionamento e análise do evento por parte da CEDEC e do IG.

As vistorias técnicas EM CARÁTER EMERGENCIAL implicam em fazer a avaliação das áreas críticas sujeitas a escorregamentos de encosta, ou sujeitas a inundação indicadas pelas Defesas Civis Municipais (COMDECS) de forma a propor a interdição de moradias em risco iminente com necessidade de remoção de moradores. Esta atuação tem por objetivo principal preservar a vida dessas pessoas.

Desde o início do período chuvoso, por solicitação da CEDEC, o IG realizou vistorias em 2 municípios: São Luiz do Paraitinga (3 áreas) e Ribeira (1 área).

Em São Luiz do Paraitinga (Leste do Estado) foram vistoriadas 3 áreas nas quais ocorreram escorregamentos localizados decorrentes das chuvas ocorridas entre 12 e 17 de janeiro. Além destas as equipes estiveram presentes em outros 3 locais nos quais ocorreram inundações/enxurradas que atingiram diversas moradias e resultaram em perdas materiais. Apesar dos ocorridos, não foi necessária a interdição de moradias.

Em Ribeira (Vale do Ribeira) foi vistoriado um trecho de cerca de 500 m de extensão da Rodovia Sebastião Ferraz de Camargo Penteado (SP-250). Neste local a encosta foi afetada por processos de escorregamentos e quedas de blocos deflagrados pelas chuvas ocorridas no dia 29/12/2017, cujos índices atingiram acumulados de 186 mm entre 29 e 31/12/2016. Os processos interditaram a Rodovia, bem como destruíram parcialmente trechos do pavimento. Nesta vistoria os técnicos recomendaram que seja feita a interdição preventiva da via conforme determinados índices pluviométricos e previsões meteorológicas, além de estudos futuros de avaliação de estabilidade da encosta.

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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Instituto Geológico lança Sistema de Classificação Unidades Territoriais Básicas, Mapas de Perigo, Vulnerabilidade e Risco do Estado de São Paulo e Cadastro de Eventos Geodinâmicos, Acidentes e Desastres de 50 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista e Litoral Norte

Cadastro de Eventos Geodinâmicos, Acidentes e Desastres

O IX Seminário: Estratégias para Redução de Riscos e Desastres a Eventos Geodinâmicos no Estado de São Paulo, realizado em 07/12/2017, no Auditório Augusto Ruschi, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, contou com o lançamento do “Sistema de Classificação Unidades Territoriais Básicas” – UTB” do Estado de São Paulo, seus cinco produtos derivados: Mapa de Perigo de Escorregamento e Inundação; Mapa de Vulnerabilidade de Áreas do tipo Residencial/Comercial/Serviços; Mapas de Riscos de Escorregamento e Inundação das Áreas do tipo Residencial/Comercial/Serviços, do Estado de São Paulo e o cadastro de Eventos Geodinâmicos, Acidentes e Desastres de 50 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista e Litoral Norte.

O plano de informação UTB, mapas associados e o Cadastro de Eventos Geodinâmicos, Acidentes e Desastres inserem-se na estratégia do Instituto Geológico de atender o preconizado na PEMC – Política Estadual de Mudanças Climáticas (Lei Estadual nº 13.798/2009), no PDN – Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e de Redução de Riscos Geológicos (Decreto Estadual nº 57.512, de 11/11/2011) e na Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei Federal 12.608/2012). O uso destes produtos está previsto no desenvolvimento do Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado de São Paulo, na diretiva Solo, do Programa Verde e Azul, no Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo, na metodologia de elaboração de planos de manejo da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, dentre outros projetos e programas em andamento no Estado de SP.

O sistema de classificação UTB foi obtido a partir da interseção dos planos de informação das Unidades Básicas de Compartimentação (UBC), lançado em 2014) e das Unidades Homogêneas de Uso e Cobertura da Terra e Padrão da Ocupação Urbana (UHCT), lançado em 2016. O Plano de Informação (PI) UTB foi utilizado na análise de riscos de áreas de uso residencial/comercial/serviços aos processos de escorregamento planar e de inundação, com um detalhamento compatível com a escala de análise 1:50.000. O método de análise de risco à processos geodinâmicos inclui a identificação e caracterização das variáveis que compõem a equação do risco, que incluem: perigo, vulnerabilidade e dano potencial. A modelagem envolveu, inicialmente, a seleção dos fatores de análise que tem influência direta sobre os processos considerados e, posteriormente, a aplicação de fórmulas, regras e pesos aos fatores considerados para a estimativa dos índices simples e compostos de cada variável da equação de risco.

O Cadastro georreferenciado de eventos geodinâmicos de 50 municípios das regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Litoral Norte, no período 1993-2013 é um dos produtos do Projeto de Transporte Sustentável de São Paulo, Componente 3 – Gestão de Riscos de Desastres. Este projeto tem como objetivo a promoção da incorporação de parâmetros e atributos da gestão de risco de desastres a eventos geodinâmicos nos planos estratégicos, gerenciais e operacionais do Setor de Logística e Transporte, bem como promover a eficiente implementação do Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e Redução de Riscos Geológicos do Estado de São Paulo (Decreto 57.512/2011). O Cadastro foi desenvolvido com base nas fontes: a) Notícias veiculadas na mídia impressa e eletrônica; b) Bancos de dados e/ou cadastros (formato digital ou não) disponíveis em instituições públicas e privadas, em particular de órgãos estaduais e municipais de defesa civil, operadoras e concessionárias das rodovias estaduais e federais; c) Interpretação de produtos de sensoriamento remoto de alta resolução. O georreferenciamento dos eventos e acidentes cadastrados foi feito a partir das informações originais, através de correlação toponímica com base de logradouros, incorporando ainda, para localização espacial, os dados obtidos através da interpretação de imagens de sensoriamento remoto de alta resolução. Cada item ou módulo do Cadastro contém um Banco de Dados e um plano de informações espacializadas de acordo as fontes.

Informações detalhadas sobre o sistema UTB, seus produtos derivados e do Cadastro de Eventos Geodinâmicos, Acidentes e Desastres podem ser obtidas nas respectivas Fichas Técnicas que descrevem os procedimentos metodológicos. Nos links abaixo são disponibilizados os arquivos em formatos geográficos (shapefile e kmz) e em formato pdf.