quinta-feira, 29 de junho de 2017

Mostra de fotos sobre a Comissão Geográfica e Geológica termina em Botucatu

 Entrada do Shopping
 Painéis da Exposição
Público interagindo com os painéis

A Exposição “Os rios da Comissão Geográfica e Geológica – Documentos do Passado – 1886 a 1910”, termina hoje no Shopping Botucatu localizado na Avenida Marginal 200, 1050 – Botucatu, na mídia local a exposição ficou conhecida como “Retratos de uma Terra Desconhecida”. Amostra ficou exposta desde o dia 06 de junho e termina no dia de hoje, 27 de junho.

A exposição foi parceria entre o Museu Geológico Valdemar Lefèvre – MUGEO do Instituto Geológico – SMA/SP e da Secretaria Municipal do Verde de Botucatu através do Departamento de Educação Ambiental em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. A expectativa da exposição seria uma reflexão sobre as mudanças ocorridas na paisagem e uma percepção sobre os recursos hídricos da região, pois a cidade de Botucatu pertence à Bacia Hidrográfica de Panapanema e o Rio Pardo é o principal recurso hídrico da cidade.

A população local e de cidades da região como São Manuel, Pratânia, Pardinho além de alguns visitantes de outras cidades como Belo Horizonte, segundo o livro de registro da exposição, aproveitaram a visita ao shopping e apreciaram as fotos antigas apresentadas na exposição. Segundo comentário do morador da cidade de Botucatu o senhor Wanderley Marcio Pinto em passeio com o filho e esposa que – “… achou interessantes as fotos, pois mostra uma realidade diferente da que existe hoje” – entre outros comentários.

A exposição itinerante tem a proposta de percorrer vários municípios que integram as varias áreas de pesquisa da Comissão Geografia e Geológica de São Paulo origem de vários institutos de pesquisa do Estado de São Paulo, mostrando a paisagem e as dificuldades de fazer pesquisa em áreas inexploráveis no interior da cidade de São Paulo.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Pesquisadora do Instituto Geológico e Coordenadora do Grupo de Trabalho Nitrato apresenta publicação em Reunião da Câmara Técnica de Águas do CRH


 Prévia da publicação
Seção geológica esquemática do Estado de São Paulo. Fonte: modificado de DAEE et al.(2005)

No dia 21 de junho de 2017, a pesquisadora do Núcleo de Hidrogeologia do Instituto Geológico e Coordenadora do Grupo de Trabalho Nitrato junto à Câmara Técnica de Águas Subterrâneas do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo (CTAS-CRH), Claudia Varnier, apresentou a versão preliminar da publicação “Nitrato nas Águas Subterrâneas: Desafios Frente ao Panorama Atual”. A apresentação ocorreu durante a Reunião da CTAS, realizada no Instituto Biológico, em São Paulo (SP).

Esta publicação, elaborada pelo grupo de trabalho e ainda em fase final de consolidação, apresenta um panorama sobre o nitrato nas águas subterrâneas, abrangendo questões como ocorrência, fontes potenciais de contaminação, efeitos à saúde humana, métodos de remediação de aquíferos, exemplos de tratamento de água e custos associados, além da proposição de medidas e estratégias para proteção, prevenção e mitigação do problema.

Uma vez concebida e divulgada, a publicação compreenderá um material de referência inédito em São Paulo e, talvez, no País, destinado principalmente à consulta pelos órgãos gestores de recursos hídricos e de saúde pública, além de profissionais especializados no campo das águas subterrâneas.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Mostra reúne fotos da Comissão Geográfica e Geológica em Botucatu

 15 painéis montados no corredor do Shopping Botucatu
15 painéis montados no corredor do Shopping Botucatu

O Shopping Botucatu abriga desde o último dia 06 de junho a exposição temporária “Os rios da Comissão Geográfica e Geológica – Documentos do Passado – 1886 a 1910”, que reúne fotos de antigas paisagens registradas durante as expedições feitas por diversos rios paulistas, no final do século XIX e início do século XX.

A iniciativa foi do Museu Geológico (MUGEO) e da Secretaria Municipal do Verde de Botucatu, contando com o apoio do Shopping Botucatu, que está localizado na Avenida Marginal 200, 1050 (Castelinho) – Botucatu – SP, Telefone: (14) 3880-5555. A exposição que celebra a Semana do Meio Ambiente pode ser visitada até o dia 26 de junho, de segunda a sábado, das 10h às 22h e Domingos e feriados das 14h às 20h. A entrada é franca.

Exposição Itinerante

Organizada pelo MUGEO, do Instituto Geológico (IG) da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA), a mostra tem como objetivo apresentar a história da Comissão Geográfica e Geológica e da hidrografia paulista, além de suscitar reflexões sobre as mudanças ocorridas na paisagem natural do Estado de São Paulo ao longo de mais de cem anos.

Com a curadoria do geólogo Fernando Alves Pires, do IG, a exposição tem a proposta de ser itinerante, percorrendo diversos municípios e permitindo que um grande número de pessoas tenha oportunidade de visitá-la.

Comissão Geográfica e Geológica

Criada pelo governo da província de São Paulo para estudos de solos, rios, fauna e flora, a Comissão Geográfica e Geológica (CGG) atuou de 1886 a 1931 e deu origem ao Instituto Florestal, Instituto de Botânica, Instituto Geológico e Museu Geológico (MUGEO), hoje ligados à Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Outras instituições de pesquisa também tiveram origem na Comissão, como é o caso do Instituto Geográfico e Cartográfico, além de instituições ligadas a Universidade de São Paulo, como o Instituto Astronômico e Geofísico, Museu Paulista e Museu de Zoologia.

A história da Comissão Geográfica e Geológica remete aos processos de transformação ocorridos no início do século XX no Estado de São Paulo. Principalmente aqueles relacionados às mudanças da paisagem natural decorrentes do processo de ocupação do território paulista e da apropriação econômica dos recursos naturais. A comissão foi patrocinada pela elite cafeeira, que via em seus trabalhos a possibilidade de aumentar a produção e, também, sua influência política.

A CGG realizou relatos, levantamentos cartográficos e estudos detalhados de geografia, geologia, climatologia, botânica, hidrografia e zoologia. O trabalho realizado serviu de base para a ocupação territorial das áreas até então consideradas “desconhecidas” no Estado. Entre as expedições realizadas, estão a que percorreu o rio Paranapanema, em 1886; os rios Paraná, Tietê, Feio ou Aguapeí e do Peixe, em 1905, e a expedição ao rio Grande e afluentes, em 1910.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Relatório “Impacto, Vulnerabilidade e Adaptação das Cidades Costeiras Brasileiras às Mudanças Climáticas” tem participação de pesquisadora do Instituto Geológico



Capa (reprodução)

A pesquisadora do Instituto Geológico (IG) Dra. Celia Regina de Gouveia Souza é coautora do Relatório Especial do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) “Impacto, Vulnerabilidade e Adaptação das Cidades Costeiras Brasileiras às Mudanças Climáticas”, lançado no dia 5 de junho de 2017 no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Não foi por acaso que o dia mundial do Meio Ambiente foi escolhido para o lançamento do relatório. O evento serviu para promover uma discussão com especialistas, pesquisadores, tomadores de decisão e a sociedade civil sobre as vulnerabilidades das cidades costeiras brasileiras frente às mudanças climáticas.

Durante o evento, o Relatório foi apresentado pelos profs. Drs. José Marengo do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e Fabio Scarano da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), editores da publicação.

O trabalho mostra o estado da arte sobre mudanças de clima e cidades costeiras, baseado em uma exaustiva revisão de publicações internacionais e nacionais sobre o tema, e também identifica lacunas no conhecimento para que os formuladores de políticas públicas e tomadores de decisão possam propor e implementar medidas de adaptação.

O documento é resultado de uma extensa revisão e análise de publicações científicas e usou a mesma estratégia de preparação dos relatórios do IPCC (painel de mudanças climáticas da ONU) e indica impactos diferentes mediante cenários climáticos mais ou menos extremos.

Dentre as cidades discutidas no relatório está Santos, cujos dados apresentados se baseiam no projeto temático Projeto METRÓPOLE, financiado pela Fapesp, no qual a pesquisadora Celia também participa.

O escopo do relatório inclui:
  1. vulnerabilidade das zonas costeiras das cidades brasileiras frente aos possíveis impactos do aumento do nível do mar e de eventos meteorológicos extremos, no presente e em cenários futuros de mudanças climáticas;
  2. alternativas de adaptação em áreas urbanas costeiras, tanto infraestruturais como baseadas em ecossistemas;
  3. recomendações para políticas de adaptação; e
  4. estudos de casos de cidades costeiras de médio e grande porte em diferentes regiões do Brasil. Infelizmente, tendências na magnitude e frequência dos eventos ainda não são totalmente precisas devido à qualidade dos registros e ausência de padrão nas medições atmosféricas, o que dificulta a análise da erosão costeira e do aumento do nível do mar no território nacional

Sobre o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas

O PBMC é um organismo científico nacional com o objetivo de reunir, sintetizar e avaliar informações científicas sobre os aspectos relevantes das mudanças climáticas no Brasil a partir da publicação de Relatórios de Avaliação Nacional.

Para acessar o relatório CLIQUE AQUI

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Palestras, exposição artística e grande visitação marcaram o início das comemorações da Semana do Meio Ambiente no MUGEO

 Painéis
Aquarelas

Em comemoração à Semana do Meio ambiente (5 de junho, dia Mundial do Meio Ambiente), a equipe do Museu Geológico (MUGEO) realizou uma série de atividades alusivas à data, especialmente nos dias 3 e 4 de junho de 2017 (sábado e domingo). Quem visitou as dependências do Museu teve a oportunidade de construir outro olhar sobre a vida em nosso planeta, por meio da apreciação de vários painéis em aquarela e da participação em breves palestras temáticas. Entre elas citamos a apresentação de relatos, documentos e fotos antigas dos rios paulistas explorados pela Comissão Geográfica e Geológica (CGG), com destaque ao Rio Grande (expedição iniciada em 1913), importante meio de locomoção para o desbravamento do território e registro dos recursos naturais existentes.

Outra viagem no tempo foi a apresentação de estudos realizados por Alberto Löfgren, pesquisador da CGG, visando o mapeamento dos sambaquis (nome dados pelos índios aos grandes montes de conchas existentes no litoral), verdadeiros testemunhos da existência de comunidades primitivas no território paulista.

A explanação sobre meteoritos em muito chamou a atenção do público visitante, especialmente o infantil, despertando o imaginário e indagações.

Como última atividade comemorativa ao meio ambiente, foi proporcionado ao público um breve momento de reflexão sobre a saúde atual dos rios paulistas, por meio da apresentação de dados atuais relativos aos índices de qualidade e ao de uso de suas águas.

O Museu Geológico está localizado no Parque da Água Branca, que fica na Avenida Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca. Fica aberto ao público de terça a domingo, das 9 às 17 horas.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Instituto Geológico realizou o 7º Seminário de Iniciação Científica PIBIC-IG

 Bolsistas e Comissão Organizadora
Bolsistas e Orientadores


No dia 31 de maio de 2017, o Instituto Geológico (IG) realizou o “7º Seminário de Iniciação Científica PIBIC-IG” na Sede do IG, sito à Rua Joaquim Távora, 822, São Paulo (SP). O evento foi organizado pelo Comitê do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Instituto Geológico (PIBIC-IG).

A 7º edição do evento celebrou as comemorações dos dias do Geógrafo (29) e do Geólogo (30) e antecipou as comemorações da Semana do Meio Ambiente, celebrado no dia 05 de junho.

Com uma visão multidisciplinar, o seminário teve uma temática moderna, atraindo profissionais, técnicos, professores, graduandos e o público, em geral. Na ocasião, foram apresentados os trabalhos desenvolvidos pelos bolsistas de Iniciação Científica, categorias Ensino Médio e Ensino Superior, que fomentaram debates sobre diversos temas na área de Geociências e Meio Ambiente.

A abertura do seminário foi realizada pela Diretora Geral do Instituto Geológico, Luciana Martin Rodrigues Ferreira, que ressaltou o importante papel da instituição na formação acadêmica dos bolsistas, lembrando que a maioria dos atuais pesquisadores foram bolsistas ou estagiários no referido órgão. Em seguida, a coordenadora do Comitê do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC-IG), Claudia Varnier, apresentou o histórico deste programa, com enfoque na missão, números de bolsas concedidas e bolsistas contemplados, bem como as áreas de interesse. No final da apresentação, prestou-se uma homenagem à pesquisadora Annabel Pérez-Aguilar, falecida em outubro de 2016, e que durante dois anos consecutivos coordenou o Comitê PIBIC-IG.

No total, foram apresentados 09 trabalhos. As quatro primeiras apresentações foram de bolsistas do Ensino Médio, cujos temas abordados incluíram: Monitoramento de Áreas de Risco, Caracterização de Riscos Geodinâmicos, Uso de Sistemas de Informações Geográficas (SIG) na Prevenção de Eventos Geodinâmicos e Índices Pluviométricos. As cinco últimas apresentações foram proferidas pelos bolsistas do Ensino Superior, dos quais abordaram-se os seguintes temas: Levantamento Histórico de Dados de Inundação, Análise de Dados Pluviométricos, Variação da Linha de Costa e Balanço Sedimentar Praial, Mapeamento Geológico e Influência do Relevo em Área Cárstica.
LEMBRETE

Estão abertas as inscrições para as Bolsas de Iniciação Científica do Programa de Iniciação Científica do Instituto Geológico (PIBIC-IG/CNPq), categorias Ensino Médio e Ensino Superior.

Período das Inscrições: 15 de maio a 15 de junho de 2017.

Para mais informações, acessem os links:

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Instituto Geológico Organiza e Apoia o XVI Congresso da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTUDOS DO QUATERNÁRIO – ABEQUA

“Mudanças Climáticas no Passado e no Presente: Conhecer para Entender as Consequências no Futuro”


De 21 a 28 de outubro de 2017, Bertioga (município da região metropolitana da Baixada Santista, litoral de São Paulo) sediará o XVI Congresso da Associação Brasileira de Estudos do Quaternário – ABEQUA. O evento deste ano celebrará os 30 anos de realização de congressos e o tema central são as mudanças climáticas ocorridas no Quaternário e no presente, suas diferentes causas e efeitos na evolução do território brasileiro, bem como o papel do homem nessa evolução.

A pesquisadora científica do Instituto Geológico (IG), Profa. Dra. Célia Regina de Gouveia Souza, é a Presidente do Comitê Organizador e também Presidente da ABEQUA. A pesquisadora científica do IG, Dra. Alethéa F. Sallum, é membro do Comitê Científico do Congresso.

Nos dias 22 a 24 os pesquisadores científicos do IG, Dr. Cláudio José Ferreira e MSc. Denise Rossini Penteado, ministrarão um minicurso intitulado: “Análise da vulnerabilidade de núcleos residenciais a eventos geodinâmicos no SIG Quantum GIS”.

No dia 23 a pesquisadora científica Profa. Dra. Célia Regina de Gouveia Souza ministrará a palestra “Evolução da Paisagem na Planície Costeira de Bertioga”, numa atividade noturna e aberta a todo o público da região.

Ao final do evento (dia 27) será realizada uma excursão científica pela região intitulada “Evolução Morfotectônica da Planície Costeira de Bertioga e Implicações no Desenvolvimento da Paisagem”, e organizada pelos profs. Drs. Célia Regina de Gouveia Souza, Francisco Ladeira (IGc-Unicamp) e Lucia Rossi (IBt-SMA/SP).

Durante o evento os participantes também poderão visitar as trilhas disponíveis no Parque Estadual da Restinga de Bertioga, e serão guiados por monitores ambientais que apresentarão conteúdo científico derivado dos trabalhos de pesquisa realizados pelo IG na região.

O XVI Congresso da Associação Brasileira de Estudos do Quaternário terá como público-alvo pesquisadores e profissionais das áreas afins, de instituições públicas e privadas, estudantes de pós-graduação e graduação, gestores públicos, além de organizações não governamentais vinculadas à temática apresentada.


Local: SESC-Bertioga. Rua Pastor Djalma da Silva Coimbra, 20 – Jd. Rio da Praia
Realização: Associação Brasileira de Estudos do Quaternário – ABEQUA
Para maiores informações ACESSE O SITE CLICANDO AQUI