quarta-feira, 15 de junho de 2016

Mapa Paraíba do Sul: Potencialidade de Areia – Fase II disponível para download

 
Capa da publicação
Mapa da publicação

Os núcleos de Recursos Minerais e de Geologia Geral, do Centro de Geologia e Meio Ambiente do Instituto Geológico (IG), apresentam os resultados obtidos com o projeto de pesquisa Paraíba do Sul: Potencialidade de Areia – Trecho Roseira–Queluz (Fase II).

Ele representa a continuidade do Projeto Paraíba do Sul: Potencialidade de Areia – Trecho Jacareí–Pindamonhangaba (Fase I), executado pelo IG no ano de 1997.

Os dois projetos responderam demandas da Secretaria do Meio Ambiente, relacionadas à necessidade do estabelecimento de diretrizes para o disciplinamento da atividade extrativa de areia na bacia de drenagem do Rio Paraíba do Sul. O primeiro subsidiou a elaboração do zoneamento ambiental da atividade de extração da areia no trecho Jacareí – Pindamonhangaba, estabelecido pela Resolução SMA 28 de 22/09/1999, enquanto que o atual projeto atendeu uma solicitação direta do Grupo de Trabalho criado pela Resolução SMA 16 de 28/04/2011, para o estabelecimento da potencialidade de areia no restante da várzea do rio Paraíba do Sul, no trecho Roseira – Queluz.

O principal objetivo da Fase II foi delimitar a potencialidade de areia na área da planície aluvionar holocênica do Rio Paraíba do Sul, compreendida entre Roseira e Queluz, para fins de planejamento físico-territorial.

A área dos estudos insere-se na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, incluindo parte dos municípios de Roseira, Aparecida, Potim, Guaratinguetá, Lorena, Canas, Cachoeira Paulista, Cruzeiro, Lavrinhas e Queluz.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Instituto Geológico realizou o 6º Seminário de Iniciação Científica PIBIC-IG


No dia 07 de junho de 2016 o Instituto Geológico (IG) realizou o “6º Seminário de Iniciação Científica PIBIC-IG” na Sede do IG, sito na Rua Joaquim Távora, 822, São Paulo.

Com uma visão multidisciplinar, o seminário teve uma temática moderna, atraindo profissionais, técnicos, professores, graduandos e o público em geral. No evento foram apresentados trabalhos científicos de atividades de pesquisa em Geociências dos bolsistas de iniciação científica dos Programas de Bolsas de Iniciação Científica do IG (PIBIC ensino médio, e PIBIC ensino superior) que fomentaram debates sobre diversos temas das Geociências e Meio Ambiente.

Houve duas avaliações dos trabalhos apresentados, uma realizada por pesquisadores da instituição, e outra pelo público participante. Na avaliação do público, na modalidade Ensino Médio, ficou em primeiro lugar o trabalho intitulado: “MONITORAMENTO DO RISCO DE ESCORREGAMENTOS NO SERTÃO DO BAIRRO DA ENSEADA – UBATUBA (SP)” do bolsista Marcos Vinícius de Jesus Guimarães; e na modalidade Ensino Superior o trabalho premiado foi: “CONTAMINAÇÃO POR NITRATO E SUA RELAÇÃO COM O CRESCIMENTO URBANO NO SISTEMA AQUÍFERO BAURU, NA ÁREA URBANA DE MARÍLIA (SP)” do bolsista Guilherme Mascalchi de Figueiredo. Na avaliação dos pesquisadores, na modalidade Ensino Médio, ficou em primeiro lugar o trabalho intitulado: “O USO DE SIG NA CARACTERIZAÇÃO DE RISCOS GEODINÂMICOS EM ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE UBATUBA, SP” do bolsista Maurício Santos de Jesus; e na modalidade Ensino Superior o trabalho premiado foi: “RELAÇÃO ENTRE O CLIMA URBANO E A INCIDÊNCIA DE DENGUE EM SÃO PAULO/SP E PORTO ALEGRE/RS NO ANO DE 2014” do bolsista Ricardo Brandolt.

Para Baixar os Resumos dos Trabalhos Apresentados: CLIQUE AQUI

O evento foi organizado pelo Comitê Institucional do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Instituto Geológico – PIBIC-IG. A Comissão Científica foi constituída pelos membros do Comitê.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Secretaria do Meio Ambiente lança Mapa de Vulnerabilidade das Áreas Urbanas de Uso Residencial/Comercial/Serviços à Eventos Geodinâmicos do Estado de São Paulo no Dia Mundial do Meio Ambiente

 
 Apresentação no Jardim Botânico
Mapa da Cobertura e Uso do Solo 
Mapa de Vulnerabilidade


A comemoração do dia Mundial do Meio Ambiente e dos 30 anos de criação da Secretaria do Meio Ambiente (SMA) realizado em 05/06/2016, no Jardim Botânico de São Paulo contou com o lançamento de importantes produtos técnicos necessários ao planejamento e gestão ambiental do território paulista: o ‘Sistema de Classificação “Unidade Homogênea de Cobertura da Terra, Uso e Padrão da Ocupação Urbana” – UHCT’, e dois produtos derivados, o ‘Mapa de Cobertura da Terra e do Uso do Solo Urbano’; e o ‘Mapa da Vulnerabilidade de Áreas Urbanas de Uso “Residencial/comercial/serviços” a Eventos Geodinâmicos do Estado de São Paulo’.

Este material vem sendo elaborado desde 2011, conforme estratégia da SMA, para a padronização de dados técnicos ambientais necessários ao atendimento de políticas públicas de caráter ambiental e seus instrumentos técnicos associados. Atendem, assim, ao preconizado na PEMC – Política Estadual de Mudanças Climáticas (Lei Estadual nº 13.798/2009), na Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei Federal 12.608/2012), no PDN – Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e de Redução de Riscos Geológicos (Decreto Estadual nº 57.512, de 11/11/2011). Seu uso está previsto como um dos planos de informação no desenvolvimento do Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado de São Paulo (coordenado pela CPLA-SMA – Coordenadoria de Planejamento Ambienta), do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (coordenado pela EMPLASA), na elaboração de mapas de perigos geológicos e riscos de desastres (coordenado pelo IG – Instituto Geológico), dentre outros projetos e programas em andamento no Estado de SP.

A UHCT é um sistema de classificação do uso e cobertura da terra e do padrão da ocupação urbana desenvolvido para o Estado de São Paulo. Essa abordagem, baseada em unidades territoriais homogêneas, permite identificar, para uma determinada área, suas potencialidades e limitações de uso, fornecendo subsídios à diversos estudos e avaliações ambientais assim como análises de vulnerabilidades e riscos geodinâmicos, informações fundamentais para a gestão dos recursos hídricos e do meio ambiente. Dispõe, para uso comum, uma base de informações única, padronizada e atual que permite comparações e análises diversas em nível regional e urbano em todo território paulista. Por meio de operações de consulta à base de dados é possível obter, de forma direta, os limites, as características e a distribuição geográfica dos diferentes tipos de uso do solo e padrões de ocupação homogêneos, além de outros produtos derivados.

Estes produtos resultam de uma parceria técnica entre o IG – Instituto Geológico e a CPLA – Coordenadoria Estadual de Planejamento Ambiental, da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, com apoio técnico da FUNCATE – Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais , realizado através de contratação de serviços, financiados pelo FEHIDRO – Fundo Estadual de Recursos Hídricos , por meio do projeto “Delimitação de sub-bacias, estruturação de base de dados do meio físico e delimitação de unidades homogêneas do uso e ocupação do solo urbano” (Contrato Nº 169/2011).

Informações detalhadas sobre o sistema UHCT e dos produtos derivados podem ser obtidas na Ficha Técnica que acompanha o produto, onde são descritos todos os procedimentos metodológicos. Nos links abaixo são disponibilizados o Sistema UHCT no formato shapefile, aberto e editável, bem como os produtos derivados: Mapa de Cobertura da Terra e do Uso do Solo Urbano; e Mapa da Vulnerabilidade de Áreas Urbanas de Uso “Residencial/comercial/serviço” a Eventos Geodinâmicos do Estado de São Paulo, em formato pdf de alta resolução. Clique com o botão direito do mouse e selecione a opção “Salvar link como…”.



quarta-feira, 18 de maio de 2016

Instituto Geológico participa do III Congresso da Sociedade de Análise Latino Americana em São Paulo

 Rosangela do Amaral
 Cristina Boggi S. Raffaelli
Pedro Carignato Basílio Leal

Nos dias 10 a 13 de maio de 2016 foi realizado na cidade de São Paulo, na sede do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) o “III Congresso da Sociedade de Análise Latino Americana SRA-LA”.

O evento foi realizado pela Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE) e a Society for RisksAnalysis - LatinAmerica (SRA-LA). Com o tema geral “Desenvolvimento e Riscos no Contexto Latino Americano”, teve como objetivo destacar o papel da análise de riscos como ferramenta de auxílio à tomada de decisões técnicas e políticas para comunicar, atender e prevenir riscos em suas diversas formas.

No dia 12 a pesquisadora Dra. Lídia Keiko Tominaga do Instituto Geológico (IG) coordenou a “Sessão Técnica de palestras sobre Riscos Naturais e a Gestão das Cidades”, onde foram apresentados trabalhos técnico-científicos sobre o tema desenvolvidos na Prefeitura de São Paulo, Universidade Federal do ABC e Universidad de Caldas (Colombia).

Foram apresentados os seguintes pôsteres com trabalhos do IG: “Áreas suscetíveis ao risco geotécnico - quando convém a propriedade pública?” e “Causas da redução do risco de escorregamentos e de inundações em núcleos residenciais do município de Poá, SP, no período 2006-2015”, pela assistente de pesquisa Cristina Boggi S. Raffaelli; “O uso de cartilhas na divulgação da prevenção de riscos aos desastres naturais para o público infantil: a percepção sobre deslizamentos de encostas e erosão continental”, pela pesquisadora científica Rosangela do Amaral e “Mapeamento de perigo de escorregamento na bacia hidrográfica do Rio Grande de Ubatuba - Ubatuba (SP): comparação dos métodos analítico e sintético”, pelo assistente de pesquisa Pedro Carignato Basílio Leal.

Durante o evento foram distribuídas publicações institucionais de divulgação científica para o público presente que reuniu cerca de 200 participantes entre especialistas nacionais e internacionais, pesquisadores, professores e estudantes.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Pesquisa inédita analisa fóssil de morcego do acervo do Instituto Geológico


Equipamento utilizado na análise 
Fóssil do Morcego 

Um estudo inédito coordenado pelo Dr. Leandro de Oliveira Salles do Museu Nacional (UFRJ/RJ) pretende analisar o fóssil de morcego do acervo do Instituto Geológico (IG) utilizado o moderno e recente equipamento de tomografia computadorizada do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

O fóssil de morcego faz parte do Acervo Paleontológico do IG da curadora e pesquisadora Maria da Saudade A. S. Maranhão e atualmente encontra-se exposto ao público no Museu Geológico – MUGEO no Parque da Água Branca, em Perdizes, sendo um dos três exemplares expostos conhecidos em toda a América.

Coletado na cidade de Tremembé, na desativada mineradora Nossa Senhora da Guia nos anos 50, o fóssil do morcego foi o primeiro fóssil de mamífero encontrado na Formação Tremembé. Na época foi identificado e descrito por Paula Couto em 1956 como Tadarida faustoi, já em 1984 Legendre fez um estudo comparativo com outros fósseis e morcegos recentes de vários gêneros e subgêneros, datando-o entre 33 milhões há 23 milhões de anos, propondo então a mudança do gênero para Mormopterus, atribuindo-lhe um novo subgênero (Neomops), designando-o como Mormopterus (Neomops) faustoi. Em geral, fósseis de morcegos são raros e pouco estudados, pois a fragilidade de seus ossos dificulta a conservação e fossilização.

A pesquisa inédita realizada em fósseis de morcegos no Brasil com a análise das imagens tridimensionais obtidas pelo tomógrafo computadorizado será possível detectar com precisão as estruturas ósseas presentes, principalmente a dentição, auxiliando na compreensão das relações filogenéticas. O exemplar analisado possui grande importância científica pelo seu ineditismo, curiosamente é o único mamífero procedente dos folhelhos pirobetuminosos (rocha formada em um antigo lago há 28-24 milhões de anos), na Formação Geológica Tremembé os demais fósseis de mamíferos procedem de camadas de argila.

Atualmente os morcegos representam um quarto de toda as espécies de mamíferos do mundo, são pelo menos 1.116 espécies que são responsáveis por 60% da recuperação das florestas, sendo imprescindíveis para a manutenção do ecossistema, regeneração das matas e para o equilíbrio da cadeia alimentar.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Instituto Geológico ministra curso para agentes ambientais da CETESB

 Participantes no auditório Augusto Ruschi

Em 18/04/2016, no Auditório Augusto Ruschi, na sede da Secretaria do Meio Ambiente, teve início a primeira edição do curso “Conceitos do meio físico relacionados a nascentes e cursos d’água”, uma parceria entre Instituto Geológico (IG) e Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) para a capacitação de cerca de 100 agentes ambientais em sua Formação Profissional Continuada.
O curso foi elaborado para auxiliar nos conhecimentos técnicos e operacionais dos agentes ambientais, os quais possuem diversas formações acadêmicas, no seu trabalho de análise e execução de pareceres técnicos sobre nascentes e cursos d’água, de acordo com o estabelecido pelo Novo Código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012).
Os pesquisadores Amélia João Fernandes, Silvio Takashi Hiruma, Cláudia Varnier, Luciana Martin Ferreira Rodrigues e Rosangela do Amaral e a Especialista Ambiental Virginia M. Tesone apresentarão um conteúdo que trata dos conceitos de geologia, hidrogeologia, aquíferos, geomorfologia, solos e suas aplicações, assim como sobre os tipos de ocorrência de nascentes.
Serão apresentados também roteiros, fichas de campo e materiais e métodos utilizados pelo IG, bem como alguns estudos de casos sobre pareceres elaborados em apoio aos órgãos públicos ambientais.
O curso se encerra no dia 20/04/2016, com carga horária total de 14 horas.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Assembleia Legislativa tem Sessão Solene para a Secretaria do Meio Ambiente

Patrícia Iglecias apresentando o Sistema Ambiental Paulista

Na noite do dia 04 de abril de 2016 aconteceu na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo Sessão Solene presidida pelo Presidente Fernando Capez, em comemoração dos 30 anos da Secretaria do Meio Ambiente. Recepcionados pela atual Secretária Patrícia Iglecias, antigos secretários – Allaor Caffé Alves, Stela Goldenstein, Pedro Ubiratan, Rubens Rizek e José Pedro de Oliveira Costa – estiveram presentes ao evento, além de autoridades de diversos setores da sociedade, como o Secretário de Energia e Mineração João Carlos de Souza Meirelles, Organizações não Governamentais, Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros, dentre outros. Foi apresentado um vídeo com depoimentos de todos os secretários anteriores, a respeito de suas respectivas gestões, comentando os principais pontos trabalhados, avanços e os principais entraves para aprimoramento da questão ambiental no Estado de São Paulo. Foi feita uma alusão especial a Jorge Wilheim, Secretario do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (1987-1990), falecido em 2014.

O principal homenageado da noite foi o criador da Secretaria do Meio Ambiente em 1986, o Governador Franco Montoro. Foi entregue placa comemorativa para a família, destacando-se a visão de preservação e conservação do meio ambiente pelo governador em uma época em que o tema era pouco abordado.

Ao final do evento, a Secretaria Patrícia Iglecias destacou em sua fala a aplicabilidade da política ambiental no estado e agradeceu aos diversos institutos de pesquisa e outros organismos dentro da secretaria, de maneira especial aos funcionários que trabalham para o melhor conhecimento do território paulista e uma forma de melhor preservação do meio ambiente.