quarta-feira, 12 de abril de 2017

Durante o Encerramento do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) 2016-2017 o Instituto Geológico apresenta balanço final

 Atendimento em Caraguatatuba
Atendimento em Franco da Rocha

O Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) entra em operação anualmente, no período de (01/12 à 31/03) por isso também é conhecido como “Operação Chuvas de Verão”. É coordenado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) e conta com o apoio técnico do Instituto Geológico (IG), instituído por meio de Termo de Cooperação Técnica entre os dois órgãos. Atualmente o plano abrange um total de 175 municípios em diversas regiões do estado.

O PPDC envolve ações de monitoramento dos índices pluviométricos (chuvas), previsão meteorológica, vistorias de campo e atendimentos emergenciais. O Plano está dividido em 4 níveis operacionais: OBSERVAÇÃO, ATENÇÃO, ALERTA E ALERTA MÁXIMO e para cada nível existe uma ação específica para enfrentamento da situação. O PPDC tem um caráter preventivo, com objetivo principal de evitar a ocorrência de mortes, por meio da remoção preventiva e/ou temporária da população que ocupa as áreas de risco, antes que os escorregamentos atinjam suas moradias.

Desde que foi criado em 1989 o PPDC constitui-se em um importante instrumento capaz de subsidiar as ações preventivas dos poderes públicos municipais e estadual, principalmente quando estes buscam soluções de problemas causados pela ocupação de áreas de risco. Também podem ocorrer atendimentos emergenciais a outras localidades que não possuem Planos Preventivos, tendo em vista a prevenção de acidentes, a partir do acionamento e análise do evento por parte da CEDEC e do IG.

As vistorias técnicas implicam em fazer a avaliação das áreas atingidas por escorregamentos de encosta indicadas pelas Defesas Civis Municipais (COMDECS) de forma a propor a interdição de moradias em risco iminente com necessidade de remoção de moradores. Esta atuação tem por objetivo principal preservar a vida dessas pessoas.

Na “Operação Chuvas de Verão” que se encerrou em 31 de março, foram realizados 15 atendimentos em 11 municípios (que operam os planos preventivos): Caieiras, Francisco Morato, Franco da Rocha, Jandira, Itapevi, Vargem Grande Paulista, Caraguatatuba, Santa Branca, São Roque, São Sebastião, São Vicente e Bom Jesus dos Perdões. Além destes, por solicitação da CEDEC, o IG realizou também vistorias em Águas de Lindóia, Vargem Grande do Sul e Santa Branca para atender demandas do Ministério Público ou da Justiça. Como balanço final dos atendimentos realizados constatou-se:

– interdição temporária de 55 casas;

– remoção preventiva de 220 pessoas;

– interdição definitiva de 14 moradias;

– remoção definitiva de 56 pessoas.

Para mais informações acesse o site da Defesa Civil: (http://www.defesacivil.sp.gov.br/)

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Projeto de bolsista do Instituto Geológico recebe prêmio da Defesa Civil Estadual

Maurício e Major PM Marco Antônio Basso Foto: CEDEC
Na cerimônia de encerramento da 15º edição da FEBRACE – Feira Brasileira de Ciência e Engenharia para alunos do Ensino Médio, A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) premiou o aluno Maurício Santos de Jesus da E.E. Prof. Florentina Martins Sanchez, com o projeto: “Uso do SIG (Sistemas de Informações Geográficas) no estudo de escolas seguras na prevenção de perigo de inundação, no município de Ubatuba/SP – fase 2”. Maurício é bolsista de Iniciação Científica do Instituto Geológico orientado pelo Dr. Cláudio José Ferreira e Coorientado pelo Assistente de Pesquisa Pedro Cariganato Basílio Leal, ambos do Instituto Geológico (IG).
No ano passado, o estudante também chegou à final e foi premiado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil pela fase 1 do projeto. Na cerimônia realizada no dia 24 de março de 2017 no Auditório da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o Estudante recebeu o prêmio das mãos do Diretor da Divisão de Planejamento, Legislação e Ensino da CEDEC, o Major PM Marco Antônio Basso. Estava presente também a Diretora de Comunicação Social da CEDEC, 1º Tenente PM Cintia Pereira Torres Oliveira.
A Feira é um movimento nacional de estímulo ao jovem cientista, que todo ano realiza na Universidade de São Paulo uma grande mostra de projetos selecionados do Brasil inteiro. Todos os anos a Defesa Civil Estadual premia escolas que elaboraram projetos que podem futuramente colaborar com o bom desempenho das operações da CEDEC/SP.
Veja o resumo do projeto AQUI

sexta-feira, 31 de março de 2017

131 anos da Comissão Geográfica e Geológica – CGG



A COMISSÃO GEOGRÁFICA E GEOLÓGICA – CGG iniciou suas atividades em 27 de março de 1886, substituindo a Comissão Geológica do Brasil. Ambas tinham como finalidade a prestação de serviços ao governo do Estado de São Paulo, que vivenciava a impulsão do crescimento econômico, decorrente da expansão cafeeira. Com a cafeicultura e o acelerado crescimento econômico da Província de São Paulo, surgiu a necessidade de se conhecer o território paulista. Assim a CGG destinou-se a realizar pesquisas e levantamentos detalhados sobre o solo, clima, geomorfologia, geologia e hidrografia do Estado de São Paulo. O trabalho da CGG revelou-se extremamente importante para o processo de ocupação territorial no interior do Estado.


Entre suas realizações destacam-se as expedições exploratórias aos grandes rios, e, assim como os antigos Bandeirantes, os pesquisadores utilizaram essas vias naturais de transporte para iniciar os levantamentos científicos. Os trabalhos da CGG duraram até 1931, e quase tudo que se realizou na pesquisa (mapas, relatórios, documentos fotográficos, além de equipamentos), passaram a pertencer a diversos órgãos e instituições de pesquisa como o Instituto Geológico, de Botânica, Florestal, Geográfico e Cartográfico, o Museu de Geologia, o Museu Paulista (Ipiranga), e o Instituto Astronômico e Geofísico da USP, dentre outros.

Colaboraram na Comissão, pesquisadores e naturalistas famosos como: Theodoro Sampaio, Albert Loefgren, Orville Adelbert Derby, Francisco de Paula Oliveira, Luiz Felipe Gonzaga de Campos, entre outros.

A Comissão Geográfica e Geológica, em 45 anos de existência, lançou em média duas publicações por ano, colaborando com seus levantamentos no reconhecimento e planejamento do espaço territorial paulista. Deve-se ainda à CGG a aquisição e coleta de parte das coleções que atualmente compõem o acervo do MUGEO.

Publicações disponíveis para download:

quinta-feira, 23 de março de 2017

Instituto Geológico participa da elaboração do inventário geológico do Estado de São Paulo

Monumentos Geológicos (CoMGeo-SP)

O inventário geológico que levou três anos (2013-2015) para ser elaborado pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Patrimônio Geológico e Geoturismo (GeoHereditas) conta atualmente com 142 geossítios (locais de importância geológica) selecionados para compor o Patrimônio Geológico do Estado de São Paulo.

O levantamento envolveu uma equipe de 16 pesquisadores, composta por geocientistas da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal da São Carlos (UFSCar), do Instituto Florestal (IF) e do Instituto Geológico (IG) do Estado de São Paulo e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – além de 13 outros profissionais da área de geociências.

Sob coordenação da Maria da Glória Motta Garcia, professora no Instituto de Geociências (IGc/USP), o Projeto teve assessoria do geólogo português José Brilha, do Instituto de Ciências da Terra da Universidade do Minho, em Braga, Portugal. O IG foi representado por 4 pesquisadores no grupo. O levantamento considerou o valor científico, pedagógico, cultural, turístico e o risco de degradação, de modo a estabelecer prioridades de manejo, proteção e conservação dos geossítios.

Entre os 142 geossítios selecionados para compor o inventário, 6 deles já tinham recebido o título de Monumento Geológico pelo Conselho Estadual de Monumentos Geológicos (CoMGeo-SP) da Secretaria do Meio Ambiente: Cavernas e Cartes do Vale do Ribeira, Varvito de Itu, Rocha Moutonnée, Cratera de Colônia, Pedra do Baú e Morro do Diabo.

Sobre os Monumentos Geológicos do Estado de São Paulo

– As Cavernas e Cartes do Vale do Ribeira onde se destacam a caverna da Tapagem, popularmente conhecida como Caverna do Diabo, com a maior extensão do Estado de São Paulo (8.262m), a caverna Casa de Pedra (com maior portal de entrada do planeta 215 m de altura) e a caverna Santana, uma das mais significativas do Brasil em termos dos seus espeleotemas (estalagmites, estalactites e formações rochosas similares).

– O Parque do Varvito foi criado onde ficava a Pedreira Itu, onde por mais de um século se extraíram lajes de varvito para a pavimentação das calçadas da cidade. Trata-se de um registro de lago muito antigo do período glacial. O varvito é uma rocha sedimentar composta de argila e silte. Neste caso, a pedreira era o fundo de um lago glacial, quando a região era coberta por geleiras em algum momento do Permo-Carbonífero (280 milhões de anos).

– O Parque da Rocha Moutonnée pode ser encontrado um dos mais importantes vestígios geológicos do país: a rocha moutonnée, um granito róseo com o formato arredondado, cuja imagem remete a um carneiro deitado (“mouton” em francês, significa carneiro; moutonnée: acarneirada). Essa rocha possui ranhuras em sua superfície que foram produzidas por fragmentos rochosos transportados por geleiras na Era Paleozóica (cerca de 270 milhões de anos).

– A Cratera de Colônia é uma proeminente feição circular resultante de provável impacto de corpo celeste (ocorrido há aproximadamente 20 milhões de anos), Localizada em Parelheiros, extremo sul de São Paulo, tem aproximadamente 3,6 Km de diâmetro. Sua estrutura é definida por um anel externo colinoso que se eleva a cerca de 125 m a partir do centro e a profundidade máxima de 450 m de sedimentos.

– A Pedra do Baú (1.950 m de altura) na divisa entre São Bento do Sapucaí a e Campos do Jordão. A montanha, na Serra da Mantiqueira, é formada por granitos e gnaisses muito antigos, pré-cambrianos (mais de 550 milhões de anos).

– O Morro do Diabo (600 m de altura), localizado em Teodoro Sampaio, no extremo oeste do estado, divisa com o Paraná. Foi formado por depósitos de arenito eólicos silificados por atividades geotermais ocorridas no período Jurássico (entre 85 e 80 milhões de anos).

A íntegra do artigo “Inventory and Quantitative Assessment of Geosites and Geodiversity Sites: a Review”, do Prof. José Brilha pode ser acessada AQUI (em inglês)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Pesquisadores do IG são autores de capítulos do livro sobre Redução de Risco de Desastres lançado durante a comemoração dos 41 anos da Defesa Civil Estadual

 Cerimônia em comemoração aos 41 anos da Defesa Civil 
 Secretária-Chefe da Casa Militar e autores do livro
Lídia Keiko Tominaga e Jair Santoro escreveram capítulo no livro 


Durante a comemoração dos 41 anos da Coordenadoria Estadual de defesa Civil de São Paulo em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes no dia 23 de fevereiro de 2017, ocorreu o lançamento do livro intitulado: “Redução de risco de desastres – uma construção da resiliência local”, que tem por objetivo fornecer subsídios à gestão de riscos e desastres ambientais. Os quinze capítulos do livro discutem os cenários diferenciados de vulnerabilidade do Brasil e da América Latina em relação aos seus aspectos geográficos, socioeconômicos, culturais e técnico-científicos. Dois deles foram escritos com participação de geólogos do Núcleo de Geologia de Engenharia e Ambiental do Instituto Geológico (IG).

O capítulo 5, escrito em parceria pela geóloga Lídia Keiko Tominaga do IG e pelo geólogo Marcelo Gramani do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), trata da identificação e mapeamento de áreas de risco de desastres naturais e apresenta os conceitos básicos e as análises relacionadas ao perigo e ao risco, e métodos de avaliação e mapeamentos de risco a deslizamentos e inundação aplicados no estado de São Paulo e no País.

Os autores apresentam as definições de desastres naturais e os tipos de eventos associados, como movimentos de massa, erosão, inundações e enxurradas. Descrevem também o processo de mapeamento e análise de risco envolvendo as etapas de avaliação dos perigos potenciais e das condições de vulnerabilidade, os quais podem potencializar a ocorrência de danos às pessoas, bens e propriedades, ao meio ambiente e às atividades econômicas das quais a sociedade depende.

O capítulo 7, escrito em parceria pelos geólogos Jair Santoro do IG e Fabricio Mirandola do IPT, aborda os critérios aplicáveis nas atividades de vistoria e interdição de edificações em áreas de risco, além das implicações jurídicas e administrativas relacionadas a tais ações. Aborda também a definição dos critérios técnicos para a deflagração de ações levando em consideração que a água (e, consequentemente, a chuva) é o principal agente que desencadeia os deslizamentos. As vistorias de campo também são fundamentais nas ações de remoção preventiva das populações que ocupam as áreas de risco. As vistorias de campo são voltadas para a identificação de feições de instabilidade, como trincas nos solos e moradias e inclinações de árvores, postes e muros, e também de outras características como encostas com alta ou baixa declividade, lançamento de água servida, presença de fossas e concentração de água de chuva. O resultado destas vistorias é que indica a necessidade ou não da remoção de moradores quando em situação de risco iminente.

O livro será distribuído às equipes das Defesa Civil dos municípios paulistas e também de outros estados.

Para realizar o download em formato digital CLIQUE AQUI ou no link abaixo:

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Pesquisador do Instituto Geológico ministra sobre cavernas em Curso de Formação de Condutor Ambiental no PETAR

 Aula Teórica no Núcleo Ouro Grosso
Aula Prática na Serra da Boa Vista

O pesquisador científico do Instituto Geológico (IG) Dr. José Antônio Ferrari ministrou aulas durante a oitava edição do Curso de Formação de Condutor Ambiental no PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira). Ferrari abordou sobre conceitos de geomorfologia e drenagens em sistemas cársticos e explicou ainda sobre as pesquisas do IG em andamento na região do Parque. As aulas foram realizadas no Núcleo Ouro Grosso entre os dias 07 e 09 de fevereiro de 2017.

O curso de difusão da Universidade de São Paulo (USP) começou em 2005 por iniciativa do GGEO (Grupo de Espeleologia da Geologia da USP), conta com a participação de 46 moradores da região e tem duração de 360 horas, das quais 120 são de estágio. Promovido pelo Instituto de Geociências da USP, em parceria a Fundação Florestal (FF), Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, prefeituras de Iporanga e Apiaí. Conta com o apoio do IG, empresas privadas e universidades da região. O principal objetivo é construir uma fundamentação conceitual alicerçada no conhecimento geológico, capacitando os participantes a desenvolver um raciocínio baseado no entendimento de processos geológicos, seus produtos naturais e a percepção das escalas de tempo e espaço envolvidas, a fim de aplicar esses conhecimentos no dia-a-dia da comunidade local, trazendo melhorias de qualidade de vida e ambiental.

Um dos pioneiros na introdução de conceitos da geodiversidade em Unidades de Conservação, o curso teve significativa importância na valorização e disseminação de práticas de preservação e conservação ambiental na região, pois permitiu aos condutores ambientais a valorizarem a cultura local, o ambiente natural e a relação do homem com a natureza, reconhecendo os processos naturais e suas interações.

Sob coordenação geral do Geólogo Dr. Paulo Cesar Boggiani, Prof. do Departamento de Sedimentologia do IGc-USP, o curso contou também com a participação dos geólogos do GGEO Lucas Padoan de Sá Godinho (doutorando do IGc-USP) e Nicolás Misailidis Stríkis (Prof. do Departamento de Geoquímica da Universidade Federal Fluminense).

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Instituto Geológico recebe visita da Secretária-Chefe da Casa Militar

 Diretora Luciana apresentando o histórico do IG
Luciana Martin Rodrigues Ferreira e a Cel. PM Helena dos Santos Reis

No dia 14 de fevereiro de 2017 a secretária-chefe da Casa Militar e Coordenadora Estadual de Defesa Civil (CEDEC), Coronel PM Helena dos Santos Reis, juntamente com o Diretor do Núcleo de Controle da CEDEC, Cap. PM Marcelo Vieira dos Santos estiveram na sede do Instituto Geológico (IG), onde participaram de uma reunião com o Diretora Geral do IG, Luciana Martin Rodrigues Ferreira. Estiveram presentes ainda, a Vice-Diretora do IG, Rosângela do Amaral, a Diretora substituta do Núcleo de Geologia de Engenharia e Ambiental, Lídia Keiko Tominaga e os pesquisadores do grupo de risco Cláudio José Ferreira e Ricardo Vedovello.

O objetivo da reunião foi apresentar as ações sobre prevenção de desastres naturais em andamento no Estado e em suas respectivas instituições, no escopo do Programa Estadual de Prevenção de Desastres e Redução de Riscos Geológicos.

A diretora do IG fez uma breve apresentação do histórico da instituição, destacando as áreas de atuação estratégica e a importância das pesquisas realizadas como subsídio para as políticas públicas, para o ordenamento territorial, e demais demandas governamentais. Entre outros temas abordados durante o encontro, o destaque foi para os Planos Preventivos de Defesa Civil e Planos de Contingência.