terça-feira, 19 de setembro de 2017

Geólogo do IG ministrou palestra sobre desastres naturais a alunos do Ensino Médio

Jair Santoro durante a palestra

No último dia 14/09/2017, o Dr. Jair Santoro, geólogo e pesquisador Científico do Instituto Geológico (IG), ministrou palestra no SESI-SP unidade Ermelino Matarazzo, Zona Leste de São Paulo.

A palestra abordou temas relacionados aos desastres naturais e teve como objetivo passar aos alunos do terceiro ano do ensino médio algumas noções básicas sobre movimentos gravitacionais de massa, erosão, enchentes, inundações e alagamentos bem como discutir mecanismos de intervenção quando da ocorrência destes processos. A palestra teve a duração de duas horas e contou com a participação aproximada de 100 alunos.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Programa Habitacional em áreas de Risco de Ibiúna é Apoiado por Avaliação Técnica do IG

Vistoria na área que será atendida

No dia 05 de setembro de 2017, técnicos do Instituto Geológico (IG) estiveram em Ibiúna atendendo demanda da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) e da Defesa Civil Municipal que solicitou apoio na identificação e priorização de moradias localizadas em uma área de risco na qual residem aproximadamente 150 famílias e que deverão ser incluídas em programa habitacional da CDHU. Este programa prevê a disponibilização 70 (setenta) unidades habitacionais até o final deste ano, sendo que as demais deverão ser atendidas no decorrer de 2018.

Na reunião de trabalho que antecedeu a visita técnica ao local, estiveram presentes os Secretário Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano e o Secretário de Governo e Segurança.

Acompanharam os trabalhos de campo a Coordenadora Municipal de Defesa Civil, engenheiros da própria Defesa Civil Municipal e da Secretaria de Meio Ambiente, além de técnicos da Assistência Social e da Secretaria de Habitação do Município.

Nos próximos dias será apresentado relatório técnico, que também deverá conter sugestões para a futura gestão da área.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Gestão de riscos de desastres: retomados os trabalhos de revisão do Plano de Trabalho do PDN


Grupo de Articulação de Ações Executivas (GAAE) 

Na manhã de hoje (23/08/2017) ocorreu reunião do Grupo de Articulação de Ações Executivas (GAAE) do Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e de Redução de Riscos Geológicos (PDN) Este grupo reúne representantes de diversas secretarias de governo com o objetivo de viabilizar ações conjuntas com impacto direto na prevenção de perdas e na gestão de riscos de desastres naturais. A coordenação do grupo é realizada pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil – Casa Militar, sendo a Secretaria Executiva exercida pelo Instituto Geológico (SMA-SP).

Nesta data assumiram a Secretaria Executiva do GAAE-PDN os novos representantes do Instituto Geológico: Eduardo de Andrade (titular) e Rogério Rodrigues Ribeiro (suplente).

Durante a reunião foram atualizadas as informações sobre ações concluídas e as que estão em andamento em cada um dos órgãos participantes, foi exposto o atual andamento do Componente 3, do Programa de Transporte, Logística e Meio Ambiente (PTLMA) do Projeto Transporte Sustentável, com financiamento do Banco Mundial. O Componente 3 inclui, dentre outras ações importantes a avaliação e mapeamento de áreas de risco, o monitoramento de áreas de risco e um sistema de gestão de informações destas áreas. Foi ressaltado que este projeto se coaduna com o “Plano de trabalho de curto e médio prazo (2012-2020)” do PDN.

Ficou também estabelecido que para a próxima reunião, a ser realizada em outubro, será apresentado relatório atualizado da atuação do GAEE-PDN desde sua criação em 2011. Também será encaminhada pauta preliminar para a próxima reunião do Comitê Deliberativo do PDN, que é formado por Secretários de várias pastas do executivo do governo do Estado.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Pesquisadora do Instituto Geológico apresenta os resultados do projeto de pesquisa Internacional sobre a elevação do nível médio do mar em Santos

Dra. Célia Regina de Gouveia Sousa

A pesquisadora do Instituto Geológico (IG) Dra. Célia Regina de Gouveia Sousa participou de workshop realizado no dia 17 de agosto de 2017 no Teatro Guarany em Santos. Na ocasião a pesquisadora, que integrou um grupo de cientistas internacionais, apresentou ao público os resultados do projeto de pesquisa sobre a elevação do nível do mar que utilizou modelamento digital de projeções climáticas para estimar a elevação do nível do mar e danos em Santos neste século.

O Projeto de pesquisa foi totalmente financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) [Proc. 2012/51876-0] e se denomina “Uma estrutura integrada para analisar tomada de decisão local e capacidade adaptativa para mudança ambiental de grande escala: estudo de caso de comunidades no Brasil, Reino Unido e Estados Unidos”, cuja sigla é METROPOLE. O objetivo foi realizar um estudo detalhado sobre a elevação do nível do mar com previsões até 2100 que envolveu pesquisadores de várias instituições brasileiras (INPE, CEMADEM, USP, UNICAMP, IG/SMA), da americana University of Florida e da inglesa Kings College of London na análise e projeção desse aumento.

O município de Santos foi escolhido para o projeto por ser líder regional em sustentabilidade, por ter uma base de dados de mapeamento georreferenciado bem organizado e apresentar vulnerabilidades costeiras. Outras duas cidades participam do projeto: Condado de Broward (EUA) e Selsey (Inglaterra). O estudo ofereceu às cidades a possibilidade de se antecipar aos fenômenos naturais previstos. Esta foi a primeira vez que o poder público tem em mãos uma pesquisa com nível de detalhamento tão alto de projeção do aumento do nível do mar e variações climáticas. As informações de impactos das mudanças climáticas poderão ser incorporadas nas ações de planejamento local sem custo algum ao município.

A pesquisadora do IG Célia apresentou as áreas de estudo com maior risco de sofrerem impactos com as mudanças climáticas 2 km² na Zona sudeste, onde há cerca de 34 mil habitantes e 1.400 lotes fiscais, e de 11 km² na Zona noroeste, onde vivem 83 mil pessoas em 20 mil lotes. Os gráficos foram confeccionados com dados históricos de ressacas e tempestades divulgados em jornais desde 1960. Dados de Marégrafos e Satélites também foram usados na plataforma COAST (Costal Adaptation to Sea Level Rise Tool), onde foram elaborados modelos de projeções climáticas para 2050 e 2100, com cenários de aumento de nível do mar associado a tempestades. As previsões mínima, mediana e extrema para 2050 são de 18, 23 ou 30 cm, respectivamente. Para 2100, as projeções são de 36, 45 cm e 1 metro.

Além da pesquisadora do IG, também estão envolvidos no projeto os cientistas Dr. José Marengo do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (CEMADEM), que é o coordenador do Projeto e representante do Brasil no painel da ONU sobre mudanças climáticas; Lucí Hidalgo Nunes (Instituto de Geociências da Unicamp); Roberto Greco (Instituto de Geociências da Unicamp); Joseph Harari (Instituto Oceanográfico da USP); e da Prefeitura de Santos Ernesto Tabuchi (da Secretaria Municipal do Meio Ambiente) e Eduardo Hosokawa (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano).

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Cadernos do Projeto Aquíferos nº 6

Capa

Essa publicação compreende a síntese dos resultados de um projeto voltado à implantação do Perímetro de Alerta e à manutenção da proteção sanitária dos poços de abastecimento público, que foi desenvolvido pela parceria entre o Instituto Geológico e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas e contou com apoio financeiro do FEHIDRO. O estudo foi desenvolvido em 120 municípios abastecidos pelo Sistema Aquífero Bauru e apresenta um diagnóstico geral das condições da proteção sanitária dos poços e uma proposta de delimitação do Perímetro de Alerta. Acompanham a publicação, um Sistema Visualizador de Informações Georreferenciadas.

Cadernos do Projeto Aquíferos – Sistema Aquífero Bauru: delimitação de perímetros de proteção de poços de abastecimento público CLIQUE AQUI

A publicação também inclui o Sistema Visualizador de Informações Georreferenciadas, desenvolvido na plataforma do programa Google Earth™ para facilitar a visualização pelo leitor do Perímetro de Alerta proposto CLIQUE AQUI

Fichas de Poços com indicação do Perímetro de Alerta proposto. CLIQUE AQUI

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Mostra de fotos sobre a Comissão Geográfica e Geológica termina em Botucatu

 Entrada do Shopping
 Painéis da Exposição
Público interagindo com os painéis

A Exposição “Os rios da Comissão Geográfica e Geológica – Documentos do Passado – 1886 a 1910”, termina hoje no Shopping Botucatu localizado na Avenida Marginal 200, 1050 – Botucatu, na mídia local a exposição ficou conhecida como “Retratos de uma Terra Desconhecida”. Amostra ficou exposta desde o dia 06 de junho e termina no dia de hoje, 27 de junho.

A exposição foi parceria entre o Museu Geológico Valdemar Lefèvre – MUGEO do Instituto Geológico – SMA/SP e da Secretaria Municipal do Verde de Botucatu através do Departamento de Educação Ambiental em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. A expectativa da exposição seria uma reflexão sobre as mudanças ocorridas na paisagem e uma percepção sobre os recursos hídricos da região, pois a cidade de Botucatu pertence à Bacia Hidrográfica de Panapanema e o Rio Pardo é o principal recurso hídrico da cidade.

A população local e de cidades da região como São Manuel, Pratânia, Pardinho além de alguns visitantes de outras cidades como Belo Horizonte, segundo o livro de registro da exposição, aproveitaram a visita ao shopping e apreciaram as fotos antigas apresentadas na exposição. Segundo comentário do morador da cidade de Botucatu o senhor Wanderley Marcio Pinto em passeio com o filho e esposa que – “… achou interessantes as fotos, pois mostra uma realidade diferente da que existe hoje” – entre outros comentários.

A exposição itinerante tem a proposta de percorrer vários municípios que integram as varias áreas de pesquisa da Comissão Geografia e Geológica de São Paulo origem de vários institutos de pesquisa do Estado de São Paulo, mostrando a paisagem e as dificuldades de fazer pesquisa em áreas inexploráveis no interior da cidade de São Paulo.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Pesquisadora do Instituto Geológico e Coordenadora do Grupo de Trabalho Nitrato apresenta publicação em Reunião da Câmara Técnica de Águas do CRH


 Prévia da publicação
Seção geológica esquemática do Estado de São Paulo. Fonte: modificado de DAEE et al.(2005)

No dia 21 de junho de 2017, a pesquisadora do Núcleo de Hidrogeologia do Instituto Geológico e Coordenadora do Grupo de Trabalho Nitrato junto à Câmara Técnica de Águas Subterrâneas do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo (CTAS-CRH), Claudia Varnier, apresentou a versão preliminar da publicação “Nitrato nas Águas Subterrâneas: Desafios Frente ao Panorama Atual”. A apresentação ocorreu durante a Reunião da CTAS, realizada no Instituto Biológico, em São Paulo (SP).

Esta publicação, elaborada pelo grupo de trabalho e ainda em fase final de consolidação, apresenta um panorama sobre o nitrato nas águas subterrâneas, abrangendo questões como ocorrência, fontes potenciais de contaminação, efeitos à saúde humana, métodos de remediação de aquíferos, exemplos de tratamento de água e custos associados, além da proposição de medidas e estratégias para proteção, prevenção e mitigação do problema.

Uma vez concebida e divulgada, a publicação compreenderá um material de referência inédito em São Paulo e, talvez, no País, destinado principalmente à consulta pelos órgãos gestores de recursos hídricos e de saúde pública, além de profissionais especializados no campo das águas subterrâneas.