sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Realizado o VI Seminário Estratégias para Redução de Riscos e Desastres a Eventos Geodinâmicos no Estado de São Paulo

 Mesa de abertura
   Pesquisadores do IG condecorados
Público presente
 
Nos dias 08 e 09 de dezembro de 2014 foi realizada a sexta edição do Seminário Estratégias para Redução de Riscos e Desastres a Eventos Geodinâmicos do Estado de São Paulo.

Organizado pela Secretaria do Meio Ambiente e pela Secretaria da Casa Militar, por meio do Instituto Geológico e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, o evento ocorre anualmente desde 2009 e tem sido um fórum significativo na avaliação de estratégias e ações de redução de risco e desastres em níveis local, estadual e regional, divulgação das atividades do Programa do Estado de São Paulo de Prevenção de Desastres Naturais e de Redução de Riscos Geológicos (PDN), e abordando temas de avaliação e mapeamento de risco, estratégias para evitar, reduzir, mitigar e erradicar o risco, monitoramento e sistemas de informações e formas de capacitação e disseminação de agenda propositiva de gestão de risco de desastres.

Participaram da cerimônia de abertura o secretário estadual do Meio Ambiente, Rubens Naman Rizek Júnior, o secretário-chefe da Casa Militar e coordenador estadual da Defesa Civil, coronel PM José Roberto Rodrigues de Oliveira, o diretor geral do Instituto Geológico, Ricardo Vedovello, o diretor do departamento de Defesa Civil da Casa Militar, major PM Walter Nyakas, o diretor do departamento de Gestão Territorial da CPRM (Serviço Geológico do Brasil), Cassio Roberto da Silva, o diretor-presidente do DRM (Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro), Flávio Erthal e o assessor do MINEROPAR (Serviço Geológico do Paraná), Oscar Salazar Junior.

Na ocasião, foi feita a entrega da Medalha da Casa Militar do Governo do Estado de São Paulo aos pesquisadores do Instituto Geológico, Paulo César Fernandes da Silva e Rogério Rodrigues Ribeiro, por sua atuação durante o auxílio prestado pelo Governo do Estado de São Paulo ao estado de Alagoas, devido às grandes inundações ocorridas em junho de 2010.

Ainda durante a cerimônia foi assinado um aditivo do Acordo de Cooperação Técnica entre a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC/SP) e o Instituto Geológico (IG), visando à prestação de apoio técnico, assessoria e atendimento emergencial em situações de riscos geológico-geotécnicos em áreas abrangidas por planos preventivos de contingência de defesa civil. Em seguida foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica entre o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e os serviços geológicos dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Dentre os lançamentos do evento estão a apresentação do Projeto DataGeo, que tem o objetivo de estruturar, organizar e disponibilizar as bases de informações ambientais e territoriais do Sistema Ambiental Paulista por meio da construção de uma Infraestrutura de Dados Espaciais Ambientais (IDEA-SP), o Sistema Gerenciador de Informações de Riscos (SIG-Riscos-IG), desenvolvido pelo Instituto Geológico, plataforma web mapping que possibilita a visualização, consulta e edição de dados relacionados a mapeamento de áreas de riscos e a vistorias técnicas em áreas de risco.
 
Para visualizar as apresentações CLIQUE AQUI

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Estado de São Paulo inicia a Operação Verão 2014/2015 e Técnicos do Instituto Geológico estão de plantão

Nuvens carregadas sobre a Serra do Mar

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) inicia os trabalhos para a Operação Verão 2014/2015, que vigora entre os dias 1º de dezembro de 2014 e 31 de março de 2015. O principal objetivo desta ação é preservar vidas e reduzir danos materiais no período de chuvas, minimizando, assim, os prejuízos causados por deslizamentos, inundações/enchentes e alagamentos. O Instituto Geológico (IG) disponibiliza equipes técnicas em regime de plantão de 24 horas durante este período.

Na Operação Verão, são deflagrados os Planos Preventivos de Defesa Civil (PPDCs), facilitando a atuação preventiva frente às situações de risco. Para tanto, a CEDEC promove a articulação entre as secretarias integrantes do Sistema Estadual de Defesa Civil, os órgãos que prestam atendimento emergencial (Polícia Militar, Corpo de Bombeiros), equipes municipais de defesa civil e a própria comunidade.

Ao todo, são operacionalizados nove planos preventivos, que abrangem os 129 municípios mais vulneráveis do Estado, com vistas a escorregamentos e inundações, sendo dois específicos para inundações (Vale do Ribeira e Região Metropolitana de São Paulo; com 55 municípios) e sete para escorregamentos (Serra do Mar, ABC, Região Metropolitana de São Paulo, Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira, Campinas, Sorocaba e aglomeração urbana de Jundiaí; com 113 municípios). Além destes municípios todos os demais são diariamente monitorados e assistidos pela Defesa Civil Estadual.

Os PPDCs de escorregamento estão estruturados em quatro níveis (observação, atenção, alerta e alerta máximo), indicando, progressivamente, a possibilidade de ocorrências de escorregamento. Para cada um deles, são previstos procedimentos operacionais preventivos, baseados na análise integrada de três pontos fundamentais que são o acumulado de chuvas dos últimos três dias, que possibilita a estimativa de que escorregamentos podem começar a acontecer na região; a previsão meteorológica para os próximos dias e as vistorias de campo nas áreas de risco previamente cadastradas.

Quando o acumulado de chuvas de 72 horas ultrapassar o valor estabelecido, a equipe municipal se dirige para os locais pré-definidos de risco em busca de sinais evidentes de perigo, como trincas no terreno, rachaduras em casas e inclinação de muros e árvores. Após a vistoria de campo e se constatado o risco de deslizamento, o agente de defesa civil faz um relatório sobre o problema que é enviado à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, que, por sua vez, se em nível de alerta, aciona as equipes técnicas do IG para efetuar a Vistoria Técnica e recomendar, se necessário, a retirada preventiva dos moradores do local.

Para mais informações veja o link : http://www.defesacivil.sp.gov.br/

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Pesquisadora do Instituto Geológico proferiu palestra e ministrou um minicurso sobre água subterrânea no Centro Universitário de Maringá (PR)

 Claudia Varnier em sua apresentação
 Docentes, alunos e organizadores do envento

A pesquisadora científica Claudia Varnier, do Núcleo de Hidrogeologia do Instituto Geológico (IG), ministrou o minicurso “Contaminação de águas subterrâneas – aspectos físicos e químicos”, bem como proferiu a palestra “Contaminação das águas subterrâneas por nitrato.

Ambos fizeram parte do evento I Semana Ambiental, realizado entre os dias 29 a 31 de outubro de 2014, no Centro Universitário de Maringá (Unicesumar). O público alvo era composto, em sua grande maioria, por alunos e docentes do curso de engenharia ambiental e de áreas correlatas.

Os objetivos de tais atividades consistiram em:

i) ensinar os fundamentos de hidrogeologia e contaminação das águas subterrâneas;

ii) difundir os conhecimentos e resultados adquiridos a partir de estudos desenvolvidos no Estado de São Paulo, sobre o tema nitrato nas águas subterrâneas em áreas urbanas.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

VI SEMINÁRIO ESTRATÉGIAS PARA REDUÇÃO DE RISCOS E DESASTRES A EVENTOS GEODINÂMICOS NO ESTADO DE SÃO PAULO


08 e 09 de dezembro de 2014

Auditório Anfiteatro Augusto Ruschi – Secretaria de Estado do Meio Ambiente
Avenida Professor Frederico Hermann Júnior, 345, Alto de Pinheiros – São Paulo – SP

Realização Secretaria do Meio Ambiente e Casa Militar, por meio do Instituto Geológico e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, Governo do Estado de São Paulo

Objetivo

Avaliar estratégias e ações de redução de risco e desastres em níveis local, estadual e regional desenvolvidas em 2014, em especial, as atividades do Programa do Estado de São Paulo de Prevenção de Desastres Naturais e de Redução de Riscos Geológicos (PDN), instituído pelo Decreto Estadual no 57.512, de 11 de novembro de 2011 e as ações dos Estados do Rio de Janeiro e Paraná nos temas de avaliação e mapeamento de risco, como evitar, reduzir, mitigar e erradicar o risco, monitoramento e sistemas de informações e capacitação e disseminação de agenda propositiva de gestão de risco de desastres. Adicionalmente serão assinados termos de cooperação e distribuídos materiais bibliográficos sobre o tema. Espera-se que as instituições participantes estabeleçam uma agenda de trabalho e de aprofundamento dos temas do evento, em especial, a melhoria e compartilhamento de cadastro de eventos e danos e a uniformização de conceitos e métodos de mapeamento de risco, em busca do fortalecimento dos vínculos institucionais e a melhoria da gestão de risco de desastres no ano de 2014.

Público Alvo

O seminário é aberto à toda comunidade interessada no tema com foco em servidores públicos municipais e estaduais da área de gestão de risco e desastres, comunidade acadêmica e sociedade civil organizada. O perfil esperado dos participantes é o de gestores e executores de políticas públicas de redução de risco, acadêmicos envolvidos na melhoria da gestão de risco de desastres e transferência de conhecimento e profissionais dos segundo e terceiro setores que se interessem em prover serviços e suporte às políticas públicas de redução de risco de desastre.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Instituto Geológico participa do 2º Exercício Simulado de Abandono Emergencial de Áreas de Risco em Campos do Jordão (SP)

Avaliação de estabilidade de talude (de corte) pelo Instituto Geológico

 Na manhã do dia 18 de outubro de 2014, moradores, servidores públicos e autoridades participaram do segundo exercício simulado de abandono emergencial de área de risco. A ação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Informação e Defesa do Cidadão, por meio da Defesa Civil e do Departamento do Sistema Viário, e com a parceria das Secretarias Municipais do Meio Ambiente, da Educação e da Saúde.

Durante o exercício, foi simulado um deslizamento de terra com uma vítima fatal e duas gravemente feridas e a remoção preventiva de mais de 100 famílias. Um helicóptero da Polícia Militar sobrevoou a área e auxiliou no resgate das pessoas e na avaliação da situação das encostas e residências. Como Posto Avançado de Comando foi escolhido o Posto de Saúde Irmã Gema, enquanto que a escola e a quadra da Capela Nossa Senhora das Mercês foram escolhidas como abrigo. No local foi realizado o atendimento inicial as famílias desalojadas, cadastramento, atividades e palestras com os participantes.

A participação do Instituto Geológico (IG) no exercício foi simular avaliações geológicas e geotécnicas nas residências da Rua Tarcísio Coutinho (também conhecida como Rua “F”).

Os simulados tem o objetivo de orientar e deixar os moradores preparados para agir em situações de desastres naturais, principalmente em dias de chuvas fortes. “Com a simulação, os moradores passam a ter mais familiaridade com os perigos apresentados, e sabem como agir caso ocorra um deslizamento”, afirmou Wander Firmino Vieira, chefe da Defesa Civil Municipal. O deslizamento que causou o desabamento de 24 casas e vitimou 10 pessoas na Vila Albertina, em agosto de 1972, bem como o atual mapeamento de risco realizado pelo IG neste ano, definiram a escolha do local para a realização do 2° simulado. O primeiro exercício de Treinamento de Abandono Emergencial de Áreas de Risco (Simulado) no município foi realizado em 01 de dezembro de 2013, na Vila Santo Antônio.

Além do Instituto Geológico, o Simulado contou com o apoio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), da Companhia de Energia Elétrica Elektro, da Obra Social Catequética Nossa Senhora Das Mercês, dos grupos de Escoteiros Oyaguara e Mikael, do Instituto Pinho Bravo e de voluntários.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

2º Curso de Percepção de Perigos e Riscos Geológicos é ministrado pelo IG para profissionais da Educação no Município de Campos do Jordão (SP)

 Aulas teóricas, práticas e encerramento com os participantes

Nos dias 16 e 17 de outubro de 2014 o Instituto Geológico (IG) ministrou o 2º Curso de “Percepção de Perigos e Riscos Geológicos” para os profissionais da rede de ensino de Campos do Jordão (SP), na sede da Secretaria Municipal de Educação.
 
O curso foi oferecido como atividade complementar ao Mapeamento das Áreas de Risco realizado pelo IG e entregue em cerimonia na Câmara Municipal, em maio deste ano. Esta atividade permitiu aos profissionais participantes (da educação infantil e do ensino fundamental) a construção da percepção de risco por meio do contato com os conceitos ligados a Perigos e Riscos Geológicos (1º dia), e da aplicação prática dos conteúdos em atividade de campo realizada no bairro Santo Antônio (2º dia).
 
O principal objetivo desta atividade é fornecer subsídios básicos para que esses profissionais possam desenvolver habilidades e competências voltadas ao enfrentamento dos desastres naturais, especialmente em comunidades escolares situadas em áreas de risco.
 
A capacitação das comunidades e das equipes municipais em percepção de risco é uma das ações postuladas pelo Decreto Estadual nº 57.512/11 (Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e Redução de Riscos Geológicos – PDN) e pela Lei Federal nº 12.608/12 (Política Nacional de Proteção e Defesa Civil – PNPDC), que objetivam o desenvolvimento sustentável e maior resiliência dos municípios frente aos desastres naturais. O primeiro curso de Percepção de Riscos voltados aos profissionais da educação do município foi realizado no período de 21 a 23 de maio de 2014.
 
A equipe do Instituto Geológico responsável pelo curso foi composta pelo Pesquisador Rogério Rodrigues Ribeiro, pelo Especialista Ambiental Eduardo de Andrade e pelo Técnico Daniel Rodrigues de França. Esta realização contou também com o apoio da Defesa Civil Municipal, da Secretaria Municipal de Educação de Campos do Jordão e da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC).

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Pesquisadores do IG e do IPT apresentam Projeto de Pesquisa em Reunião na Prefeitura Municipal de Bastos

 
Equipe Técnica das Instituições
 
No dia 22 de julho de 2014, os pesquisadores Claudia Varnier do Núcleo de Hidrogeologia do Instituto Geológico (IG/SMA), José Luiz Albuquerque Filho e Tatiana Tavares, ambos do Centro de Tecnologias Geoambientais (CTGeo) do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), apresentaram o Projeto de Pesquisa intitulado “Avaliação da Contaminação por Nitrato nas Águas Subterrâneas do Sistema Aquífero Bauru, na Área Rural do Município de Bastos (SP)”, em reunião ocorrida no auditório da Prefeitura Municipal de Bastos. O objetivo principal deste estudo consiste em avaliar e caracterizar a contaminação de nitrato nas águas subterrâneas frente às atividades agropecuárias na área rural do município de Bastos, bem como propor medidas de mitigação do problema e de proteção aos recursos hídricos subterrâneos. Salienta-se que esta pesquisa conta com o apoio dos pesquisadores do Instituto Geológico (IG/SMA) e está inserida no projeto maior, intitulado “Estudos de Restrições em Aquíferos no Alto Aguapeí e Alto Peixe (Bauru e Guarani)”, cujo tomador de recursos financeiros junto ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO) é o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Após a apresentação, foi realizada discussão do tema em pauta para que os acordos entre os interessados fossem formalizados.

A reunião contou com a participação de profissionais do DAEE (Marília), da Prefeitura Municipal de Bastos, inclusive a prefeita Virgínia Pereira da Silva Fernandes, e do Sindicato Rural de Bastos.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Especialista Ambiental do Instituto Geológico defende tese de mestrado na USP

 
 Diego Amorim Grola durante sua defesa
 
No dia 20 de março de 2014, o Especialista Ambiental Diego Amorim Grola defendeu, junto ao Programa de Pós-graduação em História Social da Universidade de São Paulo, sua dissertação de mestrado intitulada Coleções de História Natural no Museu Paulista, 1894-1916. A pesquisa, enquanto projeto de capacitação funcional, procurou trabalhar com as interfaces existentes entre as áreas de atuação do Centro Museu Geológico, do Núcleo de Monumentos Geológicos e da Curadoria do Acervo Histórico do Instituto Geológico.
 
O trabalho, orientado pela Profa. Dra. Heloisa Barbuy (MP/USP e FFLCH/USP), abordou o Museu Paulista em sua fase inicial, quando era dirigido pelo cientista alemão Hermann von Ihering. Almejando compreender processos de patrimonialização da natureza, foram investigadas as principais etapas envolvidas na curadoria das coleções científicas: a aquisição de espécimes, sua mobilização para produção de conhecimento e sua exibição no âmbito das exposições públicas.
 
A dissertação foi aprovada com entusiasmo pela banca que, em menção, recomendou a publicação do trabalho A dissertação estará futuramente disponível na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP.
 
O historiador Diego A. Grola ingressou no Instituto Geológico em 2009, sendo um dos responsáveis pela estruturação e consolidação da área de Monumentos Geológicos do Estado de São Paulo, com a criação do Conselho Estadual de Monumentos Geológicos – CoMGeo. Desde o ano de 2010, integra a equipe do Centro Museu Geológico.
 
Diego também é autor do livro A memória nas Arcadas: construção material, simbólica e ideológica do edifício da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, publicado pela Humanitas/Fapesp em 2012.
 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Pesquisadora do Instituto Geológico ministra palestra sobre a profissão de Geógrafo


No dia 30/05/14 a Geógrafa e pesquisadora Rosangela do Amaral ministrou palestra na Escola São Mateus para os alunos no Ensino Fundamental I a respeito da profissão de Geógrafo.

No dia 29/05 se comemora o Dia do Geógrafo. Em homenagem à profissão, foram apresentadas quais são as suas áreas de atuação e diversas especializações em geografia física e humana, o mercado de trabalho do profissional bacharel e do licenciado, bem como a importância do ensino de Geografia nas escolas. Foi ressaltado que a formação do Geógrafo deve ser ampla, uma vez que seu trabalho exige a integração dos conhecimentos da sociedade e da natureza.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Instituto Geológico realiza oficina técnica para a entrega do Relatório de Mapeamento de áreas de riscos de Campos do Jordão

 Mj. Walter Nyakas Júnior apresentando o PDN
Entrega do relatório ao prefeito de Campos do Jordão

Em 05/06/2014, Dia Mundial do Meio Ambiente, realizou-se em Campos do Jordão a ”Oficina de Trabalho: Mapeamento de áreas de risco de Campos do Jordão – resultados e aplicações”.

O evento, realizado no auditório da Câmara Municipal de Campos do Jordão, teve por objetivo dar conhecimento aos gestores públicos e às equipes técnicas municipais dos resultados e recomendações, de cunho geral e específicas, contidos no mapeamento de riscos do município, assim como fomentar a articulação entre todos os atores envolvidos no tema prevenção e redução de desastres naturais.

Na ocasião, houve a entrega ao Prefeito Frederico Guidoni Scaranello os 4 volumes que compõem o Mapeamento de Riscos Associados a Escorregamentos, Inundações, Erosão e Solapamento de Margens de Drenagens do Município de Campos Do Jordão realizado pelo Instituto Geológico.

Além da apresentação dos seus resultados do mapeamento e da realização de discussões sobre suas aplicações, também foram apresentadas as funcionalidades do Sistema Gerenciador de Informações de Riscos (SIG-Riscos-IG), desenvolvido pelo Instituto Geológico, plataforma web que permite o acesso às informações da cada um dos 175 setores de riscos identificados e classificados na área urbana do município.

A programação contou com a participação do Diretor de Defesa Civil da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), Mj. Walter Nyakas Júnior, que abordou aspectos do Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e de Redução de Riscos Geológicos. Representantes do Instituto Geológico também fizeram exposições técnicas: o Diretor do Centro de Geologia e Meio Ambiente, Sr. Cláudio José Ferreira; o coordenador o projeto, Sr. Eduardo de Andrade; o Diretor do Núcleo de Geoprocessamento, Sr. Antonio Carlos Moretti Guedes; a geóloga Maria José Brollo.

A equipe executiva do município foi representada pelo Vice-Prefeito, Sr. Marcelo Padovan; pelo Secretário Municipal de Meio Ambiente, Sr. Cláudio Luciano Sirin; pelo Secretário Adjunto da Secretaria Municipal de Informação e Defesa do Cidadão, Sr. Carlos Artur de Oliveira; pelo Chefe da Defesa Civil Municipal, Sr. Wander Firmino Vieira, além de integrantes das Secretarias de Saúde e Educação, da equipe da Defesa Civil Municipal. Representou a Câmara de Vereadores o Vereador Gilmar da Silva Rios.

Este mapeamento foi realizado por meio do Termo de Cooperação Técnica entre a Casa Militar por meio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, por meio do Instituto Geológico. A organização do evento contou com o apoio da equipe da Defesa Civil (COMDEC) do Município de Campos do Jordão.

Fonte: Instituto Geológico

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Pesquisador do Instituto Geológico relata desastre de Itaóca em evento na Assembleia Legislativa de São Paulo

 Jair Santoro durante sua palestra Foto: ABGE
 Jair Santoro durante sua palestra Foto: ABGE

O Geólogo Dr. Jair Santoro proferiu palestra sobre o atendimento emergencial realizado no município de Itaóca (SP) em janeiro de 2014 durante evento promovido pela Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE).
Com o tema: “Desastres em 2014 no Sudeste” o encontro foi realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo no dia 27 de maio de 2014 e contou com a participação de órgãos públicos e especialistas que puderam relatar experiência ante aos desastres ocorridos na região. 

Durante sua apresentação o pesquisador Jair relatou que o atendimento foi realizado após acionamento da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), com a qual o Instituto Geológico (IG) mantém um Termo de Cooperação de apoio técnico a planos preventivos de defesa civil. A equipe do IG foi a primeira a chegar à região e esteve presente no período de 14 a 19 de janeiro de 2014, com duas equipes se revezando nos trabalhos de vistoria. 

As chuvas intensas da noite do dia 12 de janeiro de 2014, estendenram-se até o amanhecer de 13 de janeiro de 2014. Estima-se que o processo foi deflagrado pela ocorrência de até 150 mm de chuva em um período de 6 horas, o que gerou a elevação súbita (entre 4 a 5 metros) do nível do rio Palmital, que atravessa a área urbana. O transbordamento das águas atingiu diversas moradias situadas ao longo das margens direita e esquerda do rio Palmital, bem como uma extensa faixa de moradias situadas ao longo das vias de acesso locais. Também foram observadas inúmeras cicatrizes de escorregamentos nas encostas próximas ao vale do rio Palmital. A chuva intensa ocorrida em curto espaço de tempo, associada aos escorregamentos que ocorreram nas encostas, gerando grande aporte de materiais, compostos por sedimentos, fragmentos rochosos e seixos de tamanhos variados e de troncos de árvores, evidencia a ocorrência de um processo de corrida de detritos, com forte potencial de arrasto e destruição. O material transportado neste processo gerou assoreamentos e barramentos do fluxo de água ao longo da drenagem e, consequentemente, os transbordamentos que atingiram ao menos 100 moradias na cidade.

Para ver a apresentação CLIQUE AQUI 

Fonte: Instituto Geológico

terça-feira, 27 de maio de 2014

Curso de Percepção de Perigos e Riscos Geológicos é ministrado pelo IG para profissionais da Educação no Município de Campos do Jordão (SP)

 Estudo teórico
 Estudo prático
Confraternização final


No período de 21 a 23 de maio de 2014 o Instituto Geológico ministrou o Curso de “Percepção de Perigos e Riscos Geológicos” para diretores e coordenadores pedagógicos da rede de ensino de Campos do Jordão (SP).

Este curso foi oferecido como etapa de conclusão do Mapeamento das Áreas de Risco realizado no município e permitiu aos profissionais municipais a construção da percepção de risco por meio do contato com os conceitos ligados a Perigos e Riscos Geológicos (1º dia), atividade de campo (2º dia) e o estudo da aplicação direta desse conhecimento nas atividades curriculares (3º dia). Participaram desta atividade profissionais de algumas escolas da rede municipal, desde a educação infantil até o ensino fundamental II. Como resultado imediato pode ser utilizada a manifestação de uma das diretoras de escola localizada próxima a uma área de risco, no momento da avalição do curso: “Na segunda feira, quando eu entrar na escola, eu terei um novo olhar sobre os meus alunos que moram em áreas de risco”.

A capacitação das comunidades e das equipes municipais em percepção de risco é uma das ações postuladas pelo Decreto Estadual nº 57.512/11 (Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e Redução de Riscos Geológicos – PDN) e pela Lei Federal nº 12.608/12 (Política Nacional de Proteção e Defesa Civil – PNPDC) que objetivam o desenvolvimento sustentável e maior resiliência dos municípios frente aos desastres naturais.

A equipe do Instituto Geológico responsável pelo curso foi composta pelo Geógrafo Rogério Rodrigues Ribeiro (coordenador do curso), do Especialista Ambiental Eduardo de Andrade, da Geógrafa Francisneide Soares Ribeiro, da Geóloga Maria José Brollo, e do Tec. de Apoio Valentim dos Santos. Esta realização contou também com o apoio da Defesa Civil Municipal,da Secretaria Municipal de Educação de Campos do Jordão e da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC).

terça-feira, 20 de maio de 2014

Participação do Instituto Geológico no Seminário: Saneamento e Gestão de Risco de Desastres


Técnicos do Instituto Geológico participaram nesta segunda-feira (05/05) da Mesa-redonda “Desenvolvimento sustentável de sistemas de micro e macro drenagem em áreas urbanas e a questão de análise e monitoramento de risco a inundações” que contou também com a presença de técnicos do DAEE e da Região francesa de Île-de-France. Com moderação do Diretor Substituto do Instituto, Pesquisador Científico Cláudio José Ferreira, foram expostos casos e trocadas experiências sobre a gestão dos recursos hídricos, monitoramento e gestão de riscos no Estado de São Paulo e no entorno parisiense.

O evento internacional “Desenvolvimento Sustentável: qualidade e caminhos da água” ocorre de 5 a 9 de maio de 2014, das 8h30 às 17h30, no Anfiteatro Augusto Ruschi, à Avenida Professor Frederico Hermann Junior, 345 – Alto de Pinheiros – São Paulo – SP, sendo uma realização conjunta da Secretaria de Estado do Meio Ambiente – SMA, da Secretaria de Estado de Saneamento e Recursos Hídricos, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB e da Assessoria Especial para Assuntos Internacionais.

Instituto Geológico entrega mapeamento de áreas de risco de Campos do Jordão no aniversário da cidade


O relatório executivo do projeto “Mapeamento de riscos associados a escorregamentos, inundações, erosão e solapamento de margens de drenagens do Município de Campos do Jordão”, elaborado pelo Instituto Geológico foi entregue à Prefeitura de Campos do Jordão, durante as festividades do 140º aniversário da cidade, em 29/04/2014.

O trabalho foi desenvolvido entre setembro de 2013 e abril de 2014, tendo como resultado a identificação de 40 áreas de risco, seu detalhamento em setores, atribuição de graus de risco e recomendações para enfrentamento dos problemas. Complementarmente, estão previstas ações de médio prazo visando fomentar a implementação de ações voltadas à prevenção e mitigação de riscos, entre elas:

- a realização de oficina técnica para os técnicos de diversas secretarias municipais relacionadas ao tema prevenção de desastres e gestão de áreas de risco;
- a realização de curso de capacitação de professores da rede municipal para formação de agentes multiplicadores na percepção e reconhecimento de riscos;
- a capacitação de técnicos municipais para a utilização de plataforma SGI-RISCO-IG desenvolvida pelo Instituto Geológico.

A entrega oficial do relatório foi feita pelo Cel. PM Marco Aurélio Alves Pinto (Secretário da Casa Militar do Governo do Estado de São Paulo) ao Prefeito Frederico Guidoni. Representando o Secretário do Meio Ambiente, Sr. Rubens Naman Rizek Junior, esteve presente o Diretor Substituto do Instituto, Pesquisador Científico Cláudio José Ferreira.

Este mapeamento foi realizado por meio do Termo e Cooperação Técnica entre a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), da Casa Militar, e o Instituto Geológico, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e se coaduna com as diretrizes no “Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e de Redução de Riscos Geológicos”.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Pesquisadora do Instituto Geológico participa de encontro sobre mudanças climáticas no litoral sul

Erosão marinha na praia do Leste - Iguape
 
A pesquisadora científica Celia Regina Gouveia de Souza do Instituto Geológico (IG) participou do “Encontro: Mudanças Climáticas e o Litoral de SP” que ocorreu nos dias 2 e 3 de abril, em Iguape, Litoral Sul de São Paulo. A pesquisadora ministrou sobre os crescentes processos de erosão e sedimentação na região do Complexo Estuarino-Lagunar de Iguape-Cananéia abrange ainda o município de Ilha Comprida. Ela apresentou um Mapa de Vulnerabilidades relacionado a esses processos erosivos com destaque para as localidades mais vulneráveis no Estuário como, por exemplo, a Praia do Leste, em Iguape. A Dra. Celia também destacou que o processo de dessalinização e expansão de macrófitas associado ao assoreamento do canal (Mar Pequeno) é um dos principais fatores de risco que dificulta o fluxo de marés em toda a área e potencializa os processos de erosão e sedimentação e que modificaram/modificam feições de relevo.

Após a palestra houve uma visita técnica em campo onde os participantes constataram os possíveis resultados das mudanças climáticas e da ação humana direta na degradação do meio ambiente. Foram visitados diversos pontos em Iguape e Ilha Comprida que sofrem com transformações no meio ambiente e prejudicam os moradores e as espécies que habitam a região. O objetivo do evento foi preparar a comunidade local para o enfrentamento dos eventos climáticos extremos. Participaram do evento: representantes da sociedade civil, de órgãos públicos com atuação na região, Lideranças locais, representantes de prefeituras, representantes de ONGs, estudantes de ensino técnico, agentes vinculados ao planejamento e gestão territorial e de fomento às políticas públicas, especialistas no tema das mudanças climáticas.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Técnicos do Instituto Geológico ministram palestra sobre conceitos do Novo Código Florestal para CBRN

Técnicos do IG apresentando os resultados do GT

No dia 28 de março de 2014, os técnicos do Instituto Geológico (IG) Rosangela do Amaral, Virginia Tesone, Viviane Dias Alves Portela, Rogério Rodrigues Ribeiro, Hélio Nóbile Diniz, José Maria Azevedo Sobrinho e Geraldo Oda, ministraram palestra para cerca de 100 técnicos da Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais (CBRN/SMA), durante a Reunião Anual da CBRN, em São Pedro (SP). Os temas da palestra foram “Os conceitos do Meio físico para interpretação do Novo Código Florestal – Lei nº 12.651/2012″ e “Roteiro para identificação e delimitação de nascentes”.

Em 2013 o IG recebeu uma solicitação da Coordenadora da CBRN para subsidiar a interpretação de conceitos e definição de metodologia para aplicação do Novo Código Florestal. Desde então o Grupo de Trabalho, que é composto por 13 técnicos, vem desenvolvendo os documentos que foram apresentados no evento.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Serviço Geológico Nacional articula atuação conjunta com órgãos estaduais de geologia para gestão de risco e desastres


No dia 11 de fevereiro de 2014 o pesquisador científico Cláudio José Ferreira participou de uma reunião técnica realizada no Rio de Janeiro pelo Serviço Geológico do Brasil – Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM). Além do Instituto Geológico (IG) participaram também da reunião os representantes do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), do Departamento de Recursos Minerais do Rio de Janeiro (DRM-RJ) e do Serviço Geológico do Paraná (MINEROPAR).

Durante a reunião foram citadas as atuações das instituições na área de gestão de risco de desastres relacionado a eventos geológicos.  No encontro discutiu-se ainda os métodos e procedimentos de cada instituição e os desafios para a padronização de procedimentos comuns entre os órgãos.

Nos próximos dias será apresentado o Termo de Cooperação Técnica entre as instituições, que visa a criação das bases para ação conjunta, que passa pela participação dos órgãos estaduais e municipais de geologia no esforço para atingir as metas previstas no Plano Nacional de Gestão de Riscos e Desastres, além da ação comum para a regulamentação da Lei 12.608/2014, que definiu a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil e a competência da União, Estados e Municípios nesta área.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Site do Instituto Geológico passa por reformulação

Site do Instituto Geológico após reformulação

O site do Instituto Geológico (IG) foi totalmente reestruturado para melhor oferecer as informações sobre as pesquisas científicas em Geociências desenvolvidas pelo Instituto, acesso aos dados geomorfológicos do Estado de São Paulo, aos dados Históricos de desastres Naturais Relacionados a Eventos Climáticos na Baixada Santista, consulta on-line da Revista do Instituto Geológico e notícias relevantes que envolvam a atuação do órgão e de seus funcionários.

A nova proposta foi elaborada para deixar as páginas visualmente mais atraentes e fáceis de navegar. Além disso, foram introduzidas abas que facilitam a busca pelo conteúdo desejado.
Além do conteúdo institucional do órgão e informações sobre as pesquisas científicas em Geociências desenvolvidas e notícias, o site traz ainda revistas, artigos, publicações, materiais de divulgação científica, materiais informativos e abre um novo canal de comunicação para o usuário através das principais redes sociais.

Para conferir o novo site, basta acessar: www.igeologico.sp.gov.br

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Técnicos do Instituto Geológico realizaram atendimento emergencial em Itaóca (SP)

 Equipe do IG durante a vistoria de campo
 Detritos deixados após o evento
 Marca do nível atingido pelas águas

O município de Itaoca (SP) localizado na região do Alto do Ribeira do Iguape foi atingido por processo de inundação súbita, devido às fortes chuvas excepcionais que ocorreram em áreas de cabeceira de drenagem.

As chuvas tiveram início às 19h30 horas do dia 12 de janeiro de 2014, estendendo-se até o amanhecer do dia 13 de janeiro de 2014. Devido à ausência de dados oficiais, estima-se que o processo foi deflagrado pela ocorrência de até 150 mm de chuva em um período de 6 horas, o que gerou a elevação súbita (entre 4 a 5 metros) do nível do rio Palmital, que atravessa a área urbana. O transbordamento das águas resultante deste processo atingiu diversas moradias situadas ao longo das margens direita e esquerda do rio Palmital, bem como uma extensa faixa de moradias situadas ao longo das vias de acesso locais. Também foram observadas inúmeras cicatrizes de escorregamentos naturais nas encostas próximas ao vale do rio Palmital. A chuva intensa ocorrida em curto espaço de tempo, associada aos escorregamentos que ocorreram nas encostas, gerando grande aporte de materiais, compostos por sedimentos, fragmentos rochosos e seixos de tamanhos variados e de troncos de árvores, evidencia a ocorrência de um processo de corrida de detritos, com forte potencial de arrasto e destruição. O material transportado neste processo gerou assoreamentos e barramentos do fluxo de água ao longo da drenagem e, consequentemente, os transbordamentos que atingiram ao menos 100 moradias na cidade.

Segundo informações, um total de 19 moradias foram integralmente destruídas e arrastadas pelas águas. O município decretou estado de calamidade pública, sendo registrados, até o final do dia 24/01, 24 óbitos e 3 desaparecidos (dados oficiais da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil), além de centenas de desalojados e desabrigados.

Também foram observados danos estruturais em pontes; interrupção da rede de transmissão de energia elétrica e telefone, destruição da estação de tratamento de água da Sabesp, além de espessos depósitos de sedimentos nas frentes e nos quintais das moradias.

Foi verificado durante a vistoria que o nível d´água das inundações atingiu a altura de 2 a 3 metros nas moradias em alguns setores, constatado pela observação das marcas d´água nas paredes das mesmas. O avanço destas águas para o interior das moradias gerou, como consequência, a perda generalizada e, muitas vezes total, de bens e móveis por parte dos moradores e de estabelecimentos comerciais.

Os trabalhos de vistoria consistiram de inspeções às moradias atingidas, procurando identificar as seguintes situações: (a) edificações cujas condições construtivas e estruturais foram completamente comprometidas, impedindo a reocupação de forma permanente; (b) edificações atingidas parcialmente, cuja reocupação pode ser feita oportunamente com restrições, mediante remoção de entulho e limpeza, e em alguns casos, demandando análise estrutural detalhada e reparos; (c) ocupação imediata sem restrições, mediante remoção de entulho e limpeza. Após as vistorias foram elaborados relatórios técnicos e recomendações para implantação de ações de curto e médio prazo visando reestabelecer a normalidade, com a devida segurança dos moradores.

Durante as vistorias já haviam sido iniciados os trabalhos de limpeza, desobstrução, recuperação, reconstrução e socorro às vítimas deste desastre por parte da prefeitura municipal, com o apoio de diversos órgãos da estrutura administrativa oficial do Estado de São Paulo.

Duas equipes do Instituto Geológico se revezaram nos trabalhos no período de 14 a 19 de janeiro: geólogo Jair Santoro, geógrafa Denise Rossini Penteado, geólogo Paulo César Fernandes da Silva e geógrafo Eduardo Schmid Braga. Estiveram acompanhados pelos técnicos de apoio Valentim Otaviano dos Santos Filho e Gilberto Sanchez.

O atendimento foi realizado após acionamento da Defesa Civil Estadual, com a qual o Instituto Geológico tem um Termo de Cooperação Técnica de apoio técnico a planos preventivos de defesa civil.