sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Pesquisa aponta diferenças entre o relevo cárstico do Planalto de Guapiara e a Serra de Paranapiacaba, no Vale do Ribeira

Sobrevoo na Serra de Paranapiacaba Foto: William Sallun Filho

Pesquisa científica orientada pelo pesquisador Dr. William Sallun Filho recentemente publicada na revista de Geociências da UNESP revela diferenças em compartimento geológico no Vale do Ribeira.

A área de estudo está localizada na região das cabeceiras dos rios das Almas e São José de Guapiara (Bacia hidrográfica do Rio Paranapanema – Planalto de Guapiara) e do Rio Pilões (Bacia hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape – Serra de Paranapiacaba). As rochas que ocorrem nessa área são carbonáticas (Calcários e Dolomitos) datadas entre 1 bilhão e 500 milhões de anos.

Informações levantadas em trabalhos de campo permitiram observar que, apesar de contínuas entre o Planalto de Guapiara e a Serra de Paranapiacaba, as rochas carbonáticas apresentam feições cársticas com características distintas entre estes dois compartimentos, sugerindo que a geomorfologia pode ter contribuído para esta diferenciação entre os setores abordados.

O Planalto de Guapiara apresenta relevo mais suavizado, onde a água escorre mais devagar, com regime hídrico predominantemente fluvial (rios), exibindo um sistema cárstico com feições menos desenvolvidas e mais dispersas em relação à região da serra.

Na Serra de Paranapiacaba, compartimento que predomina a topografia mais acidentada, onde a água escorre mais rápida e regime fluviocárstico (rios e rios subterrâneos), permitiram o desenvolvimento de um sistema cárstico mais expressivo com presença de rede de condutos e feições associadas com maior densidade de ocorrência em relação à região do Planalto de Guapiara.

Localizado na região do Parque Estadual Intervales, no sul do Estado de São Paulo. As pesquisas fazem parte do mestrado de Bruno Daniel Lenhare e contaram com a participação de alunos de graduação e pesquisadores do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, financiamento da FAPESP por meio do Auxílio à Pesquisa, colaboração da administração e funcionários do Parque Estadual Intervales (FF/SMA), Grupo Pierre Martin de Espeleologia (GPME) e técnicos do Instituto Geológico.

LENHARE, B. D.; SALLUN FILHO, W. O carste nas cabeceiras dos rios das Almas, São José de Guapiara (Bacia do Paranapanema) e do Rio Pilões (Bacia do Rio Ribeira de Iguape), SP. Geociências (São Paulo. Online), v. 33, p. 686-700, 2014.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Pesquisador do Instituto Geológico publica artigo científico na International Journal of Speleology

Caverna do Diabo Foto: William Sallun Filho
Capa da Revista Foto: Adriano Gambarini

Pesquisa científica coordenada pelo pesquisador Dr. William Sallun Filho é destaque da capa da edição de janeiro da revista International Journal of Speleology.

O artigo trata dos controles estruturais e hidrológicos que propiciaram o desenvolvimento da Gruta da Tapagem (Caverna do Diabo) na região da Serra do André Lopes (Vale do Ribeira, Estado de São Paulo, sudeste do Brasil). Embora a região seja um planalto com variação significativa na elevação e um clima subtropical úmido, a caverna é uma anomalia no carste de André Lopes, pois no local há poucas cavernas e a maioria tem pequena dimensão.

Apesar de ser recente a pesquisa concluiu que a criação da caverna só foi possível devido ao desenvolvimento do Rio das Ostras, um vale entalhado, que condicionou a captura do Rio Tapagem, formador da caverna, que é um afluente do rio subterrâneo Ostras. Além disso, os rios Tapagem e Ostras tem importante contribuição de águas provindas de fora dos dolomitos, o que proporciona maior acidez da água, consequentemente maior dissolução dos dolomitos e formação de cavernas.

Após uma série de colapsos e obstruções, o rio infiltra através do sumidouro atual, criando um vale totalmente cego. Atualmente, a caverna tem uma diferença de altitude de 120 m entre a entrada e o ressurgimento, o que corresponde à diferença de enraizamento entre os dois vales.

O local do estudo está localizado no Parque Estadual Caverna do Diabo e na APA Quilombos do Médio-Ribeira, no sul do Estado de São Paulo. As pesquisas contaram com a participação de alunos e pesquisadores do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, financiamento da FAPESP por meio do Auxílio à Pesquisa e colaboração da administração e funcionários do Parque Estadual Caverna do Diabo (FF/SMA).

Sallun Filho, W.; Cordeiro, B.M.; Karmann, I. 2014. Structural and hydrological controls on the development of a river cave in marble (Tapagem Cave – southeastern Brazil). International Journal of Speleology, 44 (1): 75-90.

O artigo na íntegra (em inglês) está disponível em: CLIQUE AQUI

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Comissão Executiva do Plano de Contingência para a Serra do Mar na região do Polo Industrial de Cubatão se reúne na nova sede do Instituto Geológico

Reunião no Instituto Geológico
Sobrevoo em março de 2013
Área de abrangência do Plano

No dia 13 de janeiro de 2015 a Comissão Executiva responsável pela operação e acompanhamento do Plano de Contingência para a Serra do Mar na região do Polo Industrial de Cubatão realizou sua reunião mensal na nova sede do Instituto Geológico (IG).

Participaram da reunião Ricardo Vedovello Diretor Geral do Instituto Geológico e Coordenador da Subcomissão Especial para Restauração da Serra do Mar (CERSM); Marco Antonio José Lainha da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) e Secretário Executivo da CERSM; Major PM Walter Nyakas Junior e Tenente PM Aline Betânia de Mattos Carvalho Signorelli, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC); José Vieira Assunção do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE); Marcelo Danelucci e Ronaldo Tanaka Bernardi, da ECOVIAS e Daniel H. M. Fernandes da Anglo American representando o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP). Além dos presentes, a Subcomissão é composta por representantes da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Cubatão (COMDEC/Cubatão), da Coordenadoria Regional de Defesa Civil da Região da Baixada Santista (REDEC I-2), e dos Institutos Florestal (IF) e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

O Plano de Contingência foi desenvolvido e tem sido operado no âmbito da Subcomissão Especial para a Restauração da Serra do Mar, de responsabilidade do titular da Pasta do Meio Ambiente do Estado, e cuja coordenação foi delegada ao Diretor Geral do Instituto Geológico, desde 2010. A Secretaria Executiva da Subcomissão está a cargo do Setor de Emergências Químicas da Agência Ambiental Paulista (CETESB).

O objetivo do Plano é dotar as entidades participantes de instrumentos de ação para a prevenção e minimização de impactos causados por eventuais inundações, e/ou escorregamentos nas encostas da Serra do Mar, que possam atingir as instalações do Polo Petroquímico, causando assim, vazamentos de produtos químicos para o meio ambiente, consequentemente colocando em risco a saúde e a segurança da população e o meio ambiente. A operação é realizada concomitantemente aos demais Planos Preventivos e de Contingência de Defesa Civil do Estado de São Paulo, durante o período da Operação Verão entre 01 de dezembro e 31 de março.

Na reunião foram tratados assuntos referentes ao acompanhamento dos índices pluviométricos para a região até a presente data, e que determinam eventuais mudanças nos níveis de monitoramento de Observação, Atenção, Criticidade e Emergência. Tais níveis determinam a deflagração de ações preventivas e de resposta em casos de acidentes associados a escorregamentos e processos correlatos originados nas encostas da Serra do Mar, que eventualmente atinjam as instalações do Polo Industrial. Tais eventos podem gerar acidentes de caráter tecnológico associados à liberação de produtos de natureza química perigosa para o ambiente e para as comunidades da região.

Além do acompanhamento da operação do plano, foram feitas indicações para elaboração de um mapa com distribuição de todos os sistemas de monitoramento pluviométrico da área, que favoreça a futura integração entre os diferentes atores públicos e privados presentes na região, o que permitirá ampliar e refinar ainda mais o monitoramento. Tal ação, entre outras em curso, permitirá embasar os encaminhamentos para os ajustes e formalização do plano em bases formais por meio de Decreto Estadual e de Resolução da Casa Militar, que deverá ser viabilizado durante o ano de 2015, posteriormente ao final do atual período de Operação. Tais mudanças objetivam atualizar e regulamentar a operação do Plano, que passará a ser coordenado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) em consonância com os demais Planos Preventivos e de Contingência do Estado. A Secretaria Executiva continuará a ser exercida pela CETESB.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Secretário do Meio Ambiente inaugura nova sede do Instituto Geológico

 Ricardo Vedovello e Rubens Rizek
 Placa de inauguração
 Funcionários do Instituto Geológico
 
No dia 30/12/2014 o Secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA), Rubens Naman Rizek Júnior juntamente com a equipe do seu Gabinete visitaram a nova sede do Instituto Geológico (IG). O Diretor Geral do Instituto Geológico, Ricardo Vedovello fez um histórico das ações para obtenção e reforma da nova sede e agradeceu o apoio fundamental dos funcionários do IG e do Secretário do Meio Ambiente, Rubens Rizek para o sucesso da mudança.

O Secretário do Meio Ambiente destacou o espírito público da instituição e de seu diretor e congratulou os funcionários presentes pela nova sede. Juntamente com estes descerrou a placa comemorativa. Painéis exibiram fotos do antes e depois das instalações.

Com acompanhamento do Diretor Geral do Instituto Geológico, o secretário e convidados percorreram as dependências da nova sede do Instituto Geológico, localizado na Rua Joaquim Távora, 822, Vila Mariana - SP.