segunda-feira, 30 de março de 2015

Sistema de Informações sobre Riscos Geológicos no Estado de São Paulo, desenvolvido pelo Instituto Geológico, está entre os três melhores projetos do prêmio MundoGEO#Connect 2015




O trabalho intitulado: “SISTEMA GERENCIADOR DE INFORMAÇÕES SOBRE RISCOS GEOLÓGICOS NO ESTADO DE SÃO PAULO (SGI-RISCOS-IG): GEOTECNOLOGIA COMO SUBSÍDIO PARA TOMADA DE DECISÕES EM CENÁRIOS DE RISCO DE DESASTRES NATURAIS” foi indicado para premiação na categoria “Gestão Pública” do Prêmio MundoGEO#Connect, concorrendo com dezenas de outros projetos. O resultado final, com a definição do melhor projeto em cada categoria, será divulgado durante o evento, em 6 de maio de 2015.

O SGI-RISCOS-IG foi desenvolvido pelo Instituto Geológico, no âmbito da equipe do Programa Institucional de Gestão de Riscos de Desastres, com autoria de Antonio Carlos Moretti Guedes, Maria José Brollo e Francisneide Soares Ribeiro.

O que é o Prêmio MundoGEO#Connect

A Editora MundoGEO tem por missão conectar a comunidade geoespacial, indústria e associações, a fim de promover o fortalecimento e crescimento sustentável do mercado. Idealizadora do evento “MundoGEO#Connect LatinAmerica 2015, Conferência e Feira de Geomática e Soluções Geoespaciais”, atua na América Latina em soluções integradas de mídia e comunicação para o setor de Geomática e Soluções Geoespaciais. A empresa mantém a revista MundoGEO, o portal MundoGEO.com e promove dezenas de Webinars a longo do ano.

Em sua 5ª edição, o MundoGEO#Connect LatinAmerica 2015 instituiu o Prêmio MundoGEO#Connect, oportunidade para que profissionais, acadêmicos e estudantes concorram com seus trabalhos que usam atributos geográficos em 5 categorias: Educação, Infraestrutura e Utilities, Infraestruturas de Dados Espaciais, Gestão Pública, Meio Ambiente. No total foram recebidos mais de 100 trabalhos, avaliados por especialistas do setor geoespacial.

Conheça os outros projetos indicados por categoria AQUI

O projeto SGI-RISCOS-IG

Este projeto procura responder importantes questões sobre áreas de risco no Estado de São Paulo: Quantas são? Onde estão? Qual sua gravidade? Quantas pessoas são afetadas? Como conviver, mitigar ou eliminar estas situações de risco? Como integrar as informações com outros órgãos do Estado?

Assim, verificou-se a necessidade de elaborar um sistema gerenciador de informações sobre dois tipos de informações oriundas de ações do Instituto Geológico (IG-SMA) para prevenção de riscos de desastres:

- mapeamentos de áreas de risco a escorregamento, inundação, erosão e solapamento de margens. Desde 2004 o Instituto Geológico mapeou 42 municípios, por meio de cooperação técnica com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Meta para os próximos dois anos prevê o mapeamento de outros 50 municípios, por meio de projeto junto ao Banco Mundial.

- atendimentos emergenciais ocorridos nos Planos Preventivos de Defesa Civil e Planos de Contingência (operado em 129 municípios do Estado, desde 1988), com relatórios de vistorias e recomendações.

O SGI-RISCOS-IG, desenvolvido pelo Instituto Geológico com a consultoria da empresa Optimus GIS, permite a gestão integrada de riscos de desastres, subsidiando decisões de órgãos estaduais e municipais. Organiza e disponibiliza, no formato de webservices, os resultados de avaliações de risco a eventos geodinâmicos executados pelo IG.

Como resultados o SGI-RISCOS-IG oferece uma ferramenta WEB de visualização, consulta, entrada e edição de dados de Mapeamento de Áreas de Risco, acrescentando rapidez e praticidade no acesso a estas informações, por meio de uma interface georreferenciada baseada em ampla variedade de recursos.

Diferenciais importantes no SGI- RISCOS-IG são:

- possibilidade de administração avançada de usuários, com total flexibilidade de personalização de permissões de acesso;

- cadastramento de serviços de mapa produzidos por outras instituições definindo alta interoperabilidade ao sistema, segundo o padrão OGC;

- acesso pleno ao complexo banco de dados do sistema por meio de formulários integrados, com possibilidades de atualização das informações de risco e cadastrais;

- possibilidade de entrada de dados diretamente durante trabalhos de campo;

- funcionalidades de pesquisa avançada, com possibilidade de exportação de informações.

Estas e muitas outras funcionalidades oferecem ao SGI-RISCOS-IG um importante papel na gestão de risco no Estado de São Paulo.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Pesquisadora do Instituto Geológico proferiu palestra sobre nitrato nas águas subterrâneas em áreas urbanas no I Simpósio de Águas Subterrâneas de Mato Grosso do Sul (I SASMS)

Apresentação da pesquisadora Foto: Giovanni Figueiredo
Claudia Varnier durante a apresentação Foto: Daiana Porto (AF-UFMS)

A pesquisadora científica Claudia Varnier, do Núcleo de Hidrogeologia do Instituto Geológico (IG), proferiu a palestra “Nitrato nas águas subterrâneas em áreas urbanas: desafios atuais” no I Simpósio de Águas Subterrâneas de Mato Grosso do Sul (I SASMS), realizado entre os dias 22 e 24 de março de 2015, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo (Campo Grande, MS). Na ocasião, a pesquisadora ressaltou o cenário da contaminação das águas subterrâneas por nitrato em áreas urbanas do Estado de São Paulo, bem como a proposição de medidas de prevenção e mitigação deste problema.

O I SASMS contou com a participação de profissionais na área de recursos hídricos e meio ambiente. Foram proferidas, no total, 21 palestras que levaram à discussão temas como o monitoramento, fator social das águas subterrâneas, vulnerabilidade de aquíferos, águas subterrâneas e abastecimento público, gerenciamento de recursos hídricos, enfrentamento da crise hídrica, aquíferos transfronteiriços, particularidades jurídicas do uso das águas subterrâneas, entre outros. Além das palestras, destacam-se também duas mesas redondas, ao final de cada dia, com perguntas da plateia que fomentaram a discussão sobre a disponibilidade hídrica no Estado de Mato Grosso do Sul, qualidade e conflitos no uso da água subterrânea, além de retomar algumas dúvidas das palestras ministradas anteriormente.

A iniciativa do evento foi do Laboratório de Águas Subterrâneas e Áreas Contaminadas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (LASAC – UFMS), em parceria com o IMASUL, DNPM e financiado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (FUNDECT). O público alvo era composto, por técnicos nas áreas de recursos hídricos, alunos e docentes da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), bem como membros da sociedade civil. Maiores informações sobre o evento podem ser acessadas AQUI.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Últimos volumes da revista do Instituto Geológico disponibilizados no portal de periódicos eletrônicos em geociências


É com satisfação que informamos que os últimos volumes da Revista do Instituto Geológico (versão impressa ISSN 0100-929X , online ISSN 2176-1892) estão disponíveis para download no Portal de Periódicos Eletrônicos em Geociências – PPeGeo, resultado da parceria entre a Sociedade Brasileira de Geologia e o Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo.



A Revista do Instituto Geológico tem como finalidade publicar artigos relacionados às Geociências e áreas correlatas, inéditos e originais, de caráter científico ou tecnológico. A partir de 1980, a Revista dá sequência ao periódico do Instituto Geográfico e Geológico, o I.G.G. (1943-1968), e aos boletins científicos da Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo, editados desde 1889.

Diversos temas foram abordados nos últimos anos, entre eles, a vulnerabilidade natural dos sistemas aquíferos, a gestão das águas minerais, a caracterização tecnológica de matérias-primas, novos registros paleontológicos e paleoambientais, evolução geológica e geomorfológica no Estado de São Paulo, entre outros.

A Revista conta com um corpo consultivo permanente, externo à instituição, composto por eminentes cientistas brasileiros e estrangeiros, especializados em diferentes ramos das Geociências. Ela está sendo publicada a cores em suas versões impressa e digital, sem custo aos autores. Para todos os artigos da coleção está sendo atribuído o DOI.

A submissão de artigos científicos é muito bem-vinda.

Veja os artigos e instruções para submissão, clicando AQUI.

terça-feira, 10 de março de 2015

Instituto Geológico realiza vistorias em áreas de escorregamentos no Estado

 Atendimento em Eldorado
 Atendimento em Santana do Parnaíba
Croqui esquemático da ocorrência em Santana do Parnaíba

No dia 07/03/2015 uma equipe do Instituto Geológico (IG) formada pela geógrafa Rosangela do Amaral (IG), e pelo geólogo Vital Yuiti Assano (Pangea) realizaram vistoria em área de escorregamento no município de Eldorado, Vale do Ribeira, por solicitação da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) após colapso de edificações ocorridos no dia anterior.

O município de Eldorado registrou 165,4 mm de chuva no acumulado de 3 dias (65,4 mm superior ao parâmetro operacional de referência do Plano Preventivo de Defesa Civil – PPDC que é de 100 mm em 72 horas). Em decorrência do aumento da suscetibilidade do solo, um escorregamento atingiu um cômodo de uma residência na Rua Um. Foram avaliadas 8 casas, das quais 3 apresentaram risco iminente de ser atingidas por novos escorregamentos ou pela movimentação do material já mobilizado. As demais casas devem ser monitoradas até o final do período chuvoso.

Já no dia 08/03/2015 a mesma equipe realizou vistoria também no Santana do Parnaíba, Região Metropolitana de São Paulo, acompanhados pela CEDEC. No Bairro Jardim São Luís ocorreu um escorregamento que atingiu uma residência, ocasionando o desmoronamento parcial do imóvel, resultando em 3 vítimas fatais. Várias casas no topo e base do talude foram ameaçadas e tiveram suas estruturas comprometidas. No total o IG vistoriou 11 moradias em risco nas ruas Suécia e Uruguai.