segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Reunião do Conselho Estadual de Monumentos Geológicos (CoMGeo-SP) recebe convidados e discute outras possibilidades de conservação dos Monumentos Geológicos



No dia 27 de agosto de 2015 foi realizada a 12ª reunião do Conselho Estadual de Monumentos Geológicos (CoMGeo-SP), na sala de reuniões da sede do Instituto Geológico (IG). Presidida pelo Diretor Geral do IG, Ricardo Vedovello, a pauta incluiu a avaliação de metodologias de inventariamento do patrimônio geológico, a informação de exemplos de sucesso em gestão de geossítios e a discussão de possíveis instrumentos de conservação para os monumentos geológicos, por meio de legislação especifica.

Após a aprovação da ATA da última reunião, Ricardo realizou uma breve apresentação sobre as ações de fortalecimento institucional desenvolvidas pelo IG nos últimos anos.

Na sequência, o convidado Prof. José Brilha (Universidade do Minho de Portugal) apresentou a palestra “Gestão do Patrimônio Geológico de Portugal”, na qual explicou a metodologia utilizada para a criação do Inventário do Patrimônio Geológico de Portugal, bem como suas etapas, seus desafios e os riscos identificados na catalogação de mais de 300 geossítios em todo o País. Ressaltou ainda a importância fundamental da parceria entre vários órgãos públicos e privados, instituições de pesquisa e universidades.

A também convidada Patrícia Bastos Godoy Otero (Secretária Municipal do Meio Ambiente do Município de Itu) apresentou palestra sobre os “20 anos do Parque Geológico do Varvito e Ações de Gestão”, onde relatou a comemoração do aniversário de vinte anos de criação do Parque do Varvito de Itu e apresentou as ações de gestão e de conscientização dos moradores do município sobre o importante registro geológico ali observado. Destacou-se ainda as demais atividades e ações de parceria/cooperação da municipalidade com outras secretarias, órgãos e universidades.

Por fim, os membros do Conselho discutiram alguns instrumentos legais quanto à possibilidade de atender às características intrínsecas de cada geossítio e monumento geológico, bem como quanto à possibilidade dos mesmos em promover a adequada conservação do patrimônio geológico paulista.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Funcionários do Instituto Geológico participam de treinamento técnico de capacitação em Geociências

Estação Experimental de Mogi Guaçu
Estação Experimental de Mogi Mirim

O Instituto Geológico (IG), com o intuito de capacitar o seu quadro de funcionários e aprimorar o capital humano da Instituição, realizou mais um Treinamento Técnico em Geociências. O tema do treinamento, “Estudo do Meio - A Região Metropolitana de Campinas” foi organizado pela Pesquisadora do IG Mirian Ramos Gutjahr e contou com o auxílio dos Pesquisadores do Instituto Florestal (IF) Paulo Ricardo Brum Pereira e Ivan Suarez da Mota.

O treinamento foi composto por aula teórica (14 de agosto de 2012) e prática (19 a 21 de agosto de 2012) e teve como objetivo capacitar os funcionários de apoio à pesquisa na geografia da percepção, em especial a localização e orientação por meio de bússolas e cartas topográficas. A aula teórica abordou conteúdos como orientação geográfica, fundamentos de climatologia, noções básicas de geomorfologia, percepção da relação entre homem-natureza, entre outros. Além disso, a aula buscou demonstrar a base científica e os procedimentos envolvidos na tarefa de geolocalização em atividades de campo.

As atividades de campo foram realizadas em municípios adjacentes a região metropolitana de Campinas, nas cidades de Salto, Mogi Guaçu e Mogi Mirim. Foram visitados o Parque da Rocha Moutonnée, que é um dos monumentos geológicos declarados no Estado de São Paulo, o Parque Turístico das Cachoeiras e o Parque de Lavras. No Memorial do Rio Tietê os participantes puderam observar a poluição acumulada no rio. As Unidades de Conservação visitadas foram a Estação Experimental de Mogi Guaçu e Estação Experimental de Mogi Mirim, onde puderam observar os resquícios do Cerrado na região e as medidas de proteção e preservação deste bioma. Utilizando como base as cartas topográficas elaboradas pelo IBGE e bússolas, o curso proporcionou aos participantes o entendimento das coordenadas geográficas, as mudanças ocorridas ao longo do tempo geológico e as consequências da ocupação humana ao longo dos anos.

Nos anos anteriores, outros treinamentos técnicos foram oferecidos pelos pesquisadores aos demais funcionários das carreiras de apoio e assistentes de pesquisa científica e tecnológica do IG, conforme segue:






quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Pesquisador do Instituto Geológico participa de Simpósio sobre Redução de Risco e a Resiliência em Cabrália Paulista

Jair Santoro (foto de arquivo)

No dia 19 de agosto de 2015 o pesquisador do Instituto Geológico e geólogo Dr. Jair Santoro participou do Simpósio: “Redução do Risco de Desastres e a Resiliência no Meio Rural e Urbano” realizado no Anfiteatro Lázaro Valdir Cavarsan da Escola Técnica Estadual de Cabrália Paulista - SP.

A participação deu-se na 3° Mesa Redonda do dia, com o tema: “A Contribuição da Educação e da Inovação Tecnológica para a Resiliência”, onde apresentou aspectos conceituais de desastres naturais, os principais processos (como escorregamentos, erosão, inundações, colapso de solos), seus condicionantes, suas causas e consequências, com enfoque especial à região geográfica do simpósio. Também foram expostas formas de gestão de riscos associados aos processos, atualmente em andamento no âmbito estadual, como Planos Preventivos de Defesa Civil e Mapeamentos de Áreas de Riscos, além de apresentar aspectos da educação voltada a resiliência das cidades.

O Simpósio teve como um dos objetivos discutir e tomar decisões que contribuam para a implementação do Marco de Sendai para redução do risco de desastres no período de 2015/2030 no Brasil, visando à consecução da resiliência no meio rural e urbano e configurou-se como um marco inicial para um ciclo de debates fundamentais sobre prevenção de risco nos próximos anos.

Mais de 200 pessoas participaram do evento que foi organizado pelo Centro Integrado de Alerta de Desastres Naturais (CIADEN) da Agência de Inovação Inova Paula Souza/Etec de Cabrália Paulista do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETEPS), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC).

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Os resultados obtidos servirão de base para o planejamento de uso da água subterrânea e para estudos de detalhe da contaminação por nitrato.


No dia 14 de agosto de 2015, em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, o Secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Pinto Ferreira Braga Junior, e o Diretor Geral do Instituto Geológico (IG/SMA), Ricardo Vedovello, assinaram o Contrato que viabiliza recursos do FEHIDRO (Fundo Estadual de Recursos Hídricos) para a execução do Projeto de Pesquisa intitulado “Delimitação das Zonas Potenciais à Contaminação por Nitrato nas Águas Subterrâneas dos Sistemas Aquíferos Bauru e Guarani no Estado de São Paulo”.

O nitrato é o contaminante inorgânico de maior ocorrência em aquíferos no mundo devido à sua alta mobilidade e persistência. Uma das fontes potenciais de nitrato em áreas urbanas compreende os sistemas de saneamento, dos quais se destacam as fossas sépticas e negras, bem como as redes coletoras mal projetadas e executadas, sobretudo em locais de grande densidade populacional. No Estado de São Paulo, conforme os resultados do monitoramento da qualidade natural das águas subterrâneas efetuado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), concentrações de nitrato, muitas vezes excedendo o padrão de potabilidade, foram detectadas em inúmeros poços, especialmente naqueles que captam água do Sistema Aquífero Bauru (SAB). Situação semelhante também foi observada na porção aflorante do Sistema Aquífero Guarani (SAG).

O SAB é a maior unidade hidrogeológica do Estado em área de exposição e o mais vulnerável à contaminação antrópica. Cerca de 240 municípios (59%) das regiões centro-oeste e noroeste do interior paulista captam suas águas e, em 210 destes (87%), o abastecimento é integralmente feito por água subterrânea (CETESB 2010). O SAG, por sua vez, ocupa aproximadamente 143.000 km2 sendo que deste total, 15.000 km2 é aflorante, constituindo-se na área de recarga deste sistema aquífero no Estado de São Paulo. Adicionalmente, esta porção apresenta um índice de vulnerabilidade à contaminação da água subterrânea variando de médio a alto.

Esta situação, para ambos os sistemas aquíferos, tem preocupado usuários e gestores dos recursos hídricos nas esferas municipal e estadual. Tendo em vista a extensão e a complexidade do problema da contaminação das águas subterrâneas por nitrato no Estado de São Paulo, bem como a necessidade de ações imediatas para a solução deste problema, este projeto propõe uma abordagem regional voltada à identificação de zonas com potencial de contaminação por nitrato nas áreas urbanas dos municípios localizados nos Sistemas Aquíferos Bauru e Guarani (porção aflorante) no Estado de São Paulo. Os resultados obtidos servirão de base para o planejamento de uso da água subterrânea e para estudos de detalhe da contaminação por nitrato.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Obras do Acervo Histórico do Instituto Geológico recebem tratamento especial no IPEN


A Curadoria do Acervo Histórico do Centro Museu Geológico do Instituto Geológico (IG) em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) realizou a desinfestação e higienização por irradiação de 28 obras do acervo histórico do IG. Entre as obras estão relatórios e livros sujeitos a ataques de insetos xilófagos e ou fungos. O procedimento foi realizado no Irradiador Multipropósito de Cobalto-60 do Centro de Tecnologia das Radiações (CTR). O IPEN realiza esse serviço de conservação e preservação de bens culturais para instituições governamentais.

O método é bem simples, o material é embalado em caixas que são, então, irradiadas de forma a eliminar todo e qualquer vestígio dos insetos e fungos. A irradiação elimina os insetos em qualquer fase de sua vida, larvas ou pupas. O material, depois de irradiado, não necessita ficar de quarentena e pode ser manipulado livremente. Conforme afirma o Sr. Pablo Vásquez “não há qualquer perigo para as pessoas que lidam com o material porque não fica resíduos de radiação e o material fica completamente higienizado e livre dos insetos. A única coisa é que o lugar onde o material será reacondicionado deve ser monitorado para que fique, também, limpo e livre dos insetos evitando, assim, uma recontaminação.”

A radiação extermina basicamente qualquer tipo de resíduo do inseto, e essa é uma grande vantagem em relação a outros tratamentos (químico, atmosfera anóxia, etc.). A explicação é simples: a radiação gama proveniente do Cobalto-60 não possui energia suficiente para desestabilizar o núcleo do átomo, ou seja, é uma radiação cuja energia está abaixo do limiar de ativação da maior parte dos elementos, diferentemente do que ocorre, por exemplo, no bombardeamento por nêutrons no interior de um reator nuclear, que pode deixar traços de radioatividade no material. “Os objetos que passam por nosso procedimento não têm contato com o material radioativo”, assegura o pesquisador Pablo Vasquez, do CTR.

Em poucas horas, o material está livre de infestação, sem qualquer risco ao usuário ou necessidade de “quarentena”.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

SMA disponibiliza Plano de Informação das Unidades Homogêneas de Uso e Ocupação do Solo Urbano (UHCT) do Estado de São Paulo


A Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA), por meio da Coordenadoria de Planejamento Ambiental (CPLA), com a parceria técnica do Instituto Geológico (IG), contratou a elaboração das Unidades Homogêneas de Uso e Ocupação do Solo Urbano (UHCT) do Estado de São Paulo.

Este mapeamento foi elaborado no âmbito do projeto “Delimitação de sub-bacias, estruturação de base de dados do meio físico e delimitação de unidades homogêneas de uso e ocupação do solo urbano”, financiado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO).

A UHCT constitui um sistema de classificação hierarquizado e multinível. As entidades gráficas (polígonos) deste sistema, associadas à uma tabela de atributos, representam as menores unidades geográficas de análise do uso e do padrão da ocupação urbana, resultantes da associação ou combinação de diferentes elementos da paisagem que definem padrões espaciais específicos. Esta abordagem metodológica consiste na setorização ou parcelamento do território em áreas com características semelhantes quanto a determinados aspectos físicos, forma e textura intrínsecos da ocupação. Neste trabalho, as áreas urbanas de uso residencial/comercial/serviços foram classificadas quanto aos atributos: densidade da ocupação, estágio da ocupação e ordenamento urbano.

Para mais informações consulte a FICHA TÉCNICA

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Pesquisadores do Instituto Geológico participam do VI Simpósio de Vulcanismo e Ambientes Associados


Os pesquisadores do Instituto Geológico (IG) Amélia João Fernandes, Annabel Pérez Aguilar e Francisco de Assis Negri participaram do VI Simpósio de Vulcanismo e Ambientes Associados que ocorreu entre os dias 02 e 05 de agosto de 2015 no Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo (USP).

O Evento é uma reunião científica de caráter nacional, promovido pela Sociedade Brasileira de Geologia (SBG) desde 1999 e já passou por cidades como: Gramado (RS), Belém (PA), Cabo Frio (RJ), Foz de Iguaçu (PR) e Goiás Velho (GO).

Dentre as mais diversas sessões temáticas destaca-se seu aspecto plural, contemplando desde trabalhos de cunho mais acadêmico, como também aqueles voltados às áreas de geologia econômica e de petróleo e gás, consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico do país.

O pesquisador Francisco de Assis Negri, que também foi membro da Comissão Organizadora do evento, apresentou junto com a pesquisadora Amélia João Fernandes um trabalho intitulado: “Subhorizontal Fractures as Preferential Pathways for Groundwater flow in Serra Geral Aquifer System (São Paulo, Brazil) Originated Due to High Fluid Pressure in Entablature Basalts”, que pesquisou a importância das fraturas sub-horizontais no controle do fluxo de água subterrânea.

A pesquisadora Annabel Pérez Aguilar apresentou um trabalho intitulado: “Margarite-Corundum Schists and Topaz Schists: Metamorphic Products of Mesoproterozoic Oceanic High-Sulfidation Systems, Serra do Itaberaba Group, SP”, que pesquisou a gênese de minerais em atividade magmática-hidrotermal oceânica e os processos metamórficos posteriores, e relacionou-os como indicadores de reservas minerais.

Além de pesquisadores e professores universitários, o evento contou com a participação de alunos de graduação e de pós-graduação das escolas de geologia, geofísica e áreas afins de todo o Brasil.