quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Instituto Geológico participa do 15º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental em Bento Gonçalves (RS)

Lídia Keiko Tominaga coordenando a mesa redonda “Metodologias dos mapeamentos voltados ao planejamento urbano e à gestão de riscos” 
 Ricardo Vedovello recebendo o prêmio “Prêmio Fernando Luiz Prandini”
Estande de divulgação do Instituto Geológico

Entre os dias 18 e 21 de outubro de 2015 foi realizado na cidade de Bento Gonçalves (RS) o 15º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental (CBGE). O tema central do evento foi “Geologia de Engenharia e Ambiental em Áreas Urbanas - A Chave para um Desenvolvimento Sustentável”, considerando-se que um dos maiores desafios para a geologia de engenharia continua sendo a harmonização da ocupação humana com as potencialidades e restrições do meio físico, principalmente, nas grandes metrópoles. Neste sentido, o principal objetivo do congresso foi o de promover um amplo debate sobre as demandas com as quais os profissionais de Geologia de Engenharia e Ambiental se defrontam no seu dia a dia, assim como trazer para discussão os novos desafios para os quais estes profissionais deverão estar preparados em um futuro bastante próximo, se não imediatamente.

A sessão de abertura contou com a solenidade de entrega de prêmios. Neste ano o “Prêmio Fernando Luiz Prandini” foi concedido ao Diretor Geral do Instituto Geológico Dr. Ricardo Vedovello, pelo conjunto dos trabalhos e atividades desenvolvidas. Criado em 31 de março de 2011, o prêmio destina-se ao reconhecimento de associados da ABGE que tenham se destacado pela contribuição ao desenvolvimento da Geologia de Engenharia e Ambiental, notadamente nas aplicações ao Meio Ambiente. Vedovello revelou aos presentes no evento a satisfação em receber tal honraria que leva o nome de um profissional tão competente e admirado na área.

O Diretor também proferiu a palestra intitulada “Prevenção de desastres naturais e mudanças climáticas no Estado de São Paulo”, na seção técnica “Inserção da cartografia geotécnica e geoambiental e novas oportunidades de atuação”.

A pesquisadora Dra. Lídia Keiko Tominaga coordenou a mesa redonda “Metodologias dos mapeamentos voltados ao planejamento urbano e à gestão de riscos”, e apresentou o trabalho ”Gestão de riscos de desastres naturais no Estado de São Paulo”.

O especialista ambiental Eduardo de Andrade apresentou os seguintes trabalhos: “A redução dos riscos de desastres começa na escola: estudo de caso em Campos de Jordão”; e ”Aplicação de método semiquantitativo no mapeamento de perigos e riscos de inundação em escala local no município de Guaratinguetá-SP”.

O Instituto Geológico também marcou presença na divulgação e distribuição de publicações institucionais durante todo o evento, onde manteve um estande e atendimento realizado por sua equipe de comunicação. O evento reuniu cerca de 500 participantes entre especialistas nacionais e internacionais, pesquisadores, professores e estudantes.

Mais informações em http://www.abge.org.br/cbge2015

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Novo Volume da Revista do Instituto Geológico



O volume 35, nº 2, da Revista do Instituto Geológico está disponível para download no Portal de Periódicos Eletrônicos em Geociências – PPEGeo.

Neste volume foram abordados temas sobre análise morfológica em terrenos cársticos, mapeamento de perigo e risco de inundação, registro de fósseis vertebrados do Cretáceo Superior, morfometria de esporos fósseis e a evolução do conhecimento da Província Ígnea do Paraná.

A Revista do Instituto Geológico tem como finalidade publicar artigos relacionados às Geociências e áreas correlatas, inéditos e originais, de caráter científico ou tecnológico. A partir de 1980, a Revista dá sequência ao periódico do Instituto Geográfico e Geológico, o I.G.G. (1943-1968), e aos boletins científicos da Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo, editados desde 1889.

A Revista está sendo publicada a cores em suas versões impressa e digital, sem custo aos autores. Para todos os artigos da coleção está sendo atribuído o DOI.
Convidamos todos os colegas a submeterem artigos científicos para a Revista do Instituto Geológico.

Veja os artigos e instruções para submissão, clicando AQUI.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Curso de Percepção de Perigos e Riscos Geológicos é ministrado pelo IG para profissionais da Saúde no Município de Campos do Jordão (SP)






No período de 13 a 15 de outubro de 2015 o Instituto Geológico (IG) ministrou o 1º Curso de “Percepção de Perigos e Riscos Geológicos Voltado aos Agentes de Saúde do Município de Campos do Jordão (SP)”.
Este curso foi oferecido como mais uma atividade complementar ao Mapeamento das Áreas de Risco realizado pelo IG, no ano passado, e permitiu aos profissionais municipais a construção da percepção de risco por meio do contato com os conceitos ligados a Perigos e Riscos Geológicos (1º dia), da atividade de campo (2º dia) e do estudo da aplicação direta desse conhecimento nas atividades profissionais (3º dia).

O principal objetivo desta atividade é fornecer subsídios básicos para que esses profissionais possam desenvolver habilidades e competências voltadas ao enfrentamento dos desastres naturais, especialmente nas comunidades situadas em áreas de risco.

A capacitação das comunidades e das equipes municipais em percepção de risco é uma das ações postuladas pelo Decreto Estadual nº 57.512/11 (Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e Redução de Riscos Geológicos - PDN) e pela Lei Federal nº 12.608/12 (Política Nacional de Proteção e Defesa Civil - PNPDC) que objetivam o desenvolvimento sustentável e maior resiliência dos municípios frente aos desastres naturais.

A equipe do Instituto Geológico responsável pelo curso foi composta pelo Geógrafo Rogério Rodrigues Ribeiro, pela Geóloga Maria José Brollo, pelo Especialista Ambiental Eduardo de Andrade e pela Educadora Ambiental com ênfase em Geociências Márcia Vieira Silva. Esta realização contou também com o apoio da Defesa Civil Municipal (COMPEC), da Secretaria Municipal de Saúde, da Secretaria Municipal de Educação de Campos do Jordão, da Coordenadoria Regional de Defesa Civil (REPDEC) e da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEPDEC).

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Instituto Geológico apoia a realização do 14º Simpósio de Geologia do Sudeste


O 14º Simpósio de Geologia do Sudeste (SBG), o 8º do Cretáceo do Brasil e o VI Simpósio Nacional de Ensino e Histórias de Ciências da Terra (EnsinoGeo) acontecerão simultaneamente na cidade de Campos do Jordão (SP), entre os dias 26 a 29 de novembro de 2015, no Campos do Jordão Convention Center, localizado no Capivari. Os eventos são organizados pela Sociedade Brasileira de Geologia (SBG).

O Simpósio terá como tema central “A Importância dos Recursos Naturais na Economia Brasileira”, e contará com sessões técnicas nas áreas de: Bacias Sedimentares, Recursos Minerais e Hidrocarbonetos, Geotectônica e Evolução Crustal, Geodinâmica do Cenozoico, Geotecnologias, Ensino e Divulgação em Geociências e Geociências Aplicadas e Ambientais.

Espera-se mais de 600 participantes da área de Geociências, entre pesquisadores, profissionais e estudantes de graduação e de pós-graduação, além de profissionais de ensino. Serão apresentados trabalhos, como mesas redondas para debater os temas propostos.

O Instituto Geológico (IG) apoia a realização do evento, participando de mesas redondas, debates, apresentando trabalhos e estará com estande de divulgação, distribuindo publicações desenvolvidas na Instituição com resultados de trabalhos realizados pelos pesquisadores e técnicos.

Este ano o IG coordena uma Mesa Redonda intitulada: “Contexto Atual da Gestão de Riscos de Desastres no Estado de São Paulo”, que contará com a presença da Secretária do Meio Ambiente e do Secretário-chefe da Casa Militar e Coordenador Estadual de Defesa Civil.

Maiores informações sobre a Mesa Redonda coordenada pelo IG CLIQUE AQUI


Maiores informações sobre o evento CLIQUE AQUI

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Pesquisador do Instituto Geológico participa de evento sobre Mudanças climáticas na Faculdade Cásper Líbero





Nos dias 08 e 09 de outubro de 2015 a Faculdade Cásper Líbero realizou o evento “Mudanças climáticas e redução de riscos de desastres no Brasil: o papel e os desafios da comunicação”. O encontro ocorreu no Teatro Cásper Líbero e foi uma oportunidade para os profissionais de comunicação, cientistas e gestores fomentarem a troca de informações e boas práticas no campo da comunicação de riscos.

O Pesquisador Cláudio José Ferreira, Coordenador do Grupo de Pesquisa “Gestão de Riscos e Desastres relacionados a Eventos Naturais” do Instituto Geológico (IG) participou no dia 09 na Mesa-redonda intitulada “Redução de Riscos de Desastres: o papel da ciência e da academia”, onde abordou a relação do tema com o protocolo de Sendai, a diferença entre a produção de conhecimento e sua utilização, as características do raciocínio geológico, os desafios para a informação ser útil e utilizada e exemplos da atuação do Instituto Geológico.

A apresentação pode ser visualizada CLICANDO AQUI.

A Mesa-redonda teve como participantes o pesquisador Agostinho Ogura, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), os diretores dos Centros Universitários de Estudos e Pesquisas sobre Desastres de Santa Catarina (UFSC) e de São Paulo (USP) respectivamente Edesio Jungles e Carlos Morales, representando o Prof. Dr. Hugo Yoshizki.

CEDEC e IG realizam treinamento técnico para membros das Defesas Civis em Capão Bonito, representando o inicio das atividades relativas a Operação Verão 2015-2016




Nos dias 05 e 06 de outubro de 2015, os municípios de Capão Bonito, Itapeva, Taquarivaí, Itapetininga, Buri, São Miguel Arcanjo, Ribeirão Branco e Guapiara receberam o treinamento para operacionalização do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) e Operação Verão (OPOV) 2015/2016.

Realizado no município de Capão Bonito, o treinamento foi promovido pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) e teve o apoio técnico do Instituto Geológico (IG) e da empresa Somar Meteorologia.

O Geólogo Dr. Jair Santoro do IG, dissertou sobre definições e tipos de escorregamentos e conceitos de riscos geológicos, reconhecimento e tipos de feições de instabilidade e instruções para o preenchimento da ficha de vistoria técnica especifica para escorregamentos de encosta.

A meteorologista Marina Vicente Vieira, da empresa Somar Meteorologia, abordou temas como previsões meteorológicas, tipos de chuvas, boletins meteorológicos, leitura de pluviômetro manual e apresentou as tendências climáticas para o período de abrangência do Plano, que vai de 01 de dezembro de 2015 a 31 de março de 2016.

O 1º Ten. PM Marcelo Kamada, da CEDEC, falou sobre o funcionamento do Centro de Gerenciamento de Emergência da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, a das mudanças ocorridas na Operação dos Planos Preventivos de Defesa Civil (PPDCs) e falou da importância do Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e Redução de Riscos Geológicos (PDN). O Cap. PM Rudyard Panzarini Paiva, também da CEDEC apresentou o passo-a-passo da formalização de convênios entre a Casa Militar e os Municípios, além de analisar os aspectos mais importantes relativos a nova Lei de Defesa Civil nacional, 12.608 de 2012.

Este treinamento foi realizado no auditório da escola municipal Oscar Kurtz Camargo e reuniu cerca de 100 pessoas, entre agentes de Defesa Civil, técnicos das Prefeituras e do Estado, além de Policiais Militares e Bombeiros.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Instituto Geológico promove VII Seminário para redução de riscos e desastres


Nos dias 18 e 19 de novembro de 2015, o Instituto Geológico (IG), órgão da Secretaria do Meio Ambiente (SMA), promoverá o VII Seminário Estratégias para Redução de Riscos e Desastres a Eventos Geodinâmicos no Estado de São Paulo. O evento será realizado no auditório Augusto Ruschi, na sede da SMA, a partir das 8h30.

O evento tem com objetivo avaliar estratégias e ações de redução de risco e desastres em níveis local, estadual e nacional desenvolvidas em 2015. Será enfatizada as relações da gestão de risco de desastres com as mudanças climáticas, em atenção à realização, de 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015, da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21) e da gestão de risco de desastre no Setor de Logística e Transporte, em atenção às políticas setoriais do Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e de Redução de Riscos Geológicos (PDN), instituído pelo Decreto Estadual no 57.512, de 11 de novembro de 2011.

Visando fortalecer a cooperação para o pacto federativo será apresentado um balanço das ações dos Estados do Rio de Janeiro e Paraná, por meio dos respectivos serviços geológicos estaduais, DRM e MINEROPAR e no nível nacional as ações do Serviço Geológico Nacional (CPRM).

O temário abordará avaliação e mapeamento de risco, estratégias para evitar, reduzir, mitigar e erradicar o risco, monitoramento de risco e sistemas de informações e formas de capacitação e disseminação de agenda propositiva para gestão de risco de desastres.

O seminário é aberto a toda comunidade interessada no tema com foco em servidores públicos municipais e estaduais da área de gestão de risco e desastres, comunidade acadêmica e sociedade civil organizada. O perfil esperado dos participantes é o de gestores e executores de políticas públicas de redução de risco, acadêmicos envolvidos na melhoria da gestão de risco de desastres e transferência de conhecimento e profissionais dos segundo e terceiro setores que se interessem em prover serviços e suporte às políticas públicas de redução de risco de desastre.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Pesquisadora do Instituto Geológico apresenta projeto de pesquisa Internacional sobre a elevação do nível médio do mar

 Célia Regina de Gouveia Souza
Áreas estudadas

Pesquisadora do Instituto Geológico (IG) Célia Regina de Gouveia Sousa integra um grupo de cientistas internacionais que organizaram um workshop na Associação Comercial de Santos no dia 30 de setembro de 2015, com o objetivo de apresentar o projeto de pesquisa ao público.

O Projeto de pesquisa é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e se denomina “Uma estrutura integrada para analisar tomada de decisão local e capacidade adaptativa para mudança ambiental de grande escala: estudo de caso de comunidades no Brasil, Reino Unido e Estados Unidos”, cuja sigla é METROPOLE. O objetivo é realizar um estudo detalhado sobre a elevação do nível do mar com previsões até 2100 que envolve pesquisadores de várias instituições brasileiras (INPE, CEMADEM, USP, UNICAMP, IG/SMA), da americana University of Florida e da inglesa Kings College of London na análise e projeção desse aumento.

O município de Santos foi escolhido para o projeto por ser líder regional em sustentabilidade, por ter uma base de dados de mapeamento georreferenciado bem organizado e apresentar vulnerabilidades costeiras. Outras duas cidades participam do projeto: Condado de Broward (EUA) e Selsey (Inglaterra). O estudo oferece às cidades a possibilidade de se antecipar aos fenômenos naturais previstos. Esta é a primeira vez que o poder público tem em mãos uma pesquisa com nível de detalhamento tão alto de projeção do aumento do nível do mar e variações climáticas. As informações de impactos das mudanças climáticas poderão ser incorporadas nas ações de planejamento local.

O coordenador do Projeto, Dr. José Marengo do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (CEMADEM) e representante do Brasil no painel da ONU sobre mudanças climáticas, ressalta que a pesquisa é um alerta para a população se adaptar aos cenários apresentados, porém, se nada for feito, haverá sérios problemas com a elevação da ocorrência e intensidade das tempestades e ressacas. Mas tranquiliza completando que a elevação do nível do mar não significa que todas as pessoas ficarão com água na porta de suas casas.

A pesquisadora do IG Célia apresentou as áreas de estudo com maior risco de sofrerem impactos com as mudanças climáticas 2 km² na Zona sudeste, onde há cerca de 34 mil habitantes e 1.400 lotes fiscais, e de 11 km² na Zona noroeste, onde vivem 83 mil pessoas em 20 mil lotes. Os gráficos foram confeccionados com dados históricos de ressacas e tempestades divulgados em jornais desde 1960. Dados de Marégrafos e Satélites também foram usados na plataforma COAST (Costal Adaptation to Sea Level Rise Tool), onde foram elaborados modelos de projeções climáticas para 2050 e 2100, com cenários de aumento de nível do mar associado a tempestades. As previsões mínima, mediana e extrema para 2050 são de 18, 23 ou 30 cm, respectivamente. Para 2100, as projeções são de 36, 45 cm e 1 metro.

Além da pesquisadora do IG, também estão envolvidos no projeto os cientistas Lucí Hidalgo Nunes (Instituto de Geociências da Unicamp); Roberto Greco (Instituto de Geociências da Unicamp); Joseph Harari (Instituto Oceanográfico da USP); e da Prefeitura de Santos Ernesto Tabuchi (da Secretaria Municipal do Meio Ambiente) e Eduardo Hosokawa (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano).

Na parte da manhã foram distribuídos questionários para balizar as discussões da parte da tarde onde foram realizadas dinâmicas de grupo, com o objetivo de elaborar propostas que serão processadas e analisadas. No dia 01 de dezembro de 2015 os resultados serão apresentados ao público, assim como as medidas viáveis de adaptação da cidade e estimativa de custos. Com base nesse estudo, a prefeitura de Santos vai desenvolver um planejamento estratégico nas áreas relacionadas ao projeto.