quarta-feira, 18 de maio de 2016

Instituto Geológico participa do III Congresso da Sociedade de Análise Latino Americana em São Paulo

 Rosangela do Amaral
 Cristina Boggi S. Raffaelli
Pedro Carignato Basílio Leal

Nos dias 10 a 13 de maio de 2016 foi realizado na cidade de São Paulo, na sede do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) o “III Congresso da Sociedade de Análise Latino Americana SRA-LA”.

O evento foi realizado pela Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE) e a Society for RisksAnalysis - LatinAmerica (SRA-LA). Com o tema geral “Desenvolvimento e Riscos no Contexto Latino Americano”, teve como objetivo destacar o papel da análise de riscos como ferramenta de auxílio à tomada de decisões técnicas e políticas para comunicar, atender e prevenir riscos em suas diversas formas.

No dia 12 a pesquisadora Dra. Lídia Keiko Tominaga do Instituto Geológico (IG) coordenou a “Sessão Técnica de palestras sobre Riscos Naturais e a Gestão das Cidades”, onde foram apresentados trabalhos técnico-científicos sobre o tema desenvolvidos na Prefeitura de São Paulo, Universidade Federal do ABC e Universidad de Caldas (Colombia).

Foram apresentados os seguintes pôsteres com trabalhos do IG: “Áreas suscetíveis ao risco geotécnico - quando convém a propriedade pública?” e “Causas da redução do risco de escorregamentos e de inundações em núcleos residenciais do município de Poá, SP, no período 2006-2015”, pela assistente de pesquisa Cristina Boggi S. Raffaelli; “O uso de cartilhas na divulgação da prevenção de riscos aos desastres naturais para o público infantil: a percepção sobre deslizamentos de encostas e erosão continental”, pela pesquisadora científica Rosangela do Amaral e “Mapeamento de perigo de escorregamento na bacia hidrográfica do Rio Grande de Ubatuba - Ubatuba (SP): comparação dos métodos analítico e sintético”, pelo assistente de pesquisa Pedro Carignato Basílio Leal.

Durante o evento foram distribuídas publicações institucionais de divulgação científica para o público presente que reuniu cerca de 200 participantes entre especialistas nacionais e internacionais, pesquisadores, professores e estudantes.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Pesquisa inédita analisa fóssil de morcego do acervo do Instituto Geológico


Equipamento utilizado na análise 
Fóssil do Morcego 

Um estudo inédito coordenado pelo Dr. Leandro de Oliveira Salles do Museu Nacional (UFRJ/RJ) pretende analisar o fóssil de morcego do acervo do Instituto Geológico (IG) utilizado o moderno e recente equipamento de tomografia computadorizada do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

O fóssil de morcego faz parte do Acervo Paleontológico do IG da curadora e pesquisadora Maria da Saudade A. S. Maranhão e atualmente encontra-se exposto ao público no Museu Geológico – MUGEO no Parque da Água Branca, em Perdizes, sendo um dos três exemplares expostos conhecidos em toda a América.

Coletado na cidade de Tremembé, na desativada mineradora Nossa Senhora da Guia nos anos 50, o fóssil do morcego foi o primeiro fóssil de mamífero encontrado na Formação Tremembé. Na época foi identificado e descrito por Paula Couto em 1956 como Tadarida faustoi, já em 1984 Legendre fez um estudo comparativo com outros fósseis e morcegos recentes de vários gêneros e subgêneros, datando-o entre 33 milhões há 23 milhões de anos, propondo então a mudança do gênero para Mormopterus, atribuindo-lhe um novo subgênero (Neomops), designando-o como Mormopterus (Neomops) faustoi. Em geral, fósseis de morcegos são raros e pouco estudados, pois a fragilidade de seus ossos dificulta a conservação e fossilização.

A pesquisa inédita realizada em fósseis de morcegos no Brasil com a análise das imagens tridimensionais obtidas pelo tomógrafo computadorizado será possível detectar com precisão as estruturas ósseas presentes, principalmente a dentição, auxiliando na compreensão das relações filogenéticas. O exemplar analisado possui grande importância científica pelo seu ineditismo, curiosamente é o único mamífero procedente dos folhelhos pirobetuminosos (rocha formada em um antigo lago há 28-24 milhões de anos), na Formação Geológica Tremembé os demais fósseis de mamíferos procedem de camadas de argila.

Atualmente os morcegos representam um quarto de toda as espécies de mamíferos do mundo, são pelo menos 1.116 espécies que são responsáveis por 60% da recuperação das florestas, sendo imprescindíveis para a manutenção do ecossistema, regeneração das matas e para o equilíbrio da cadeia alimentar.