segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Instituto Geológico lança Sistema de Classificação Unidades Territoriais Básicas, Mapas de Perigo, Vulnerabilidade e Risco do Estado de São Paulo e Cadastro de Eventos Geodinâmicos, Acidentes e Desastres de 50 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista e Litoral Norte

Cadastro de Eventos Geodinâmicos, Acidentes e Desastres

O IX Seminário: Estratégias para Redução de Riscos e Desastres a Eventos Geodinâmicos no Estado de São Paulo, realizado em 07/12/2017, no Auditório Augusto Ruschi, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, contou com o lançamento do “Sistema de Classificação Unidades Territoriais Básicas” – UTB” do Estado de São Paulo, seus cinco produtos derivados: Mapa de Perigo de Escorregamento e Inundação; Mapa de Vulnerabilidade de Áreas do tipo Residencial/Comercial/Serviços; Mapas de Riscos de Escorregamento e Inundação das Áreas do tipo Residencial/Comercial/Serviços, do Estado de São Paulo e o cadastro de Eventos Geodinâmicos, Acidentes e Desastres de 50 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista e Litoral Norte.

O plano de informação UTB, mapas associados e o Cadastro de Eventos Geodinâmicos, Acidentes e Desastres inserem-se na estratégia do Instituto Geológico de atender o preconizado na PEMC – Política Estadual de Mudanças Climáticas (Lei Estadual nº 13.798/2009), no PDN – Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e de Redução de Riscos Geológicos (Decreto Estadual nº 57.512, de 11/11/2011) e na Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei Federal 12.608/2012). O uso destes produtos está previsto no desenvolvimento do Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado de São Paulo, na diretiva Solo, do Programa Verde e Azul, no Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo, na metodologia de elaboração de planos de manejo da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, dentre outros projetos e programas em andamento no Estado de SP.

O sistema de classificação UTB foi obtido a partir da interseção dos planos de informação das Unidades Básicas de Compartimentação (UBC), lançado em 2014) e das Unidades Homogêneas de Uso e Cobertura da Terra e Padrão da Ocupação Urbana (UHCT), lançado em 2016. O Plano de Informação (PI) UTB foi utilizado na análise de riscos de áreas de uso residencial/comercial/serviços aos processos de escorregamento planar e de inundação, com um detalhamento compatível com a escala de análise 1:50.000. O método de análise de risco à processos geodinâmicos inclui a identificação e caracterização das variáveis que compõem a equação do risco, que incluem: perigo, vulnerabilidade e dano potencial. A modelagem envolveu, inicialmente, a seleção dos fatores de análise que tem influência direta sobre os processos considerados e, posteriormente, a aplicação de fórmulas, regras e pesos aos fatores considerados para a estimativa dos índices simples e compostos de cada variável da equação de risco.

O Cadastro georreferenciado de eventos geodinâmicos de 50 municípios das regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Litoral Norte, no período 1993-2013 é um dos produtos do Projeto de Transporte Sustentável de São Paulo, Componente 3 – Gestão de Riscos de Desastres. Este projeto tem como objetivo a promoção da incorporação de parâmetros e atributos da gestão de risco de desastres a eventos geodinâmicos nos planos estratégicos, gerenciais e operacionais do Setor de Logística e Transporte, bem como promover a eficiente implementação do Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e Redução de Riscos Geológicos do Estado de São Paulo (Decreto 57.512/2011). O Cadastro foi desenvolvido com base nas fontes: a) Notícias veiculadas na mídia impressa e eletrônica; b) Bancos de dados e/ou cadastros (formato digital ou não) disponíveis em instituições públicas e privadas, em particular de órgãos estaduais e municipais de defesa civil, operadoras e concessionárias das rodovias estaduais e federais; c) Interpretação de produtos de sensoriamento remoto de alta resolução. O georreferenciamento dos eventos e acidentes cadastrados foi feito a partir das informações originais, através de correlação toponímica com base de logradouros, incorporando ainda, para localização espacial, os dados obtidos através da interpretação de imagens de sensoriamento remoto de alta resolução. Cada item ou módulo do Cadastro contém um Banco de Dados e um plano de informações espacializadas de acordo as fontes.

Informações detalhadas sobre o sistema UTB, seus produtos derivados e do Cadastro de Eventos Geodinâmicos, Acidentes e Desastres podem ser obtidas nas respectivas Fichas Técnicas que descrevem os procedimentos metodológicos. Nos links abaixo são disponibilizados os arquivos em formatos geográficos (shapefile e kmz) e em formato pdf.


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

IX Seminário Estratégias para Redução de Riscos e Desastres no Estado de São Paulo aponta caminhos para a governança de risco







No dia 07 de dezembro de 2017 foi realizada a nona edição do Seminário: “Estratégias para Redução de Riscos e Desastres a Eventos Geodinâmicos do Estado de São Paulo”.


Organizado pela Secretaria do Meio Ambiente e pela Secretaria da Casa Militar, por meio do Instituto Geológico (IG) e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), o evento ocorre anualmente desde 2009 e tem sido um fórum significativo na avaliação de estratégias e ações de redução de risco e desastres em níveis local, estadual e regional, divulgação das atividades do Programa do Estado de São Paulo de Prevenção de Desastres Naturais e de Redução de Riscos Geológicos (PDN), e abordando temas de avaliação e mapeamento de risco, estratégias para evitar, reduzir, mitigar e erradicar o risco, monitoramento e sistemas de informações e formas de capacitação e disseminação de agenda propositiva de gestão de risco de desastres dentro das políticas públicas.

Participaram da cerimônia de abertura Maurício Brusadin, secretário estadual do Meio Ambiente; Tenente Coronel PM Anderson Lima de Oliveira, Diretor do Departamento de Defesa Civil da CEDEC (representando a secretária-chefe da Casa Militar e coordenadora estadual da Defesa Civil, Coronel PM Helena dos Santos Reis) e Luciana Martin Rodrigues Ferreira, Diretora Geral do IG.

Durante a cerimônia foi assinado um aditivo do Acordo de Cooperação Técnica entre o IG e a CEDEC, visando à prestação de apoio técnico, assessoria e atendimento emergencial em situações de riscos geológico-geotécnicos em áreas abrangidas por planos preventivos de contingência de defesa civil.



As apresentações enfatizaram as relações da gestão de risco de desastres com as ações de defesa e proteção civil, a inserção do tema na gestão municipal dos 645 municípios do Estado de São Paulo, via Programa Verde e Azul, o planejamento territorial metropolitano e o papel da Câmara Temática Riscos Ambientais Urbanos, do Conselho de Desenvolvimento Metropolitano da Região Metropolitana de São Paulo, os programas do Setor de Saúde para os desastres, perdas econômicas relacionadas às inundações em Santa Catarina, potencial climático para proliferação do mosquito Aedes Aegypti e inventário de eventos, acidentes e desastres em 50 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista e Litoral Norte..

Os organizadores esperam que as instituições participantes estabeleçam uma agenda de trabalho e de aprofundamento dos temas do evento, em especial, a melhoria e compartilhamento de cadastro de eventos e danos, o entendimento de conceitos e métodos de mapeamento de risco e suas relações com as mudanças climáticas, em busca do fortalecimento dos vínculos institucionais e da melhoria da gestão de risco de desastres nos próximos anos.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

IG e CEDEC finalizam etapa de cursos preparatórios para o início da Operação Verão 2017/2018 nos municípios que operam o Plano Preventivo de Defesa Civil

Geólogo Dr. Jair Santoro em Pariquera-Açu


A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) finalizou as oficinas preparatórias para as atividades voltadas para a Operação Verão 2017/2018. Participaram das oficinas além da CEDEC, o Instituto Geológico (IG) e a empresa SOMAR meteorologia.

As oficinas preparatórias ocorreram nos meses de outubro e novembro e visaram o treinamento dos municípios que operam os Planos Preventivos de Defesa Civil (PPDC). O PPDC tem como objetivo o monitoramento das áreas de risco a escorregamentos e visa a remoção preventiva dos moradores que ocupam estas áreas.

A última região do Estado a receber a oficina foi a REDEC Baixada Santista e a oficina foi realizada em Cubatão nos dias 23 e 24 de novembro onde o Geólogo Dr. Jair Santoro ministrou sobre aspectos dos riscos geológicos e noções sobre procedimentos e reconhecimento de situações potencialmente perigosas aos escorregamentos de encostas e ações preventivas e capacitou em torno de 100 participantes a entender e preencher a ficha de vistoria de campo. Veja abaixo onde e quando ocorreram as Oficinas:

  • 19 e 20 de outubro em Itatiba, Regional Campinas (90 municípios);
  • 24 e 25 de outubro em Pariquera-Açu, Regional Registro (14 municípios);
  • 26 e 27 de outubro em Itapeva (32 municípios);
  • 31 de outubro e 01 de novembro em São José dos Campos e Litoral Norte (39 municípios);
  • 07 e 08 de novembro na Região Metropolitana de São Paulo (39 municípios);
  • 09 e 10 de novembro em Sorocaba (47 municípios) e
  • 23 e 24 de novembro em Cubatão, Regional Baixada Santista (9 municípios).

As Oficinas Preparatórias para a Operação Verão (OPOVs) foram ministradas sempre com 2 dias de curso, no primeiro com aulas teóricas e no segundo aulas práticas, que envolvem preenchimento de ficha de vistoria de campo, leitura de pluviômetros e simulado de mesa para a operação do Plano. As OPOVs foram muito bem recebidas e avaliadas positivamente pelos participantes e contaram com uma média de público de 150 pessoas.

Este é o 29º ano de operação do PPDC e a Operação Verão 2017/2018 tem o seu início em 1º de dezembro de 2017 e vigência até 31 de março de 2018, podendo ou não ser prorrogado. Neste período, equipes técnicas do IG permanecerão em regime de plantão (24 horas por dia, 7 dias por semana) para eventuais situações de emergência e que necessitem de vistorias técnicas.

Atualmente são monitorados, por meio do PPDC, 175 municípios e o Plano está estruturado em níveis operacionais – OBSERVAÇÃO, ATENÇÃO, ALERTA e ALERTA MÁXIMO – e para cada nível operacional existem as ações correspondentes. Está baseado em um tripé técnico, que inclui:
  • o acompanhamento das chuvas de cada município, com a leitura diária do acumulado de chuvas de 24 horas, e o cálculo do acumulado de chuvas de 3 dias;
  • o acompanhamento das previsões meteorológicas;
  • e a realização de vistorias de campo, quando o nível operacional entra em ATENÇÃO.
No dia 01 de dezembro de 2017 ocorreu a abertura oficial das atividades do PPDC 2017/2018, realizada no Palácio dos Bandeirantes, na Casa Militar do Estado de São Paulo. Informações em www.defesacivil.sp.gov.br. No dia 07 de dezembro de 2017 aconteceu o IX Seminário: “Estratégias para Redução de Riscos e Desastres a Eventos Geodinâmicos no Estado de São Paulo”. CLIQUE AQUI para saber mais sobre o evento.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Exposição fotográfica “Os Rios da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo – 1886 a 1910”



A exposição fotográfica “Os Rios da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo – 1886 a 1910” será relançada ao público no dia 23 de novembro de 2017, com a realização de palestras sobre o tema e as perspectivas atuais e futuras de uma de suas instituições originárias: o Instituto Geológico (IG).

A realização da exposição é uma parceria entre o IG, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA) e a UMAPAZ – Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura da Paz, da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo.


Organizada pelo Museu Geológico, do IG, a mostra tem como objetivo apresentar a atuação da Comissão Geográfica e Geológica (CGG) nas expedições de reconhecimento do território paulista ocorridas ao longo do final do século XIX e início do século XX, realizada por pesquisadores e naturalistas famosos como Theodoro Sampaio, Albert Loefgren, Orville Adelbert Derby, João Pedro Cardoso, Francisco de Paula Oliveira, Luiz Felipe Gonzaga de Campos, entre outros, no percurso dos principais rios do estado de São Paulo. 

Com a curadoria do geólogo Dr. Fernando Alves Pires, pesquisador científico do IG e diretor do Museu Geológico, a exposição tem a proposta de ser itinerante, percorrendo diversos municípios e permitindo que um número maior de pessoas tenha a oportunidade de visitá-la. 

A mostra esteve exposta em shopping da cidade de Botucatu no primeiro semestre deste ano, e por meio da parceria com a UMAPAZ, se permitirá mais uma vez o acesso do público da capital a esse rico acervo de fotos. 

A exposição estará aberta ao público até o dia 24 de janeiro de 2018, no seguinte local e horários: 

Local: UMAPAZ – Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz, Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo Endereço: Parque Ibirapuera, Av. IV Centenário, 1268 – Jd. Lusitânia – Portão 7 A do Parque Ibirapuera. 

Horário: Segunda-feira a sexta-feira, das 07 às 18 horas e sábados, 08 às 12 horas. 

Entrada gratuita

A Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo 

A história da Comissão Geográfica e Geológica se remete aos processos de transformação ocorridos no início do século XX no Estado de São Paulo, principalmente aqueles relacionados às mudanças da paisagem natural decorrentes do processo de ocupação do território paulista e da apropriação econômica dos recursos naturais. A comissão foi patrocinada pela elite cafeeira, que via em seus trabalhos a possibilidade de aumentar a produção e, também, sua influência política. A CGG realizou estudos, levantamentos cartográficos e relatos detalhados da geografia, geologia, climatologia, botânica, hidrografia e zoologia, da então Província de São Paulo e posterior Estado de São Paulo. O trabalho realizado serviu de base para a ocupação territorial das áreas até então consideradas “desconhecidas” no Estado. 

Entre suas realizações destacam-se as expedições exploratórias aos grandes rios paulistas, e, assim como os antigos Bandeirantes, os pesquisadores utilizaram essas vias naturais de transporte para iniciar os levantamentos científicos. Os trabalhos da CGG duraram até 1931, e quase tudo que se realizou em pesquisas (mapas, relatórios, documentos fotográficos, além de equipamentos), passaram a pertencer aos diversos órgãos e instituições de pesquisa dela originadas, como o Instituto Geológico, os Institutos de Botânica, Florestal, Geográfico e Cartográfico, Astronômico e Geofísico (USP), dentre outros, além de museus, como o Museu Geológico (MUGEO), do IG, e os de Zoologia e o Paulista (Ipiranga). 

A exposição é composta por fotos que retratam as expedições realizadas entre 1886 a 1910, como aquelas que percorreram o rio Paranapanema, em 1886; os rios Paraná, Tietê, Feio ou Aguapeí e do Peixe, em 1905, e a expedição ao rio Grande e afluentes, em 1910.



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Exposição fotográfica “Os Rios da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo – 1886 a 1910” é apresentada no Parque do Ibirapuera

Cartaz de divulgação

A exposição fotográfica “Os Rios da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo – 1886 a 1910” será relançada ao público no dia 23 de novembro de 2017, com a realização de palestras sobre o tema e as perspectivas atuais e futuras de uma de suas instituições originárias: o Instituto Geológico (IG).

A realização da exposição é uma parceria entre o IG, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA) e a UMAPAZ – Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura da Paz, da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo.

Organizada pelo Museu Geológico, do IG, a mostra tem como objetivo apresentar a atuação da Comissão Geográfica e Geológica (CGG) nas expedições de reconhecimento do território paulista ocorridas ao longo do final do século XIX e início do século XX, realizada por pesquisadores e naturalistas famosos como Theodoro Sampaio, Albert Loefgren, Orville Adelbert Derby, João Pedro Cardoso, Francisco de Paula Oliveira, Luiz Felipe Gonzaga de Campos, entre outros, no percurso dos principais rios do estado de São Paulo.

Com a curadoria do geólogo Dr. Fernando Alves Pires, pesquisador científico do IG e diretor do Museu Geológico, a exposição tem a proposta de ser itinerante, percorrendo diversos municípios e permitindo que um número maior de pessoas tenha a oportunidade de visitá-la.

A mostra esteve exposta em shopping da cidade de Botucatu no primeiro semestre deste ano, e por meio da parceria com a UMAPAZ, se permitirá mais uma vez o acesso do público da capital a esse rico acervo de fotos.

Nesta edição serão realizadas palestras no dia de abertura da exposição – 23 de novembro de 2017 – com a presença da Dra. Silvana Pettinato Lucio, que desenvolveu tese recentemente sobre tema pela FAU/USP. Haverá, em seguida, uma palestra da Diretora Geral do IG, Ms. Luciana Martin Rodrigues Ferreira, que abordará as perspectivas atuais e futuras da instituição, uma das instituições originárias da CGG, conforme segue:

Programação – 23 de novembro de 2017

9:30h – Abertura

10:00h – Palestras e debate:

“A ação da Comissão Geográfica e Geológica na apropriação e produção do território paulista entre 1905 e 1931” – Silvana Pettinato Lucio, Doutora em Arquitetura e Urbanismo/FAU-USP

“Da Comissão Geográfica e Geológica ao Instituto Geológico: perspectivas atuais e futuras” – Luciana Martin Rodrigues Ferreira, Diretora Geral do Instituto Geológico

A exposição estará aberta ao público até o dia 24 de janeiro de 2018, no seguinte local e horários:

Local: UMAPAZ – Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz, Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo

Endereço: Parque Ibirapuera

Av. IV Centenário, 1268 – Jd. Lusitânia – Portão 7 A do Parque Ibirapuera.

Horário: Segunda-feira a sexta-feira, das 07 às 18 horas e sábados, 08 às 12 horas.

Entrada gratuita.

A Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo

A história da Comissão Geográfica e Geológica se remete aos processos de transformação ocorridos no início do século XX no Estado de São Paulo, principalmente aqueles relacionados às mudanças da paisagem natural decorrentes do processo de ocupação do território paulista e da apropriação econômica dos recursos naturais. A comissão foi patrocinada pela elite cafeeira, que via em seus trabalhos a possibilidade de aumentar a produção e, também, sua influência política.

A CGG realizou estudos, levantamentos cartográficos e relatos detalhados da geografia, geologia, climatologia, botânica, hidrografia e zoologia, da então Província de São Paulo e posterior Estado de São Paulo. O trabalho realizado serviu de base para a ocupação territorial das áreas até então consideradas “desconhecidas” no Estado.

Entre suas realizações destacam-se as expedições exploratórias aos grandes rios paulistas, e, assim como os antigos Bandeirantes, os pesquisadores utilizaram essas vias naturais de transporte para iniciar os levantamentos científicos. Os trabalhos da CGG duraram até 1931, e quase tudo que se realizou em pesquisas (mapas, relatórios, documentos fotográficos, além de equipamentos), passaram a pertencer aos diversos órgãos e instituições de pesquisa dela originadas, como o Instituto Geológico, os Institutos de Botânica, Florestal, Geográfico e Cartográfico, Astronômico e Geofísico (USP), dentre outros, além de museus, como o Museu Geológico (MUGEO), do IG, e os de Zoologia e o Paulista (Ipiranga).

A exposição é composta por fotos que retratam as expedições realizadas entre 1886 a 1910, como aquelas que percorreram o rio Paranapanema, em 1886; os rios Paraná, Tietê, Feio ou Aguapeí e do Peixe, em 1905, e a expedição ao rio Grande e afluentes, em 1910.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Novo volume da Revista do Instituto Geológico disponível

Capa

Informamos que o novo volume da Revista do Instituto Geológico (38-1) já está disponibilizado para consulta. A Revista do IG é semestral e de acesso aberto, e publica artigos relacionados às Geociências e áreas correlatas, inéditos e originais, de caráter científico ou tecnológico. Destina-se também à publicação de revisões, notas prévias, comentários, críticas e réplicas de artigos de temas ligados às Geociências. A partir de 1980, a Revista dá sequência ao periódico do Instituto Geográfico e Geológico, o I.G.G. (1943-1968), e aos boletins científicos da Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo, editados desde 1889. A Revista está indexada em bases nacionais e internacionais, tais como: SCOPUS, GeoRef, Latindex, Zoological Record, Periódicos CAPES, Portal de Periódicos Eletrônicos em Geociências – PPeGeo.

Acesse o último volume da revista (38-1) e os demais volumes da coleção no Portal de Periódicos Eletrônicos em Geociências – PPEGeo, no link:




Convidamos todos os colegas a submeterem artigos científicos para a Revista do Instituto Geológico.

Atenciosamente,
O Corpo Editorial

Sumário do volume 38(1):

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Instituto Geológico Organizou e Participou do XVI Congresso da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTUDOS DO QUATERNÁRIO – ABEQUA

 Abertura
Sessão de posters


“Mudanças Climáticas no Passado e no Presente: Conhecer para Entender as Consequências no Futuro”

De 21 a 27 de outubro de 2017 aconteceu o XVI Congresso da Associação Brasileira de Estudos do Quaternário – ABEQUA em Bertioga (município da região metropolitana da Baixada Santista, litoral de São Paulo). O evento celebrou os 30 anos de realização de congressos e o tema central foram as mudanças climáticas ocorridas no Quaternário e no presente, suas diferentes causas e efeitos na evolução do território brasileiro, bem como o papel do homem nessa evolução.

A pesquisadora científica do Instituto Geológico (IG), Profa. Dra. Celia Regina de Gouveia Souza, Presidente do Comitê Organizador e também Presidente da ABEQUA, presidiu a abertura do Congresso. Na cerimônia de abertura foi realizada homenagem ao Prof. Kenitiro Suguio, do Instituto de Geociência da USP, membro fundador e sócio honorário da ABEQUA, pelos seus 50 anos de contribuição aos estudos do Quaternário no Brasil.

Nos dias 23 a 25 os pesquisadores científicos do IG, Dr. Cláudio José Ferreira e MSc. Denise Rossini Penteado, ministraram um minicurso intitulado: “Análise da vulnerabilidade de núcleos residenciais a eventos geodinâmicos no SIG Quantum GIS”.

No dia 23 a pesquisadora científica Profa. Dra. Célia Regina de Gouveia Souza ministrou a palestra “Evolução da Paisagem na Planície Costeira de Bertioga”, numa atividade noturna e aberta a todo o público da região.

No dia 27 foi realizada uma excursão científica pela região, com o tema “Evolução Morfotectônica da Planície Costeira de Bertioga e Implicações no Desenvolvimento da Paisagem”, organizada pelos profs. Drs. Celia R. de Gouveia Souza, Francisco Ladeira (IGc-Unicamp) e Lucia Rossi (IBt-SMA/SP) e na qual participaram 30 pessoas.

Participaram do XVI Congresso da Associação Brasileira de Estudos do Quaternário cerca de 200 pessoas, entre pesquisadores e profissionais das áreas afins, de instituições públicas e privadas, estudantes de pós-graduação e graduação, gestores públicos, além de representantes de organizações não governamentais vinculadas à temática apresentada. Foram apresentados 266 trabalhos, entre exposições orais e em poster.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Instituto Geológico promove IX Seminário para redução de riscos e desastres


No dia 07 de dezembro de 2017, o Instituto Geológico (IG), da Secretaria do Meio Ambiente (SMA) e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civi (CEDEC), da Casa Militar, promoverão o IX Seminário Estratégias para Redução de Riscos e Desastres a Eventos Geodinâmicos no Estado de São Paulo. O evento será realizado no auditório Augusto Ruschi, na sede da SMA, a partir das 8h30



O evento tem como objetivo avaliar estratégias e ações de redução de risco e desastres desenvolvidas em 2017, em diferentes níveis governamentais. Serão enfatizadas as relações da gestão de risco de desastres com as mudanças climáticas e o impacto dos desastres na sociedade e na área da Saúde.


O seminário é aberto à toda comunidade interessada no tema com foco em servidores públicos municipais e estaduais da área de gestão de risco e desastres, comunidade acadêmica, sociedade civil organizada e setor empresarial. O perfil esperado dos participantes é o de gestores e executores de políticas de redução de risco, quer sejam públicas, do setor produtivo ou da sociedade civil organizada e acadêmicos envolvidos na melhoria da gestão de risco de desastres.



INSCRIÇÕES ENCERRADAS


Para visualizar a Programação CLIQUE AQUI

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

IG e CEDEC iniciam etapa de cursos preparatórios para a Operação Verão 2017-2018

 Geólogo Dr. Jair Santoro do IG
Participantes


A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) iniciou as oficinas preparatórias para as atividades voltadas para a Operação Verão 2017/2018. Participam das oficinas além da CEDEC, o Instituto Geológico (IG) e a empresa SOMAR meteorologia.

As oficinas preparatórias ocorrem nos meses de outubro e novembro e visam o treinamento dos municípios que operam os Planos Preventivos de Defesa Civil (PPDC). O PPDC tem como objetivo o monitoramento das áreas de risco a escorregamentos e visam a remoção preventiva dos moradores que ocupam estas áreas.

Estão previstos os treinamentos em todas as regionais da Defesa Civil que operam o PPDC, sendo que a primeira região do Estado a receber a oficina foi a REDEC Campinas (I-5), que contempla 90 municípios, em Itatiba nos dias 19 e 20 de outubro onde o Geólogo Dr. Jair Santoro do IG ministrou sobre aspectos dos riscos geológicos e noções sobre procedimentos e reconhecimento de situações potencialmente perigosas aos escorregamentos de encostas e ações preventivas e capacitou os mais de 200 participantes a usar e preencher a ficha de vistoria de campo em sala de aula analisando uma situação concreta de risco geológico.

Atualmente são monitorados, por meio do PPDC, 175 municípios em várias regionais do Estado, que são: Registro (14 municípios); São José dos Campos e Litoral Norte (39 municípios); Itapeva (32 municípios); Campinas (90 municípios); Baixada Santista (9 municípios); Sorocaba (47 municípios) e Região Metropolitana de São Paulo (39 municípios).

Este é o 29º ano de operação do PPDC e a Operação Verão 2017/2018 tem o seu início em 1º de dezembro de 2017 e vigência até 31 de março de 2018, podendo ou não ser prorrogado.

O Plano está estruturado em níveis operacionais – OBSERVAÇÃO, ATENÇÃO, ALERTA e ALERTA MÁXIMO – e para cada nível operacional existem as ações correspondentes. Está baseado em um tripé técnico, que inclui:
  • o acompanhamento das chuvas de cada município, com a leitura diária do acumulado de chuvas de 24 horas, e o cálculo do acumulado de chuvas de 3 dias;
  • o acompanhamento das previsões meteorológicas;
  • a realização de vistorias de campo.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O Instituto Geológico (IG) participou do XV Diálogo Interbacias de Educação Ambiental em Recursos Hídricos

 Banner do Evento
Kit dos participantes
 Abertura do evento
Participantes

O Instituto Geológico (IG) esteve presente no XV Diálogo Interbacias de Educação Ambiental em Recursos Hídricos, que aconteceu entre os dias 16 a 18 de outubro de 2017, na cidade de São José do Rio Preto – SP.

Cerca de 350 pessoas participaram do encontro, que nesta edição contou com um evento simultâneo intitulado: Encontro Regional Sudeste “Gestão Participativa e Social da Água” que contou com a participação de representantes dos Comitês de Bacias de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Este encontro objetivou apresentar e dialogar sobre a participação social e compartilhada na gestão das águas e serviu de preparatório para o 8º Fórum Mundial da Água, que será realizado de 18 a 23 de março de 2018, em Brasília.

O Diálogo Interbacias é um Projeto de Educação Ambiental, contínuo e permanente de integração de ações educativas dos 21 Comitês das Bacias Hidrográficas que proporciona entre outros fatores a construção de valores e a aquisição de conhecimentos, atitudes e habilidades voltadas para a participação responsável na Gestão das Águas, com objetivo de discutir e avaliar os resultados da educação ambiental e a gestão dos recursos hídricos no Estado de São Paulo. As discussões, minicursos e diálogos ocorrido no evento sempre tiveram como foco a reflexão sobre como os comitês devem gerenciar os recursos hídricos da região. Como devemos informar, ensinar e melhorar a participação da população que faz parte da bacia hidrografia, na preservação dos mananciais.

O IG possui uma política de fomentar a divulgação do conhecimento das geociências, por meio de publicações que são baseadas em resultados das pesquisas científicas e atividades técnicas desenvolvida pelos seus colaboradores e pesquisadores. A parceria do IG com o evento já está consolidada a alguns anos com a oportunidade de divulgar para os participantes, os membros dos Comitês de Bacias Hidrográficas, prefeitos municipais, vereadores, educadores, técnicos de órgãos públicos e privados, ambientalistas e da sociedade civil em geral, um pouco desta divulgação científica que pretende ajudar a entender o meio ambiente que vivemos.

Ao final do evento, houve a mobilização para a participação dos representantes dos comitês no “8º Fórum Mundial da Água” que ocorrerá em Brasilia – DF em março de 2018. O governador do Conselho Mundial da Água e Presidente da Rede Brasil de Organismos de Bacias o Sr. Lupércio Ziroldo Antonio, que apresentou a dinâmica do fórum, com palestras e discussões sobre o uso da água no mundo, suas perspectivas e divulgação para a população sobre o cuidado com o precioso recurso mineral necessário para toda a vida. Mais informações podem ser obtidas no site http://www.worldwaterforum8.org

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Ação programada de desenvolvimento e proteção de águas subterrâneas no Estado de São Paulo 2017-2020

Capa

Denominado “Ação programada de desenvolvimento e proteção de águas subterrâneas no Estado de São Paulo”, o documento propõe projetos e ações consideradas prioritárias, para o período de 2017-2020. Representa o resultado do esforço coletivo e coordenado de um Grupo de Trabalho Interinstitucional, composto de profissionais da área de hidrogeologia das instituições públicas que atuam no Estado. A iniciativa de planejamento visa promover coesão e sinergias institucionais, evitar sobreposições de recursos e potencializar resultados. É importante mencionar que o documento se alicerça na revisão dos avanços alcançados no período anterior, entre 2007 e 2015, sob a égide do então denominado Programa Ambiental Estratégico Aquíferos e sua sequência.

A exploração de água subterrânea no Estado de São Paulo é intensa, e, com a expansão da atividade econômica e do comprometimento das águas superficiais pela poluição, a tendência do incremento no seu uso é realidade factual. A totalidade dos municípios utiliza total ou parcialmente água subterrânea para o abastecimento, seja através da rede pública, ou fontes privadas. Portanto, trata-se de fonte de extrema importância para a manutenção da segurança hídrica do Estado.



Sobre o logotipo

A Imagem do logotipo expressa o papel que o Grupo de Trabalho Aquíferos (GTA) almeja desempenhar para a sociedade e meio ambiente do Estado de São Paulo.

O âmbito de atuação do GTA do Estado de São Paulo, representados no centro da imagem. A curva que contorna este ponto central apresenta 3 cores que se encadeiam sucessivamente, ou seja, estão em movimento. Tudo começa com o verde, que representa as necessidades que surgem na sociedade e no ambiente por ela habitado. Em curva ascendente, do verde passamos ao azul, que representa o âmbito do conhecimento, da vida cultural. Assim, idealmente, as necessidades da sociedade devem ser percebidas por aqueles que tem a capacidade de produzir conhecimento e, com este conhecimento, oferecer soluções. Na fase final do caminho, já na curva descendente, encontra-se o vermelho, que representa o mundo real, onde tudo acontece. Desta forma, o conhecimento e as soluções oferecidas chegam ao mundo prático e são efetivamente aplicadas. Com isto um ciclo se fecha, e outros poderão ser iniciados: novas necessidades, novos conhecimentos e novas aplicações.

Assim o GTA através da Ação Programada em Águas Subterrâneas, tem como objetivo perceber as necessidades que a sociedade do Estado de São Paulo tem com relação aos recursos hídricos, produzir conhecimento adequado para oferecer soluções, e engajar-se na sociedade para que as soluções sejam aplicadas na prática.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Planos de Contingência frente a riscos de eventos geodinâmicos em trechos rodoviários conta com recursos do BIRD

Estrada vicinal em Cubatão 2013

Contratação de pessoa jurídica para prestação de serviços técnicos especializados para elaboração de Planos de Contingência frente a riscos de eventos geodinâmicos em trechos rodoviários das Unidades Básicas de Atendimento (UBA), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), de Caraguatatuba, Mogi das Cruzes e São Vicente.

O Estado de São Paulo e o Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD) firmaram o Contrato de Empréstimo nº 8.272 – BR, datado de 24 de setembro de 2013, para desenvolver o PROGRAMA DE TRANSPORTE, LOGÍSTICA E MEIO AMBIENTE (PROJETO DE TRANSPORTE SUSTENTÁVEL DO ESTADO DE SÃO PAULO). Parte dos recursos será utilizada para a contratação de instituições visando à prestação de serviços de consultoria, dentre os quais a elaboração de Planos de Contingência frente a riscos de eventos geodinâmicos em trechos rodoviários das Unidades Básicas de Atendimento (UBA), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), de Caraguatatuba, Mogi das Cruzes e São Vicente.

O objetivo geral do trabalho é promover a incorporação de parâmetros e atributos da gestão de risco de desastres a eventos geodinâmicos nos planos estratégicos, gerenciais e operacionais do Setor de Transportes, bem como promover a eficiente implementação do Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e Redução de Riscos Geológicos do Estado de São Paulo (PDN) (Decreto 57.512/2011).

O prazo para a entrega da manifestação de interesse e respectiva documentação é até às 16 horas do dia 27/10/2017 (horário de Brasília), no endereço abaixo:

Departamento de Estradas e Rodagem (DER/SP) – Unidade de Coordenação de Programas Rodoviários (UCPR)
Att. Engº Rubens Cahin
Avenida do Estado nº 777, 2º andar, Sala 2123, Bom Retiro – São Paulo – SP,
CEP 01107-000 – Brasil Tel/fax: (55-11) 3311-2285

Maiores informações podem ser encontradas AQUI

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Instituto Geológico participa do IV Workshop de Águas Subterrâneas dos Comitês da Agência PCJ

 Pesquisadora do IG Mara Iritani
Mesa redonda “Águas Subterrâneas e Cidades”

O IV Workshop de Águas Subterrâneas dos Comitês e da Agência PCJ foi realizado nos dias 25 a 27 de setembro de 2017, com o tema “Compartilhando Experiências” na cidade de Rio Claro, SP. O encontro foi organizado pela Câmara Técnica de Águas Subterrâneas (CT-AS) dos Comitês PCJ (Comitês das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), a coordenação da CT-AS é composta pelo Prof. Didier Gastmans (coordenador) do Centro de Estudos Ambientais (CEA) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), e pela pesquisadora Sibele Ezaki (coordenadora adjunta) do Instituto Geológico (IG).

O aumento populacional e da atividade econômica fez com que as águas subterrâneas adquirissem uma importância cada vez maior em nossa sociedade, principalmente no interior do Estado, por isso o objetivo do encontro foi o de aprofundar o debate sobre o uso e a gestão das águas subterrâneas. O evento contou com palestras e mesas redondas abordando temas sobre a outorga e regularização de poços, e também sobre o uso, monitoramento e proteção da água subterrânea.

A pesquisadora do IG Mara Iritani, participou da mesa redonda “Águas Subterrâneas e Cidades”, apresentando uma palestra sobre a importância da proteção de poços de abastecimento público, com foco na sua preservação e utilização racional frente ao cenário de aumento populacional nas cidades localizadas nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que hoje contam com cerca de 5,5 milhões de habitantes.

Em sua palestra a pesquisadora mostrou os principais resultados de um projeto financiado pelo FEHIDRO, que abordou a questão da delimitação de perímetros de proteção de poços, principalmente no Sistema Aquífero Bauru, que culminou em uma publicação intitulada: Cadernos do Projeto Aquíferos – Sistema Aquífero Bauru: delimitação de perímetros de proteção de poços de abastecimento público. Essa questão também já havia sido tema de outra publicação intitulada: Cadernos do Projeto Ambiental Estratégico Aquíferos – Roteiro Orientativo para Delimitação de Área de Proteção de Poço, ambas em versões eletrônicas e disponíveis para o público.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Técnicos do Instituto Geológico e da Defesa Civil realizam vistoria em área de risco em Itaquaquecetuba

Representantes da CEDEC, COMDEC e IG

Técnicos da equipe do Núcleo de Geologia de Engenharia e Ambiental do Instituto Geológico (IG) estiveram no dia 28 de setembro de 2017 no município de Itaquaquecetuba realizando vistoria em local afetado por solapamento de margem do Rio Tietê no Bairro Vila Sônia. A solicitação para a vistoria veio a pedido da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), da Casa Militar do Estado de São Paulo, depois que ocorreu um colapso de estrutura de moradias na última segunda-feira (25). Além dos técnicos do IG, participaram representantes da CEDEC, da Prefeitura Municipal de Itaquaquecetuba e da Defesa Civil Municipal.

Logo após o solapamento e colapso de algumas moradias, a equipe da Defesa Civil Municipal foi acionada e iniciou os procedimentos emergenciais, onde constatou risco alto e determinou a interdição definitiva de 6 moradias, destruídas ou parcialmente destruídas e a interdição temporária de mais 50 moradias.

Durante a vistoria os técnicos do IG recomendaram à equipe municipal que continue com o monitoramento permanente da área quanto à evolução dos danos já observados, atentando-se para o surgimento de novas feições de instabilidade (trincas e rachaduras) nos taludes marginais e nas próprias moradias e monitore o aumento do nível da água do rio e das condições meteorológicas (chuvas e tempestades).

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Instituto Geológico disponibiliza online Boletins do Instituto Geográfico e Geológico – IGG

Capas dos Boletins do Instituto Geográfico e Geológico (IGG)


No final de 2016 a equipe do Centro de Comunicação Técnico-Científica do Instituto Geológico (IG), em conjunto com o Núcleo Curadoria do Acervo Histórico realizaram a digitalização dos boletins Instituto Geográfico e Geológico (IGG). Ao todo foram digitalizados e disponibilizados 34 boletins que agora poderão ser acessadas por pesquisadores, estudantes e público interessado.

Com recursos próprios, todo o processo de digitalização e edição digital durou aproximadamente um ano. Os boletins ficarão disponíveis no site do IG (http://igeologico.sp.gov.br/publicacoes/boletim-igg/). Em Janeiro deste ano o IG já havia disponibilizado 21 Boletins da Comissão Geographica e Geologica (CGG) (http://igeologico.sp.gov.br/publicacoes/boletim-cgg/). A próxima etapa será disponibilizar os boletins do Instituto Geológico (1976-presente).

O Boletim do IGG foi um periódico editado em fascículos com designação numérica e/ou cronológica, em intervalos pré-fixados (periodicidade), por tempo determinado (1939-1975), com a colaboração de um ou mais autores, tratando de assuntos sobre Geociências e áreas correlatas. Foram publicações de conteúdo técnico-científico com informações baseadas em resultados experimentais ou não, que poderiam conter informações e/ou observações de cunho científico ou de divulgação emitindo opiniões que se apresentam sob a forma de boletim.

Criado em 2010 o Núcleo Curadoria do Acervo Histórico tem como objetivo identificar, organizar, descrever, preservar e divulgar o acesso às informações de uma importante documentação relativa aos estudos geocientíficos que nortearam a ocupação do solo no Estado de São Paulo. O arquivo abrange o período entre 1886 e 1975 e seu objetivo maior é permitir o fácil acesso às informações contidas na documentação para pleno uso dos cidadãos e dos pesquisadores.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Geólogo do IG ministrou palestra sobre desastres naturais a alunos do Ensino Médio

Jair Santoro durante a palestra

No último dia 14/09/2017, o Dr. Jair Santoro, geólogo e pesquisador Científico do Instituto Geológico (IG), ministrou palestra no SESI-SP unidade Ermelino Matarazzo, Zona Leste de São Paulo.

A palestra abordou temas relacionados aos desastres naturais e teve como objetivo passar aos alunos do terceiro ano do ensino médio algumas noções básicas sobre movimentos gravitacionais de massa, erosão, enchentes, inundações e alagamentos bem como discutir mecanismos de intervenção quando da ocorrência destes processos. A palestra teve a duração de duas horas e contou com a participação aproximada de 100 alunos.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Programa Habitacional em áreas de Risco de Ibiúna é Apoiado por Avaliação Técnica do IG

Vistoria na área que será atendida

No dia 05 de setembro de 2017, técnicos do Instituto Geológico (IG) estiveram em Ibiúna atendendo demanda da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) e da Defesa Civil Municipal que solicitou apoio na identificação e priorização de moradias localizadas em uma área de risco na qual residem aproximadamente 150 famílias e que deverão ser incluídas em programa habitacional da CDHU. Este programa prevê a disponibilização 70 (setenta) unidades habitacionais até o final deste ano, sendo que as demais deverão ser atendidas no decorrer de 2018.

Na reunião de trabalho que antecedeu a visita técnica ao local, estiveram presentes os Secretário Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano e o Secretário de Governo e Segurança.

Acompanharam os trabalhos de campo a Coordenadora Municipal de Defesa Civil, engenheiros da própria Defesa Civil Municipal e da Secretaria de Meio Ambiente, além de técnicos da Assistência Social e da Secretaria de Habitação do Município.

Nos próximos dias será apresentado relatório técnico, que também deverá conter sugestões para a futura gestão da área.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Gestão de riscos de desastres: retomados os trabalhos de revisão do Plano de Trabalho do PDN


Grupo de Articulação de Ações Executivas (GAAE) 

Na manhã de hoje (23/08/2017) ocorreu reunião do Grupo de Articulação de Ações Executivas (GAAE) do Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e de Redução de Riscos Geológicos (PDN) Este grupo reúne representantes de diversas secretarias de governo com o objetivo de viabilizar ações conjuntas com impacto direto na prevenção de perdas e na gestão de riscos de desastres naturais. A coordenação do grupo é realizada pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil – Casa Militar, sendo a Secretaria Executiva exercida pelo Instituto Geológico (SMA-SP).

Nesta data assumiram a Secretaria Executiva do GAAE-PDN os novos representantes do Instituto Geológico: Eduardo de Andrade (titular) e Rogério Rodrigues Ribeiro (suplente).

Durante a reunião foram atualizadas as informações sobre ações concluídas e as que estão em andamento em cada um dos órgãos participantes, foi exposto o atual andamento do Componente 3, do Programa de Transporte, Logística e Meio Ambiente (PTLMA) do Projeto Transporte Sustentável, com financiamento do Banco Mundial. O Componente 3 inclui, dentre outras ações importantes a avaliação e mapeamento de áreas de risco, o monitoramento de áreas de risco e um sistema de gestão de informações destas áreas. Foi ressaltado que este projeto se coaduna com o “Plano de trabalho de curto e médio prazo (2012-2020)” do PDN.

Ficou também estabelecido que para a próxima reunião, a ser realizada em outubro, será apresentado relatório atualizado da atuação do GAEE-PDN desde sua criação em 2011. Também será encaminhada pauta preliminar para a próxima reunião do Comitê Deliberativo do PDN, que é formado por Secretários de várias pastas do executivo do governo do Estado.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Pesquisadora do Instituto Geológico apresenta os resultados do projeto de pesquisa Internacional sobre a elevação do nível médio do mar em Santos

Dra. Célia Regina de Gouveia Sousa

A pesquisadora do Instituto Geológico (IG) Dra. Célia Regina de Gouveia Sousa participou de workshop realizado no dia 17 de agosto de 2017 no Teatro Guarany em Santos. Na ocasião a pesquisadora, que integrou um grupo de cientistas internacionais, apresentou ao público os resultados do projeto de pesquisa sobre a elevação do nível do mar que utilizou modelamento digital de projeções climáticas para estimar a elevação do nível do mar e danos em Santos neste século.

O Projeto de pesquisa foi totalmente financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) [Proc. 2012/51876-0] e se denomina “Uma estrutura integrada para analisar tomada de decisão local e capacidade adaptativa para mudança ambiental de grande escala: estudo de caso de comunidades no Brasil, Reino Unido e Estados Unidos”, cuja sigla é METROPOLE. O objetivo foi realizar um estudo detalhado sobre a elevação do nível do mar com previsões até 2100 que envolveu pesquisadores de várias instituições brasileiras (INPE, CEMADEM, USP, UNICAMP, IG/SMA), da americana University of Florida e da inglesa Kings College of London na análise e projeção desse aumento.

O município de Santos foi escolhido para o projeto por ser líder regional em sustentabilidade, por ter uma base de dados de mapeamento georreferenciado bem organizado e apresentar vulnerabilidades costeiras. Outras duas cidades participam do projeto: Condado de Broward (EUA) e Selsey (Inglaterra). O estudo ofereceu às cidades a possibilidade de se antecipar aos fenômenos naturais previstos. Esta foi a primeira vez que o poder público tem em mãos uma pesquisa com nível de detalhamento tão alto de projeção do aumento do nível do mar e variações climáticas. As informações de impactos das mudanças climáticas poderão ser incorporadas nas ações de planejamento local sem custo algum ao município.

A pesquisadora do IG Célia apresentou as áreas de estudo com maior risco de sofrerem impactos com as mudanças climáticas 2 km² na Zona sudeste, onde há cerca de 34 mil habitantes e 1.400 lotes fiscais, e de 11 km² na Zona noroeste, onde vivem 83 mil pessoas em 20 mil lotes. Os gráficos foram confeccionados com dados históricos de ressacas e tempestades divulgados em jornais desde 1960. Dados de Marégrafos e Satélites também foram usados na plataforma COAST (Costal Adaptation to Sea Level Rise Tool), onde foram elaborados modelos de projeções climáticas para 2050 e 2100, com cenários de aumento de nível do mar associado a tempestades. As previsões mínima, mediana e extrema para 2050 são de 18, 23 ou 30 cm, respectivamente. Para 2100, as projeções são de 36, 45 cm e 1 metro.

Além da pesquisadora do IG, também estão envolvidos no projeto os cientistas Dr. José Marengo do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (CEMADEM), que é o coordenador do Projeto e representante do Brasil no painel da ONU sobre mudanças climáticas; Lucí Hidalgo Nunes (Instituto de Geociências da Unicamp); Roberto Greco (Instituto de Geociências da Unicamp); Joseph Harari (Instituto Oceanográfico da USP); e da Prefeitura de Santos Ernesto Tabuchi (da Secretaria Municipal do Meio Ambiente) e Eduardo Hosokawa (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano).

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Cadernos do Projeto Aquíferos nº 6

Capa

Essa publicação compreende a síntese dos resultados de um projeto voltado à implantação do Perímetro de Alerta e à manutenção da proteção sanitária dos poços de abastecimento público, que foi desenvolvido pela parceria entre o Instituto Geológico e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas e contou com apoio financeiro do FEHIDRO. O estudo foi desenvolvido em 120 municípios abastecidos pelo Sistema Aquífero Bauru e apresenta um diagnóstico geral das condições da proteção sanitária dos poços e uma proposta de delimitação do Perímetro de Alerta. Acompanham a publicação, um Sistema Visualizador de Informações Georreferenciadas.

Cadernos do Projeto Aquíferos – Sistema Aquífero Bauru: delimitação de perímetros de proteção de poços de abastecimento público CLIQUE AQUI

A publicação também inclui o Sistema Visualizador de Informações Georreferenciadas, desenvolvido na plataforma do programa Google Earth™ para facilitar a visualização pelo leitor do Perímetro de Alerta proposto CLIQUE AQUI

Fichas de Poços com indicação do Perímetro de Alerta proposto. CLIQUE AQUI

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Mostra de fotos sobre a Comissão Geográfica e Geológica termina em Botucatu

 Entrada do Shopping
 Painéis da Exposição
Público interagindo com os painéis

A Exposição “Os rios da Comissão Geográfica e Geológica – Documentos do Passado – 1886 a 1910”, termina hoje no Shopping Botucatu localizado na Avenida Marginal 200, 1050 – Botucatu, na mídia local a exposição ficou conhecida como “Retratos de uma Terra Desconhecida”. Amostra ficou exposta desde o dia 06 de junho e termina no dia de hoje, 27 de junho.

A exposição foi parceria entre o Museu Geológico Valdemar Lefèvre – MUGEO do Instituto Geológico – SMA/SP e da Secretaria Municipal do Verde de Botucatu através do Departamento de Educação Ambiental em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. A expectativa da exposição seria uma reflexão sobre as mudanças ocorridas na paisagem e uma percepção sobre os recursos hídricos da região, pois a cidade de Botucatu pertence à Bacia Hidrográfica de Panapanema e o Rio Pardo é o principal recurso hídrico da cidade.

A população local e de cidades da região como São Manuel, Pratânia, Pardinho além de alguns visitantes de outras cidades como Belo Horizonte, segundo o livro de registro da exposição, aproveitaram a visita ao shopping e apreciaram as fotos antigas apresentadas na exposição. Segundo comentário do morador da cidade de Botucatu o senhor Wanderley Marcio Pinto em passeio com o filho e esposa que – “… achou interessantes as fotos, pois mostra uma realidade diferente da que existe hoje” – entre outros comentários.

A exposição itinerante tem a proposta de percorrer vários municípios que integram as varias áreas de pesquisa da Comissão Geografia e Geológica de São Paulo origem de vários institutos de pesquisa do Estado de São Paulo, mostrando a paisagem e as dificuldades de fazer pesquisa em áreas inexploráveis no interior da cidade de São Paulo.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Pesquisadora do Instituto Geológico e Coordenadora do Grupo de Trabalho Nitrato apresenta publicação em Reunião da Câmara Técnica de Águas do CRH


 Prévia da publicação
Seção geológica esquemática do Estado de São Paulo. Fonte: modificado de DAEE et al.(2005)

No dia 21 de junho de 2017, a pesquisadora do Núcleo de Hidrogeologia do Instituto Geológico e Coordenadora do Grupo de Trabalho Nitrato junto à Câmara Técnica de Águas Subterrâneas do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo (CTAS-CRH), Claudia Varnier, apresentou a versão preliminar da publicação “Nitrato nas Águas Subterrâneas: Desafios Frente ao Panorama Atual”. A apresentação ocorreu durante a Reunião da CTAS, realizada no Instituto Biológico, em São Paulo (SP).

Esta publicação, elaborada pelo grupo de trabalho e ainda em fase final de consolidação, apresenta um panorama sobre o nitrato nas águas subterrâneas, abrangendo questões como ocorrência, fontes potenciais de contaminação, efeitos à saúde humana, métodos de remediação de aquíferos, exemplos de tratamento de água e custos associados, além da proposição de medidas e estratégias para proteção, prevenção e mitigação do problema.

Uma vez concebida e divulgada, a publicação compreenderá um material de referência inédito em São Paulo e, talvez, no País, destinado principalmente à consulta pelos órgãos gestores de recursos hídricos e de saúde pública, além de profissionais especializados no campo das águas subterrâneas.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Mostra reúne fotos da Comissão Geográfica e Geológica em Botucatu

 15 painéis montados no corredor do Shopping Botucatu
15 painéis montados no corredor do Shopping Botucatu

O Shopping Botucatu abriga desde o último dia 06 de junho a exposição temporária “Os rios da Comissão Geográfica e Geológica – Documentos do Passado – 1886 a 1910”, que reúne fotos de antigas paisagens registradas durante as expedições feitas por diversos rios paulistas, no final do século XIX e início do século XX.

A iniciativa foi do Museu Geológico (MUGEO) e da Secretaria Municipal do Verde de Botucatu, contando com o apoio do Shopping Botucatu, que está localizado na Avenida Marginal 200, 1050 (Castelinho) – Botucatu – SP, Telefone: (14) 3880-5555. A exposição que celebra a Semana do Meio Ambiente pode ser visitada até o dia 26 de junho, de segunda a sábado, das 10h às 22h e Domingos e feriados das 14h às 20h. A entrada é franca.

Exposição Itinerante

Organizada pelo MUGEO, do Instituto Geológico (IG) da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA), a mostra tem como objetivo apresentar a história da Comissão Geográfica e Geológica e da hidrografia paulista, além de suscitar reflexões sobre as mudanças ocorridas na paisagem natural do Estado de São Paulo ao longo de mais de cem anos.

Com a curadoria do geólogo Fernando Alves Pires, do IG, a exposição tem a proposta de ser itinerante, percorrendo diversos municípios e permitindo que um grande número de pessoas tenha oportunidade de visitá-la.

Comissão Geográfica e Geológica

Criada pelo governo da província de São Paulo para estudos de solos, rios, fauna e flora, a Comissão Geográfica e Geológica (CGG) atuou de 1886 a 1931 e deu origem ao Instituto Florestal, Instituto de Botânica, Instituto Geológico e Museu Geológico (MUGEO), hoje ligados à Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Outras instituições de pesquisa também tiveram origem na Comissão, como é o caso do Instituto Geográfico e Cartográfico, além de instituições ligadas a Universidade de São Paulo, como o Instituto Astronômico e Geofísico, Museu Paulista e Museu de Zoologia.

A história da Comissão Geográfica e Geológica remete aos processos de transformação ocorridos no início do século XX no Estado de São Paulo. Principalmente aqueles relacionados às mudanças da paisagem natural decorrentes do processo de ocupação do território paulista e da apropriação econômica dos recursos naturais. A comissão foi patrocinada pela elite cafeeira, que via em seus trabalhos a possibilidade de aumentar a produção e, também, sua influência política.

A CGG realizou relatos, levantamentos cartográficos e estudos detalhados de geografia, geologia, climatologia, botânica, hidrografia e zoologia. O trabalho realizado serviu de base para a ocupação territorial das áreas até então consideradas “desconhecidas” no Estado. Entre as expedições realizadas, estão a que percorreu o rio Paranapanema, em 1886; os rios Paraná, Tietê, Feio ou Aguapeí e do Peixe, em 1905, e a expedição ao rio Grande e afluentes, em 1910.