quinta-feira, 27 de abril de 2017

Museu Geológico comemora do Dia da Terra com oficinas didáticas e meteorito é destaque


Público participando de oficina
Meteorito Avanhandava, um dos destaques

Para comemorar o Dia da Terra, o Museu Geológico (MUGEO) realizou nos dias 22 e 23 de abril uma série de oficinas didáticas e apresentações multimídia sobre a origem e formação do nosso planeta.

Um fragmento de meteorito que compõe a exposição permanente do MUGEO ganhou destaque nas oficinas. Ele foi o disparador para que os monitores pudessem fazer analogias, com ajuda de recursos multimídia, entre a composição química dos meteoritos e do núcleo terrestre e entre a origem da Terra e a dos demais astros existentes no universo.

O meteorito Avanhandava, que foi observado caindo na Terra em 1952, nos arredores da cidade de mesmo nome, localizada no oeste paulista, na região de Araçatuba. Com o impacto o meteorito se fragmentou em vários pedaços, o maior fragmento é o que se encontra exposto no MUGEO, pesando 9.33 Kg e medindo aproximadamente 40 cm.

O primeiro trabalho que se conhece sobre meteoritos no Brasil foi feito por Orville Adelbert Derby (1851-1915) geólogo e geógrafo norte-americano radicado no Brasil que dirigiu a Comissão Geográfica e Geológica (CGG) entre os anos de 1886 e 1904. Derby publicou seu estudo detalhado em 1888, na revista do Observatório Nacional e na época refere-se à existência de sete meteoritos na coleção nacional.

Atualmente o Brasil tem 70 meteoritos reconhecidos pela ciência, dos quais, 5 recuperados no estado de São Paulo: Em 1952 o Meteorito Avanhandava, em 1962 o Meteorito São José do Rio Preto, em 1967 o Meteorito Buritizal, em 1971 o Meteorito Marília e em 2015 o Meteorito Porangaba. Todos classificados como Condrito, que são meteoritos do tipo rochoso, que não foram modificados devido à fusão ou diferenciação do corpo de onde se originaram.

Meteoritos são fragmentos de corpos celestes como: asteroides, planetas e até cometas que giram nas proximidades da órbita terrestre, alguns desses corpos entram e se desintegram ao entrar na atmosfera terrestre causando um rastro luminoso devido à ionização do ar. Outros, porém, atingem a superfície podendo causar grandes estragos.

O MUGEO está localizado no Parque da Água Branca, que fica na Avenida Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

MUGEO realiza atividades em comemoração ao Dia da Terra

Acervo MUGEO

Oficina “O Planeta Terra e Suas Origens”

Neste próximo final de semana, dias 22 e 23 de abril, o Museu Geológico (MUGEO) comemorará o Dia da Terra de forma diferente: ocorrerão diversas oficinas didáticas e apresentações multimídia sobre a origem e formação da Terra, além de sua relação com o Universo.

As atividades são gratuitas e não é necessária inscrição prévia.

Venha você também comemorar e aprender!

O Museu Geológico Valdemar Lefèvre (MUGEO) está localizado no Parque da Água Branca, que fica na Avenida Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Projeto de Especialista do Instituto Geológico recebe menção honrosa do Departamento de História da USP

Anúncio da casa comercial E. Le Moult, sediada em Paris. Publicado em: Chacaras e Quintaes, 2, 1, jul. 1910.

A dissertação de mestrado intitulada “Coleções de História Natural no Museu Paulista, 1894-1916”, de autoria do Especialista Ambiental Diego Amorim Grola, foi contemplada com menção honrosa no Prêmio História Social – biênio 2013-2014. A premiação, entregue em cerimônia realizada no dia 06 de abril de 2017, destacou os melhores trabalhos defendidos no Programa de Pós-graduação em História Social da Universidade de São Paulo.

Orientado pela Profa. Dra. Heloisa Barbuy, da Universidade de São Paulo (USP), o trabalho examinou aspectos históricos das coleções de ciências naturais acumuladas pelo Museu Paulista durante os primeiros anos da vida da instituição, trazendo à tona dados novos sobre a história das ciências em São Paulo no início do século XX.

A dissertação premiada é o resultado da pesquisa desenvolvida como projeto de capacitação pelo Especialista Ambiental Diego Grola, funcionário lotado no Museu Geológico. Os resultados obtidos pela pesquisa deverão contribuir com os trabalhos de preservação e difusão do patrimônio cultural e natural desenvolvidos no âmbito do Museu Geológico.

A dissertação pode ser consultada no Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP, CLICANDO AQUI

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Durante o Encerramento do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) 2016-2017 o Instituto Geológico apresenta balanço final

 Atendimento em Caraguatatuba
Atendimento em Franco da Rocha

O Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) entra em operação anualmente, no período de (01/12 à 31/03) por isso também é conhecido como “Operação Chuvas de Verão”. É coordenado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) e conta com o apoio técnico do Instituto Geológico (IG), instituído por meio de Termo de Cooperação Técnica entre os dois órgãos. Atualmente o plano abrange um total de 175 municípios em diversas regiões do estado.

O PPDC envolve ações de monitoramento dos índices pluviométricos (chuvas), previsão meteorológica, vistorias de campo e atendimentos emergenciais. O Plano está dividido em 4 níveis operacionais: OBSERVAÇÃO, ATENÇÃO, ALERTA E ALERTA MÁXIMO e para cada nível existe uma ação específica para enfrentamento da situação. O PPDC tem um caráter preventivo, com objetivo principal de evitar a ocorrência de mortes, por meio da remoção preventiva e/ou temporária da população que ocupa as áreas de risco, antes que os escorregamentos atinjam suas moradias.

Desde que foi criado em 1989 o PPDC constitui-se em um importante instrumento capaz de subsidiar as ações preventivas dos poderes públicos municipais e estadual, principalmente quando estes buscam soluções de problemas causados pela ocupação de áreas de risco. Também podem ocorrer atendimentos emergenciais a outras localidades que não possuem Planos Preventivos, tendo em vista a prevenção de acidentes, a partir do acionamento e análise do evento por parte da CEDEC e do IG.

As vistorias técnicas implicam em fazer a avaliação das áreas atingidas por escorregamentos de encosta indicadas pelas Defesas Civis Municipais (COMDECS) de forma a propor a interdição de moradias em risco iminente com necessidade de remoção de moradores. Esta atuação tem por objetivo principal preservar a vida dessas pessoas.

Na “Operação Chuvas de Verão” que se encerrou em 31 de março, foram realizados 15 atendimentos em 11 municípios (que operam os planos preventivos): Caieiras, Francisco Morato, Franco da Rocha, Jandira, Itapevi, Vargem Grande Paulista, Caraguatatuba, Santa Branca, São Roque, São Sebastião, São Vicente e Bom Jesus dos Perdões. Além destes, por solicitação da CEDEC, o IG realizou também vistorias em Águas de Lindóia, Vargem Grande do Sul e Santa Branca para atender demandas do Ministério Público ou da Justiça. Como balanço final dos atendimentos realizados constatou-se:

– interdição temporária de 55 casas;

– remoção preventiva de 220 pessoas;

– interdição definitiva de 14 moradias;

– remoção definitiva de 56 pessoas.

Para mais informações acesse o site da Defesa Civil: (http://www.defesacivil.sp.gov.br/)

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Projeto de bolsista do Instituto Geológico recebe prêmio da Defesa Civil Estadual

Maurício e Major PM Marco Antônio Basso Foto: CEDEC
Na cerimônia de encerramento da 15º edição da FEBRACE – Feira Brasileira de Ciência e Engenharia para alunos do Ensino Médio, A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) premiou o aluno Maurício Santos de Jesus da E.E. Prof. Florentina Martins Sanchez, com o projeto: “Uso do SIG (Sistemas de Informações Geográficas) no estudo de escolas seguras na prevenção de perigo de inundação, no município de Ubatuba/SP – fase 2”. Maurício é bolsista de Iniciação Científica do Instituto Geológico orientado pelo Dr. Cláudio José Ferreira e Coorientado pelo Assistente de Pesquisa Pedro Cariganato Basílio Leal, ambos do Instituto Geológico (IG).
No ano passado, o estudante também chegou à final e foi premiado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil pela fase 1 do projeto. Na cerimônia realizada no dia 24 de março de 2017 no Auditório da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o Estudante recebeu o prêmio das mãos do Diretor da Divisão de Planejamento, Legislação e Ensino da CEDEC, o Major PM Marco Antônio Basso. Estava presente também a Diretora de Comunicação Social da CEDEC, 1º Tenente PM Cintia Pereira Torres Oliveira.
A Feira é um movimento nacional de estímulo ao jovem cientista, que todo ano realiza na Universidade de São Paulo uma grande mostra de projetos selecionados do Brasil inteiro. Todos os anos a Defesa Civil Estadual premia escolas que elaboraram projetos que podem futuramente colaborar com o bom desempenho das operações da CEDEC/SP.
Veja o resumo do projeto AQUI