quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Gestão de riscos de desastres: retomados os trabalhos de revisão do Plano de Trabalho do PDN


Grupo de Articulação de Ações Executivas (GAAE) 

Na manhã de hoje (23/08/2017) ocorreu reunião do Grupo de Articulação de Ações Executivas (GAAE) do Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e de Redução de Riscos Geológicos (PDN) Este grupo reúne representantes de diversas secretarias de governo com o objetivo de viabilizar ações conjuntas com impacto direto na prevenção de perdas e na gestão de riscos de desastres naturais. A coordenação do grupo é realizada pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil – Casa Militar, sendo a Secretaria Executiva exercida pelo Instituto Geológico (SMA-SP).

Nesta data assumiram a Secretaria Executiva do GAAE-PDN os novos representantes do Instituto Geológico: Eduardo de Andrade (titular) e Rogério Rodrigues Ribeiro (suplente).

Durante a reunião foram atualizadas as informações sobre ações concluídas e as que estão em andamento em cada um dos órgãos participantes, foi exposto o atual andamento do Componente 3, do Programa de Transporte, Logística e Meio Ambiente (PTLMA) do Projeto Transporte Sustentável, com financiamento do Banco Mundial. O Componente 3 inclui, dentre outras ações importantes a avaliação e mapeamento de áreas de risco, o monitoramento de áreas de risco e um sistema de gestão de informações destas áreas. Foi ressaltado que este projeto se coaduna com o “Plano de trabalho de curto e médio prazo (2012-2020)” do PDN.

Ficou também estabelecido que para a próxima reunião, a ser realizada em outubro, será apresentado relatório atualizado da atuação do GAEE-PDN desde sua criação em 2011. Também será encaminhada pauta preliminar para a próxima reunião do Comitê Deliberativo do PDN, que é formado por Secretários de várias pastas do executivo do governo do Estado.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Pesquisadora do Instituto Geológico apresenta os resultados do projeto de pesquisa Internacional sobre a elevação do nível médio do mar em Santos

Dra. Célia Regina de Gouveia Sousa

A pesquisadora do Instituto Geológico (IG) Dra. Célia Regina de Gouveia Sousa participou de workshop realizado no dia 17 de agosto de 2017 no Teatro Guarany em Santos. Na ocasião a pesquisadora, que integrou um grupo de cientistas internacionais, apresentou ao público os resultados do projeto de pesquisa sobre a elevação do nível do mar que utilizou modelamento digital de projeções climáticas para estimar a elevação do nível do mar e danos em Santos neste século.

O Projeto de pesquisa foi totalmente financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) [Proc. 2012/51876-0] e se denomina “Uma estrutura integrada para analisar tomada de decisão local e capacidade adaptativa para mudança ambiental de grande escala: estudo de caso de comunidades no Brasil, Reino Unido e Estados Unidos”, cuja sigla é METROPOLE. O objetivo foi realizar um estudo detalhado sobre a elevação do nível do mar com previsões até 2100 que envolveu pesquisadores de várias instituições brasileiras (INPE, CEMADEM, USP, UNICAMP, IG/SMA), da americana University of Florida e da inglesa Kings College of London na análise e projeção desse aumento.

O município de Santos foi escolhido para o projeto por ser líder regional em sustentabilidade, por ter uma base de dados de mapeamento georreferenciado bem organizado e apresentar vulnerabilidades costeiras. Outras duas cidades participam do projeto: Condado de Broward (EUA) e Selsey (Inglaterra). O estudo ofereceu às cidades a possibilidade de se antecipar aos fenômenos naturais previstos. Esta foi a primeira vez que o poder público tem em mãos uma pesquisa com nível de detalhamento tão alto de projeção do aumento do nível do mar e variações climáticas. As informações de impactos das mudanças climáticas poderão ser incorporadas nas ações de planejamento local sem custo algum ao município.

A pesquisadora do IG Célia apresentou as áreas de estudo com maior risco de sofrerem impactos com as mudanças climáticas 2 km² na Zona sudeste, onde há cerca de 34 mil habitantes e 1.400 lotes fiscais, e de 11 km² na Zona noroeste, onde vivem 83 mil pessoas em 20 mil lotes. Os gráficos foram confeccionados com dados históricos de ressacas e tempestades divulgados em jornais desde 1960. Dados de Marégrafos e Satélites também foram usados na plataforma COAST (Costal Adaptation to Sea Level Rise Tool), onde foram elaborados modelos de projeções climáticas para 2050 e 2100, com cenários de aumento de nível do mar associado a tempestades. As previsões mínima, mediana e extrema para 2050 são de 18, 23 ou 30 cm, respectivamente. Para 2100, as projeções são de 36, 45 cm e 1 metro.

Além da pesquisadora do IG, também estão envolvidos no projeto os cientistas Dr. José Marengo do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (CEMADEM), que é o coordenador do Projeto e representante do Brasil no painel da ONU sobre mudanças climáticas; Lucí Hidalgo Nunes (Instituto de Geociências da Unicamp); Roberto Greco (Instituto de Geociências da Unicamp); Joseph Harari (Instituto Oceanográfico da USP); e da Prefeitura de Santos Ernesto Tabuchi (da Secretaria Municipal do Meio Ambiente) e Eduardo Hosokawa (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano).

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Cadernos do Projeto Aquíferos nº 6

Capa

Essa publicação compreende a síntese dos resultados de um projeto voltado à implantação do Perímetro de Alerta e à manutenção da proteção sanitária dos poços de abastecimento público, que foi desenvolvido pela parceria entre o Instituto Geológico e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas e contou com apoio financeiro do FEHIDRO. O estudo foi desenvolvido em 120 municípios abastecidos pelo Sistema Aquífero Bauru e apresenta um diagnóstico geral das condições da proteção sanitária dos poços e uma proposta de delimitação do Perímetro de Alerta. Acompanham a publicação, um Sistema Visualizador de Informações Georreferenciadas.

Cadernos do Projeto Aquíferos – Sistema Aquífero Bauru: delimitação de perímetros de proteção de poços de abastecimento público CLIQUE AQUI

A publicação também inclui o Sistema Visualizador de Informações Georreferenciadas, desenvolvido na plataforma do programa Google Earth™ para facilitar a visualização pelo leitor do Perímetro de Alerta proposto CLIQUE AQUI

Fichas de Poços com indicação do Perímetro de Alerta proposto. CLIQUE AQUI